Urbs Magna

Temer passa pela CCJ e segue impune

A CCJ da Câmara rejeitou o parecer da denúncia contra o presidente Michel Temer elaborado pelo deputado Sergio Zveiter (PMDB-RJ), que recomendava a admissibilidade do pedido da Procuradoria-Geral da República para investigar o peemedebista.

O placar de 40 a 25 garantiu a vitória com uma série de trocas de membros, realizada pelo Palácio do Planalto. No total, foram 25 movimentações desde o dia 26 de junho, sendo 14 vagas de titulares alteradas.

As mudanças provocaram críticas da oposição, que levou o caso para o Supremo Tribunal Federal (STF), mas a presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia, rejeitou um mandado de segurança impetrado por um grupo de seis parlamentares que pretendia restaurar a composição prévia da CCJ.

Com o resultado, o presidente da CCJ teve de escolher um novo relator e decidiu pelo deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG).

O tucano lerá seu parecer em plenário ainda nesta quinta-feira, para, em seguida, os deputados votarem novamente.

Antes da votação ser realizada, o líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), argumentou que o pedido da PGR significava também o afastamento do presidente da República.

“A legislação de ocasião é nociva para o País; estamos aqui para defender o País”. disse.

A votação foi realizada após dois dias de sessão de debates e 78 discursos no plenário da CCJ, que somaram mais de 18 horas de discussão.

A maioria dos discursos foi de deputados defendendo a admissibilidade da denúncia.

“A denúncia mostra que o presidente se meteu em enrascada”, disse o petista Wadih Damous (RJ). O deputado disse que a denúncia da PGR não veio “contaminada” e que a população merece conhecer a verdade.

“O povo brasileiro exige de nós que essa denúncia seja acatada”, reforçou.

Pelo bloco governista, defenderam o presidente Michel Temer os deputados Carlos Marun (PMDB-MS) e Alceu Moreira (PMDB-RS). Em seu discurso, Moreira disse que admitir a denúncia seria “jogar um país no fosso do futuro sem saber quais são as consequências, apenas porque o presidente recebeu alguém fora da agenda”.

“É ruim com ele, é muito pior sem ele”, pregou.

“Se quiserem que eu saia, têm que me matar”, afirma Temer. Insano?

— Fique tranquilo, não vou renunciar, não vou sair. Vou recorrer até o fim. Se quiserem que eu saia, têm que me matar.

90,6% QUEREM DIRETAS JÁ E 84% REPROVAM TEMER.

Após afirmar nesta semana que “ninguém vai nos impedir de continuar nossas políticas públicas”, o presidente mais impopular da história brasileira disparou, em reunião com o presidente do senado Eunício Oliveira, a seguinte frase: ” — Fique tranquilo, não vou renunciar, não vou sair. Vou recorrer até o fim. Se quiserem que eu saia, têm que me matar.

DESESPERADO? ENLOUQUECIDO? DITADOR?

Uma afirmação deste naipe é incomum em nossa República Federativa, especialmente proferida por seu presidente. Sua desaprovação também é internacional. No mês passado a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, durante  anúncio de sua candidatura para as eleições legislativas de outubro daquele país, chamou o presidente brasileiro, Michel Temer, de “ridículo” e “brega”. E no início do ano, o Papa Francisco recusou um convite para visitar o Brasil fazendo duras críticas às medidas do golpista contra os pobres.

Temer não compreende que seu tempo acabou pois que os movimentos das ruas falam mais alto que a mídia, o judiciário e a elite bresileira que sempre o apoiou.

BOMBA! Você pode anular o impeachment que colocou o Brasil neste inferno

Isso mesmo. O golpe de Estado que arrancou Dilma Rousseff do Planalto, mulher honesta eleita com 54,5 milhões de votos do Planalto sem quaisquer crimes ou acusações, foi dado por um grupo seleto de bandidos de colarinho branco que sempre nos roubou, especialmente nas últimas décadas de crescimento comprovado, por puro prazer; por escárnio contra as classes mais pobres dos homens de bem.

Felizmente, a grande maioria dos brasileiros que apoiaram este golpe está, finalmente, abrindo os olhos e se arrependendo de ter ido às ruas em favor desta velharada ineleita, que se fez de santa com a ajuda da mídia, e que afunda o Brasil em desesperanças, tira sua credibilidade internacional e nos recheia com transtornos emocionais advindos de PECs, MPs, Privatizações e toda ordem de retrocessos incabíveis para uma nação imensa como a nossa.

Avançávamos rumo a tornarmo-nos uma superpotência, porque tudo dava muito certo. Era como se o dedo que faltava em Lula tivesse sido arrancado por Deus para sinalizar que o toque de Midas podia ser dado somente com o coração e a coragem. E justamente por tudo ter dado tão certo é que tudo começou a dar errado. Observem o histórico da balança comercial brasileira desde o ano de 1993 até hoje e tirem suas conclusões:

Balança Comercial Export Import Saldo Taxa de Cobertura
2016 169,307 126,025 43,282 134,34
2015 191,134 171,453  19,681 114,79
2014 225,101 229,060 -3,959 98,27
2013 242,178 239,617  2,561 101,07
2012 242,468 223,142 19,438 108,71
2011 256,041 226,251 29,790 113,17
2010 201,916 181,638 20,278 111,16
2009 152,252 127,637 24,615 119,29
2008 197,953 173,148 24,805 114,33
2007 160,649 120,620 40,039 133,19
2006 137,807 91,350 46,457 150,86
2005 118,309 73,545 44,764 160,87
2004 96,475 62,779 33,696 153,67
2003 73,084 48,283 24,801 151,37
2002 60,141 47,048 13,093 127,83
2001 58,223 55,581 2,642 104,75
2000 55,086 55,783 -0,697 98,75
1999 48,011 49,272 -1,261 97,44
1998 51,120 57,594 -6,474 88,76
1997 52,990 61,347 -8,357 86,38
1996 47,747 53,301 -5,554 89,58
1995 46,506 49,664 -3,158 93,64
1994 43,545 33,105 10,440 131,54
1993 38,597 25,659 12,938 150,42

Após a destituição da presidente, seus advogados impetraram um Mandato de Segurança no STF – o Guardião da Constituição de 1988 – exigindo a anulação do impeachment que é ilegal e inconstitucional justamente porque ela foi eleita pelo voto popular e governou sem a ocorrência de crime de responsabilidade – a acusação de pedalada fiscal é uma ficção/romance jurídico.

Só que o STF sob o comando de Gilmar Mendes também fez parte do golpe e o Mandato foi engavetado com o fim de evitar seu julgamento no decorrer de um processo de tomada de poder que transcorreu na marra e, assim, não sujando as mãos dos juízes nem a Constituição Federal.

Devemos, pois, pressionar os 11 juízes do tribunal a se posicionarem contra o golpe e pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff através da organização de comitês exigindo a anulação do impeachment e mobilizações nas ruas contra o STF de modo a sensibilizá-los com os direitos da classe trabalhadora.

Dilma entra para a História

Posted in BRASIL, IMPEACHMENT, POLÍTICA by dibarbosa on 29 de agosto de 2016

A MAIOR GUERREIRA DA HISTÓRIA POLÍTICA DO BRASIL NÃO ENTREGA O OURO DE MÃO BEIJADA 

Ouro!  Esse amarelo da Bandeira do Brasil representa as nossas riquezas minerais. E o impeachment, o que é? Numa definição direta, está sendo um golpe de políticos inelegíveis querendo esse tesouro imenso.

O mundo inteiro falando sobre a política do Brasil. Nós, brasileiros, seguimos segurando o fôlego. Lá fora, eles não fazem idéia de como é viver com a cidadania ameaçada. O estrangeiro se sente mais seguro neste quesito e estranha a nossa calma diante deste estupro da democracia.
Sim, porque o povo está calmo demais diante deste absurdo. O Brasil de Dilma Rousseff era muito melhor que o Brasil de Michel Temer e seu time de inelegíveis. E o povo está calmo demais diante desta manobra histórica, como se fosse possível uma incomunicabilidade neural  que favorece e viabiliza todo este teatro à vera. Porque é óbvio que tudo é uma estratégia diabolicamente parlamentar. Uma atividade circense e teatral que legitimam na cara dura. Mentem até que a mentira se torne verdade, pela insistencia. E tudo tem o apoio da classe média.
Isso mesmo, a classe média que odeia os trabalhadores. Sim!  A coisa é séria. Trilhões estão em jogo. Pois nesta terra,  tudo  o que se planta dá, como um dia relatou, ao rei português, o viajante Caminha. E nem precisa plantar, é só chegar e pegar, como farão os canadenses com nosso ouro paraense.  Lá tem um lugar com o ouro equivalente a cinco “Serras Peladas”. E leva quem paga mais aos corruptos… sempre assim, mas … vai ser assim pra sempre? Aqui tem tanta grana em jogo que se roubarem tudo em um só dia,  no dia seguinte tem mais. E a classe média quer privilégios sobre os pobres trabalhadores.
Estes, por sua vez, estão perdendo seus direitos conquistados nos últimos 13 anos. Já dizia Marilena Chauí sobre a classe média tradicional: “odeio!” Mas por que esse sentimento barato no coração? O que a levou a proferir tão traiçoeira sentença? Quando se é um cientista social, tem que existir engajamento. Qual sociólogo não ama as sociedades que estuda? Os pobres são sua principal fonte de teses e artigos. E agora, os queridinhos dos sociólogos, milhões deles, os beneficiários de programas sociais petistas estão ameaçados. E do outro lado dá pra sentir o ódio destilado por classes superiores em cada manifestação contra o PT.  Eles não suportam os pobres. Sentem calafrios nos shopping centers ao dividir uma mesa na praça de alimentação.
As classes políticas nacionais baseiam-se na riqueza material e, para piorar, ficou consolidado neste governo interino que pobre tem que ser dissecado até a quase morte. Foi para isso que quiseram impeachá-la. Pois que Dilma é inocente demais e permitiu que tudo isso acontecesse. Certamente, nada disso estaria acontecendo se ela tivesse se mantido impávida desde o começo. Se tivesse governado com braço forte, os golpistas não se criariam. Tanta coisa é possível de ser dita agora… ah!
ELA ENTRA PARA A HISTÓRIA COMO A ÚNICA MULHER QUE GOVERNOU O BRASIL E QUE FOI VITIMADA POR POLÍTICOS IMORAIS INELEGÍVEIS… porque o Brasil vale muito e que por este mesmo motivo tem políticos que não valem nada.

Mundo ainda é contra o golpe no Brasil.

Posted in BRASIL, IMPEACHMENT, POLÍTICA, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 21 de julho de 2016

Europa e resto do Mundo já desconfiavam da legitimidade do processo do impeachment sofrido por Dilma Rousseff.

Na América Latina, Bolívia, Equador, Cuba e Nicarágua condenaram a cassação do mandato de Dilma classificando-a como um golpe de Estado.

Relembrando:
Dilma, cassada, discursou na época de sua deposição afirmando que faria oposição ferrenha aos golpistas e à antimídia.
Lá fora, a OEA, juntamente com outros países europeus, disseram que investigariam a legitimidade de Temer e sua equipe.
Jornais do mundo inteiro anunciaram, incrédulos, o afastamento da presidente do PT.
Equador, Bolívia e Venezuela retiraram seus embaixadores no Brasil.
“Caiu a ficha”, no mundo inteiro, sobre o golpe dado à economia por políticos brasileiros que não agiam para o povo.
NESTE MOMENTO, A ESQUERDA RENASCE MAIS FORTE. AGUARDEMOS.

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Cai o Governo dos pobres, a ameaça inadmissível para os ricos e poderosos… segundo Luis Fernando Veríssimo

Posted in BRASIL, IMPEACHMENT, POLÍTICA by dibarbosa on 11 de maio de 2016

figura-luis-fernando-verissimoFoi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima.

Gosto de imaginar a História como uma velha e pachorrenta senhora que tem o que nenhum de nós tem: tempo para pensar nas coisas e para julgar o que aconteceu com a sabedoria — bem, com a sabedoria das velhas senhoras. Nós vivemos atrás de um contexto maior que explique tudo mas estamos sempre esbarrando nos limites da nossa compreensão, nos perdendo nas paixões do momento presente. Nos falta a distância do momento. Nos falta a virtude madura da isenção. Enfim, nos falta tudo o que a História tem de sobra.

Uma das vantagens de pensar na História como uma pessoa é que podemos ampliar a fantasia e imaginá-la como uma interlocutora, misteriosamente acessível para um papo.

— Vamos fazer de conta que eu viajei no tempo e a encontrei nesta mesa de bar.
— A História não tem faz de conta, meu filho. A História é sempre real, doa a quem doer.
— Mas a gente vive ouvindo falar de revisões históricas…
— As revisões são a História se repensando, não se desmentindo. O que você quer?
— Eu queria falara com a senhora sobre o Brasil de 2016.
— Brasil, Brasil…
— PT. Lula. Impeachment.
— Ah, sim. Me lembrei agora. Faz tanto tempo…
— O que significou tudo aquilo?
— Foi o fim de uma ilusão. Pelo menos foi assim que eu cataloguei.
— Foi o fim da ilusão petista de mudar o Brasil?
— Mais, mais. Foi o fim da ilusão que qualquer governo com pretensões sociais poderia conviver, em qualquer lugar do mundo, com os donos do dinheiro e uma plutocracia conservadora, sem que cedo ou tarde houvesse um conflito, e uma tentativa de aniquilamento da discrepância. Um governo para os pobres, mais do que um incômodo político para o conservadorismo dominante, era um mau exemplo, uma ameaça inadmissível para a fortaleza do poder real. Era preciso acabar com a ameaça e jogar sal em cima. Era isso que estava acontecendo.

Um pouco surpreso com a eloquência da História, pensei em perguntar qual seria o resultado do impeachment. Me contive. Também não ousei pedir que ela consultasse seus arquivo e me dissesse se o Eduardo Cunha seria presidente do Brasil.

Eu não queria ouvir a resposta.

Dilma de mãos atadas frente a um congresso hostil

Posted in BRASIL, ECONOMIA, OPINIÃO by dibarbosa on 8 de outubro de 2015

maxresdefaultNo encontro do FMI em Lima – Peru em início de outubro de 2015, Augusto de la Torre, o economista chileno que representa a América Latina e o Caribe no Banco Mundial, disse que a recessão pela qual o Brasil atravessa é um mistério.

Segundo ele,os índices da macroeconomia brasileira não são motivos para uma recessão deste porte. Joaquim Levy (atual ministro da Fazenda) tem sustentado a moeda (real) com uma desvalorização correta, só que a demanda interna não se relança e a causa disso é a fragilidade institucional de Dilma Rousseff que está de mãos amarradas diante da hostilidade de seu Congresso”.

La Torre afirma, contudo, que o Brasil se reerguerá dentro de alguns meses pois a economia está buscando, e acabará por encontrar, o caminho para se reajustar: “…o país  é uma economia gigantesca e possui uma grande capacidade de reação. Quando a economia de outros países vai bem eles são parecidos uns com os outros, mas quando é o contrário as diferenças estruturais vem à tona havendo a possibilidade de alguns perderem o compasso, caso eles que não realizem reformas necessárias. As democracias latino-americanas precisam encontrar o equilíbrio entre produtividade e desigualdade, o que não é nada fácil”.

Dentre os problemas mais visíveis para o economista está a desigualdade criada para aqueles que não têm voz ativa, no caso os desempregados que não estão organizados. Para isso, La Torre propõe maior flexibilidade para o salário mínimo que poderia ser diferenciado de acordo com o porte da empresa ou de acordo com a idade do trabalhador de forma que os mais jovens recebessem menos ou que trabalhassem mais pela mesma remuneração, pois segundo ele o salário mínimo que convém em tempos de bonança não é o mesmo que nos convém na crise, mas falar em diminuir o salário mínimo, porém, é um tabu social em qualquer lugar do mundo; um tema delicado, relacionado a questões filosóficas e ideológicas”

Adentrando, porém, na delicadeza deste âmbito, o economista explica que “um trabalhador qualificado não se preocupa com o salário mínimo. Quem se preocupa é a empresa obrigada a contratar tanto os mais qualificados quanto os não-qualificados. E, se o salário mínimo é muito alto, ela simplesmente deixa de contratar. Nesse caso, perde-se o controle por questões políticas e, em tempos de retração econômica, esse salário mínimo se torna um inimigo do emprego”.

Quem pede INTERVENÇÃO MILITAR não sabe o que é DEMOCRACIA tampouco o que foi DITADURA

Posted in BRASIL, DIREITOS HUMANOS, ELEIÇÕES 2014, HISTÓRIA, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL by dibarbosa on 24 de agosto de 2015

Assista ao vídeo no fim da matéria.

ditadura-torturaEm meio à grave crise econômica do Brasil, acarretada especificamente por uma crise político-moral sem precedentes, alguns de nossos compatriotas se desesperam e partem para as ruas pedindo soluções imediatas contra o Governo de Dilma Rousseff e seu partido, o PT.  As últimas eleições presidenciais de 2014, bem como as operações da Polícia Federal que objetivam levar os atos de corrupção de importantes figuras políticas (eleitas por nós mesmos) à tona de um lamaçal sem fim, dividiram as opiniões de Norte a Sul. Nas várias facetas que as manifestações revelaram, encontramos pedidos de socorro exageradamente infundados e inexplicáveis como, por exemplo, o desejo de uma intervenção militar.

Certamente, há muita falta de conhecimento histórico-político brasileiro. Pronto, resumidamente é isso! Pois quem deseja isso, o deseja embasado em números manipulados que, na ocasião, favoreceu uma cúpula restrita e impenetrável. Quem deseja isso, nunca soube o “que aconteceu, como, onde, por que e a mando de quem“, como bem resumiu um colunista de um jornal de renome nacional. Durante 21 anos, o regime ditatorial instaurado em 1964 pelo Estado violou sistematica, generalizada e gravemente os direitos humanos de milhares de brasileiros opositores ao militarismo, o que culminou com sua repressão e eliminação.  Sim, muitos desapareceram e jamais foram encontrados. Pesquisem. As flores que vocês colheram nasceram das terras férteis aradas por muita gente que se foi lutando para que estas se deixassem colher um dia. Nem tudo sempre foi tão belo como vocês encontraram.

Em dezembro de 2014 a Comissão Nacional da Verdade (CNV) publicou um relatório  definitivo com suas conclusões sobre aquela política de Estado assassina concebida e implementada a partir de decisões emanadas da presidência da República e dos ministérios militares. Volto a repetir: pesquisem, está tudo lá para ser pesquisado. E compartilhem, porque isso deve se tornar público para que a dimensão dos excessos praticados pelas Forças Armadas do passado recente seja compreendida pelos jovens de hoje como uma quebra institucional e violação gravíssima de DH, além de fortalecer nossa democracia a qual foi conquistada com o sangue de nossos irmãos ceifados por este negro episódio e exigir mudanças que possam reverter legados autoritários que ainda permeiam algumas instituições Brasil afora. Pesquisem, está tudo lá.

Brazil Update: reinicialização para instalação de atualizações políticas importantes

Posted in BRASIL, OPINIÃO, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 17 de março de 2015

updateApós as manifestações de 15 de março, uma reflexão mais aprofundada do que está acontecendo no país.

         Está muito claro para muita gente, mas infelizmente o Brasil está repleto de “midiotas”, ou seja, pessoas que sofrem de inépcia e compõem a platéia manipulada pela grande mídia nacional. Tais corações imaturos batem no ritmo dos acontecimentos e desconhecem que suas próprias culturas também os envolvem em corrupção até a alma. Obviamente, uma boa parcela da população que dá a cara para bater em manifestações populares tem engajamento suficiente para, ao invés de naufragar na grande loucura das massas que temos visto nos últimos meses, organizarem-se e empenharem-se diligentemente em projetos de mudanças que urgem há tempos.

          Não estou defendendo um lado nem outro nem ninguém. Penso que quaisquer equipes governamentais que atuarem em nossa nação estarão fadadas a receber nossa omissão de presente, o que sempre os encorajará ao pecado capital, enquanto nos faltar embasamento político. Me digam: quem está organizando um movimento mais direcionado à soluções, resultados positivos? Aqueles que entendem do assunto são carentes do sentimento humanitário que os afundam na inércia de seus comodismos. Quem está nas ruas protestando quer é se dar bem sem ninguém para atrapalhar. Não querem a comunhão e o igualitarismo salarial; distribuição de renda. Querem crescer economicamente mas individualmente. Infelizmente todos os absurdos registrados pela imprensa e comentados no mundo inteiro são fatos que se perpetuarão enquanto nossos passos não forem dados na seguinte ordem: Reforma na Educação, Reforma  Política e, finalmente, Reforma Constitucional.

          Não há um lado certo e um errado. Ninguém está totalmente certo ou totalmente errado.  Impeachment não resolverá nada como o do passado também não resolveu. Outros problemas surgirão com outros políticos substitutos pois o problema não são apenas eles. Enquanto nosso foco não mudar; enquanto as pessoas certas estiverem dispersas pelo país quando poderiam se unir e atuar na política nacional, nenhuma mobilização de insatisfação será suficiente. O problema está na raiz. Não foi à toa que “The Guardian”, “Forbes”, “The New York Times”, destacadamente dentre outros, publicaram suas opiniões conforme lemos depois das manifestações. O Brasil necessita de um bom programa anti malware; anti vírus. Tem que ser resetado. Formatado. Reiniciado e operado por mãos talentosas. Precisa de bons programas de atualização de desempenho.

          As marchas nas ruas apenas demonstram indignação e insatisfação. Só barulho. Nenhuma idéia. Uma palhaçada total. Volta da ditadura, blah! Querem também a volta da inflação a oitenta por cento ao mês? A volta da mortalidade infantil? A redução do IDH? A redução do PIB nacional? E etc, etc. A quem isso beneficiará? Qual classe social predominará com uma intervenção militar?  Milhares foram às ruas em 15 de março, mas certamente muitos milhões de brasileiros sequer têm uma opinião formada sobre tudo isso. Por quê? Porque nunca o Brasil esteve tão transparente. Todos se revoltam com a burguesia corrupta. Eu disse burguesia corrupta. Isso, sim, no fundo a classe menos favorecida acha, de fato, um tremendo absurdo.

Rosane Collor e seu livro (delator?)

Posted in BRASIL, Livros, OPINIÃO, PERDENDO A RAZÃO, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 27 de dezembro de 2014

A mulher bomba Rosana Malta, assim renomeada após a separação, publica as “coisas” do presidente do impeachment Fernando Collor de Melo, como esquemas de corrupção e até seus rituais macabros.fernando-collor-presidente-impeachment-protesto-06-original (1)

Apesar do desequilíbrio emocional e espiritual visível ao longo dos anos em que se mantém separada do ex-presidente Fernando Collor de Melo, Rosana Malta, que chegou a dizer que é um dossiê vivo da era do impeachment, acaba de lançar um livro onde diz que conta toda a verdade (a dela) sobre seu ex-marido.

Na interpretação popular, uma mulher ferida e magoada pela traição do homem que um dia foi seu príncipe é capaz de qualquer coisa. Mesmo que Collor tenha sido e feito tudo o que presenciamos de sua péssima passagem pelo Governo do Brasil, e mesmo que ele tenha sido traído pela ex-primeira dama como afirma, a principal força motriz das revelações de Rosana Malta baseia-se na evidência de que seu ex-amado praticou infidelidade matrimonial durante sua Era no planalto, após o que Rosana foi trocada, assumidamente e publicamente, por outra mulher mais jovem e fértil e com a qual o atual senador pôde, enfim, ter seus sonhados herdeiros concebidos definitivamente, o que explica os rituais com fetos humanos descritos no livro.
Não há, pois, a menor necessidade de entrarmos no mérito da questão do impeachment para entendermos que as emoções supracitadas desta mulher vão além dos limites da tolerância e além do que merecemos ou desejamos saber. Mas como vivemos em país 42747945democrático, ainda que com tantos transtornos estatais que temos presenciado nos últimos dias/meses, somos obrigados a nos deparar com materiais impróprios e desnecessários para o nosso crescimento cultural e espiritual cabendo a cada um separar o joio do trigo.
No fim de toda essa novela pastelão que o Brasil já esqueceu, Rosana Malta diz ter se convertido à uma religião protestante, com ações muito diferentes das praticadas por seu doutrinamento espiritualista anterior e volta a expor uma ferida que é somente sua. Com tantos problemas que o país enfrenta, a crente emergente surge e quer meter toda a merda do passado no ventilador, mas ela já secou e desapareceu. Particularmente penso que ela deveria, há muitos anos atrás, ter catado o cocô de seu cachorro da grama alheia porque a bosta não era nossa e nem da nossa conta. Mas caso alguém (e deve ter muita gente) tenha interesse em adquirir ou conhecer a (literatura?) que jamais será um best-seller mas sim tão somente um ganha-pão, aqui vai a informação: Tudo o que vi e vivi – O testemunho corajoso da primeira-dama mais jovem que o Brasil já teve é o título da (obra?) publicação da Editora LEYA na qual a (escritora?) Rosane Malta confirma o esquema corrupto de PC Farias, fala de sua morte e discute para onde foi o dinheiro arrecadado pelo tesoureiro. Ficou curioso?

Brasileiros pediram intervenção dos EUA contra o PT de Dilma e Lula

Posted in BRASIL, ELEIÇÕES 2014, EUA, MUNDO, OPINIÃO, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 3 de novembro de 2014

O INÍCIO: COMO SURGIU A IDEIA DO GOLPE 2016
Da série infinita
 Vergonha de Ser Brasileiro
Petição online em site da Casa Branca pediu que EUA intercedesse na “expansão comunista bolivariana no Brasil”
Brasileiros pediram ajuda a Barack Obama contra o PT

Um site da Casa Branca, que oferece um espaço para que o cidadão se manifeste acerca de vários temas, registrou uma petição inédita em toda sua existência no ar.

Em 28 de outubro de 2014, alguns brasileiros resolveram pedir ajuda a Barack Obama contra Dilma e o PT de Lula para que fosse evitada uma “expansão comunista na América Latina”. Veja abaixo:

petição site casa branca

O site do governo dos Estados Unidos, no entanto, alegou que poderia se recusar a agir em resposta a qualquer petição com o fim de evitar que aparentemente estivesse sofrendo alguma influência. A petição, hoje removida da página, reproduzia-se como segue:

 Em 26 de outubro, Dilma Rousseff foi reeleita, e continuará com o plano de seu partido em estabelecer um regime comunista no Brasil – o modelo bolivariano proposto pelo Foro de São Paulo. Nós sabemos que aos olhos da comunidade internacional, a eleição foi totalmente democrática, mas as urnas de votação utilizadas não são confiáveis, sem contar com o fato que as cabeças do Judiciário são em sua maioria membros do partido vencedor. As políticas sociais também influenciaram a escolha para presidente e as pessoas foram ameaçadas de perderem seu subsídio para comida se eles não reelegessem Dilma. Nós pedimos por uma posição da Casa Branca em relação à expansão comunista na América Latina. O Brasil não quer e não será uma nova Venezuela e os EUA precisam ajudar os promotores da democracia e da liberdade no Brasil”.  

O efeito:

Após alguns blogs, inicialmente, divulgarem sobre eleitores denunciando uma suposta fraude nas urnas eletrônicas das eleições 2014, desencadeou-se um grande descontentamento com o resultado das eleições presidenciais que reelegeu Dilma Rousseff (PT) e abateu Aécio Neves (PSDB) por uma diferença de aproximadamente 3,5 milhões de votos. A partir daí, iniciou-se o “terceiro turno” em campanhas que dividiram o país ao meio entre acusações de um noticiário falso, o que culminou com várias manifestações independentes, como foram os casos ocorridos na avenida Paulista em São Paulo, SP, a menos de uma semana após a apuração pelo TSE. No dia 1 de novembro, quase 2,5 mil pessoas compareceram, convocadas pela rede social Facebook, para exigir o impeachment da presidenta. Ela já tinha uma petição no site Avaaz desde junho de 2013 contando com mais de 1,8 milhão de assinantes. O país foi tomado por pessoas que ddiziam e publicavam coisas sem a menor responsabilidade. Até o cantor Lobão, em sua decadência moral e psicológica, omprometeu sua imagem e a imagem do PSDB. Na ocasião, ele disse que se Dilma ganhasse sairia do país. As pessoas não podem ser impedidas de falar porque é uma democracia, por isso devemos utilizar o discernimento inteligente que favoreça a seleção das melhores idéias. Nos EUA, com a democracia sendo o motor do congresso, obviamente Mister Barack Obama e todo o pessoal da Casa Branca deve ter dado boas gargalhadas com nossa crise moral. A petição foi mantida democraticamente por algum tempo e o mundo inteiro conferiu e morreu de rir, o que causou e causa, em muita gente aqui, uma grande vergonha de ser brasileiro.

 

O 3º turno entre o PT e o PSDB

Posted in BRASIL, ELEIÇÕES 2014, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL by dibarbosa on 3 de novembro de 2014

Dilma-sabia-480x298PROTESTO EM SP – Como a imprensa ridiculariza e distorce um protesto simplesmente por não concordar com ele. Em horas assim, a isenção e a objetividade que se danem!

Nesta tarde, houve dois protestos em São Paulo. Um deles reuniu, segundo a PM, pelo menos 2.500 pessoas na Avenida Paulista (vídeo) — e não mil, como está no UOL. A outra, uns 200, no Largo da Batata. Ambas foram convocadas pelo Facebook. O primeiro cobra uma auditoria na eleição presidencial de 2014 e pede o impeachment de Dilma; a segunda, pela enésima vez, culpa o governador Geraldo Alckmin pela crise hídrica em São Paulo. Não funcionou no primeiro turno, não funcionou no segundo turno, tenta-se agora o terceiro turno. Não está funcionando de novo… Mas sigamos. A esmagadora maioria das pessoas que se manifestavam na Avenida Paulista cobrava a auditoria e defendia o impeachment de Dilma na suposição de que ela conhecia a roubalheira na Petrobras, conforme afirmou à Polícia Federal e ao Ministério Público o doleiro Alberto Youssef. Nem é necessário demonstrar — mas, se for preciso, demonstro com facilidade — que a imprensa paulistana trata com simpatia todos os protestos das esquerdas, as marchas em favor da maconha e até os black blocs. Alguns de seus defensores são alçados à condição de intelectuais. Já um protesto que não é organizado por “progressistas”, bem, aí cumpre ridicularizar as pessoas, transformá-las numa caricatura, enxovalhá-las, reduzi-las à condição de golpistas. Vamos lá. A esmagadora maioria dos cartazes da Paulista trata de uma suposta fraude na eleição, pede a auditoria na eleição  e defende o impeachment (dada aquela suposição, claro!, que tem de ser comprovada). Um senhor, no entanto — e ainda que houvesse 10, 20 ou 100 —, pede uma intervenção militar. A prova de que é “avis rara” no protesto é que foi, ora vejam!, entrevistado pela Folha e pelo Estadão, que, milagrosamente, publicam quase a mesma matéria, com diferenças que estão apenas no detalhe. Seu nome é Sérgio Salgi, tem 46 anos e é investigador de polícia. E por que ele foi achado pelos repórteres dos dois jornais? Porque carregava um cartaz “SOS Forças Armadas”. Bastou esse cartaz para que a Folha Online desse o seguinte título: “Ato em SP pede impeachment de Dilma e intervenção militar”. Se algum maluco estivesse na passeata cobrando ajuda aos marcianos, o título poderia ser: “Ato em SP pede impeachment de Dilma e intervenção dos ETs”. Não é a primeira vez que isso acontece. Em 2007, embora fossem outras as circunstâncias, surgiu o “Movimento Cívico pelo Direito dos Brasileiros”, que ficou conhecido como “Cansei”. Seus promotores foram impiedosamente ridicularizados pela imprensa e por personalidades púbicas a serviço do PT. Foram tachados de representantes da “elite branca”. A notícia do mensalão tinha menos de dois anos, o escândalo dos aloprados, menos de um, mas uma simples manifestação de protesto foi tratada como coisa de golpistas. O Globo Online também noticia o protesto em São Paulo. O repórter não entrevistou o policial Sérgio Salgi, mas encontrou outra maneira de enxovalhar os que protestavam. Transcrevo: “O protesto reúne muitas senhoras de guarda-chuva, em razão do sol forte. Algumas levaram seus cachorrinhos de estimação para o protesto”. Manifestações das esquerdas, como vocês sabem, contam com uma palavra que a imprensa adora: “ativistas” — não sei o que é isso; deve ser o oposto complementar dos “passivistas”… Já um ato que é inequivocamente caracterizado como “de direita”, bem, esse conta com “senhoras de guarda-chuva”… Sabem como são as dondocas: não querem se pelar ao sol. Entre as 2.500 pessoas, contavam-se nos dedos os tais guarda-chuvas. Ah, claro! Elas também levavam seus cachorrinhos, entendem? É evidente que o destaque dado a essas lateralidades busca desmoralizar o protesto. O cantor e compositor Lobão se manifestou em favor da recontagem dos votos e disse o óbvio: não se tratava de um movimento em favor da volta do regime militar. Boçalidades. Não que boçalidades reais, de fato, não tenham sido ditas. Foram. A ser verdade o que relatam Estadão, Folha e Globo, o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho de Jair Bolsonaro (PP-RJ), afirmou o seguinte: “Ele [seu pai] teria fuzilado Dilma Rousseff se fosse candidato esse ano. Ele tem vontade de ser candidato mesmo que tenha de mudar de partido”. E emendou: “Dizia na minha campanha: voto no Marcola, mas não em Dilma. Pelo menos ele tem palavra”. A ser isso mesmo, trata-se de uma notável coleção de bobagens. Evidentemente, o “fuzilado” de sua fala é uma metáfora. Mas quem se importa? Quando fala em votar até “em Marcola”, procura deixar claro o quanto repudia Dilma, não seu apreço pelo bandido. Mas quem se importa? Quem não quer que seu discurso seja confundido não fala essas tolices. O ânimo para transformar os manifestantes em golpistas já é evidente. Quando se oferece o pretexto, tudo fica mais fácil. No Brasil, é permitido marchar em favor da maconha. A venda e o consumo de maconha são ilegais. Manifestantes são tratados como bibelôs. No Brasil, é permitido marchar em favor do aborto. O aborto, com as exceções conhecidas, é ilegal. Manifestantes são tratados como pensadores. No Brasil, é permitido marchar em favor de corruptos condenados pelo Supremo. Manifestantes são tratados como ideólogos. No Brasil, é permitido marchar em favor da recontagem dos votos e, sim, em favor do impeachment. O Artigo 5º da Constituição garante tudo isso. Não obstante, manifestantes são tratados como pessoas ridículas e golpistas. Nota final, que traduz um sequestro moral: os esquerdistas, sempre adulados pelos jornalistas, querem controle social da mídia e mecanismos de censura, ainda que oblíquos. Mas que isto também fique claro: os que estão decididos a dizer “não” terão de enfrentar, inclusive, as brigadas da desqualificação da imprensa, que sempre ficam muito satisfeitas quando alguém como Eduardo Bolsonaro fala aquelas besteiras. Fica parecendo que elas têm razão.

Por Reinaldo Azevedo da revista VEJA

Sobre o protesto sábado na Paulista

fora DilmaOs filhos da mídia foram neste sábado para as ruas protestar contra, bem, contra sei lá o quê. Contra terem perdido nas urnas e, portanto, contra a democracia. Disse “filhos”, mas poderia ter dito “vítimas”. Porque em sua louca cavalgada antidemocrática eles foram intoxicados mentalmente pelo que a mídia deu nestas últimas semanas. Eles pareciam saídos das páginas da Veja e dos comentários de gente como Jabor. Pediam o impeachment de Dilma pelo caso Petrobras. São os efeitos colaterais da capa criminosa que a Veja deu às vésperas das eleições. Os manifestantes fora dilmda Paulista tomaram aquilo como uma verdade indiscutível. Isso mostra que é necessário aplicar uma punição exemplar à Veja. É uma tentativa de golpe branco fazer o que a revista fez – sem uma única prova – em cima de uma eleição tão disputada. A Veja tem que enfrentar – rapidamente — as consequências do que fez. Ou vamos esperar que um lunático, inspirado pela revista, comece a matar petistas? A mídia está também por trás do disparatado pedido de auditoria de votos feito pelo PSDB. Os tucanos só fizeram isso por saberem que têm as costas quentes com a imprensa. Ou então se refreariam antes de atentar contra as instituições com um pedido tão esdrúxulo. As dúvidas fora dilnão resistem a um minuto de reflexão. Considere. O Datafolha deu, na véspera, 52% a 48% para Dilma. A diferença ficou nos decimais: 51,64% versus 48,36%. A desconfiança nasce também, assinale-se, de trapaças do PSDB não devidamente cobradas pela mídia. Aécio usou dados enganosos de uma pesquisa do instituto Veritás que lhe dava ampla vantagem em Minas, onde perdera no primeiro turno. O dono do Veritás avisou que era um erro, ou crime, utilizar os números que Aécio brandiu publicamente, nos debates, contra Dilma. O estatístico também. E mesmo assim Aécio não se deteve. O que pensa um fanático antipetista quando vê uma coisa dessas? Num dia, numa pesquisa, seu candidato está ganhando amplamente em Minas. No dia foradiseguinte, no mundo real, o candidato perde. Farsa, é a conclusão. E a frustração se converte em raiva depois que analistas afirmam que Aécio perdeu a presidência por causa dos votos que não teve em Minas. Manifestações como a de hoje mostram como a sociedade está sendo agredida por uma mídia interessada apenas na manutenção de seus formidáveis privilégios. Pensava-se que o ataque da mídia à democracia cessaria com as eleições. Não cessou. É hora de o Estado proteger a democracia, antes que seja tarde demais. 

fonte: diáriodocentrodomundo

 

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