Urbs Magna

Governo brasileiro comparado a Nazismo em texto de professora

Posted in BRASIL, Fora Temer, OPINIÃO, PENSAMENTO, PROTESTOS NO BRASIL, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 13 de junho de 2017

Reformas  de Temer subjugam nosso povo assim como os alemães humilharam os judeus na segunda guerra

UrbsMagna     

   As intenções das reformas do governo de Michel Temer,  incidentes sobre as classes básicas da população brasileira, são comparáveis  a algumas práticas nazistas da época da segunda grande guerra, de acordo com a professora Alessandra Vieira que apresenta a ideia no belo texto abaixo:

Os nazistas mantinham os judeus em fome constante. Assim, os judeus se ocupavam apenas de uma única tarefa durante o dia todo: procurar alimento, sobreviver, matar a fome imediata e urgente. Não tinham tempo e nem energia para organizar conspirações, rebeliões e planos de fuga. A vida se resumia a uma luta individualista, egoísta e solitária pela mera subsistência.

De modo análogo, a maioria dos brasileiros se ocupa apenas da sobrevivência e da dura conquista do básico: moradia, comida, escola e saúde. E mesmo os poucos que conseguem manter esse básico (especialmente a classe média) não têm tempo para se preocupar com mais nada: acordam muito cedo, trabalham mais de 8 horas, retornam exaustos, assistem o Jornal Nacional e vão dormir para reiniciar a labuta no dia seguinte. A vida se resume a uma luta individualista, egoísta e solitária pela manutenção do básico. E as TVs, os jornais e revistas reforçam e martelam diariamente essa ideologia do individualismo e do trabalho maquinal: pense apenas em você; invista apenas em você; é cada um por si; não reclame, trabalhe; não seja vagabundo, trabalhe até o fim da vida; sempre foi e sempre será assim; com esforço você conseguirá vencer; a meritocracia fará você vencer; os sindicatos não servem pra nada; a política não presta; o coletivismo é um sonho; o socialismo morreu; os empresários vão melhorar sua vida; o capitalismo selvagem e sem grilhões é o futuro. E tudo isso é mostrado ao público através de um lustro acadêmico e profissional. A propaganda é tão intensa e tão bem feita que poucos conseguem perceber a grande farsa que existe por trás dessa forma de pensar.

Diante desse cenário, a grande maioria dos brasileiros pouco se importa se o país está passando por um golpe de estado, se os direitos humanos já foram pro vinagre, se não existe mais democracia, se a constituição foi rasgada, se existe prisão política, se haverá uma ditadura militar, se os pobres da cracolância estão sendo tratados como lixo. Para quem a sobrevivência é a única preocupação, essas questões parecem supérfluas, um luxo desnecessário que só se justifica em países ricos. Tudo isso se apresenta como uma névoa de acontecimentos, um falatório confuso, um ruído de fundo na vida cinzenta e maquinal dos trabalhadores.

Querer que essa multidão de autômatos se levante para lutar pela democracia é ser totalmente irrealista, romântico e ingênuo. A grande massa de trabalhadores sem sindicatos, desorganizados e desinformados, apenas perceberão que algo mudou no país quando forem terceirizados, quando não mais tiverem direito a férias e décimo terceiro, quando a carga de trabalho aumentar e o salário diminuir, quando descobrirem que não irão mais se aposentar. A grande massa de trabalhadores não aprende pela informação (pois a única informação que possui vem de seus algozes), aprende pela prática do dia-a-dia. Quando a grande massa de trabalhadores descobrir que tudo mudou, já será tarde demais para mudar.

BOMBA! Você pode anular o impeachment que colocou o Brasil neste inferno

Isso mesmo. O golpe de Estado que arrancou Dilma Rousseff do Planalto, mulher honesta eleita com 54,5 milhões de votos do Planalto sem quaisquer crimes ou acusações, foi dado por um grupo seleto de bandidos de colarinho branco que sempre nos roubou, especialmente nas últimas décadas de crescimento comprovado, por puro prazer; por escárnio contra as classes mais pobres dos homens de bem.

Felizmente, a grande maioria dos brasileiros que apoiaram este golpe está, finalmente, abrindo os olhos e se arrependendo de ter ido às ruas em favor desta velharada ineleita, que se fez de santa com a ajuda da mídia, e que afunda o Brasil em desesperanças, tira sua credibilidade internacional e nos recheia com transtornos emocionais advindos de PECs, MPs, Privatizações e toda ordem de retrocessos incabíveis para uma nação imensa como a nossa.

Avançávamos rumo a tornarmo-nos uma superpotência, porque tudo dava muito certo. Era como se o dedo que faltava em Lula tivesse sido arrancado por Deus para sinalizar que o toque de Midas podia ser dado somente com o coração e a coragem. E justamente por tudo ter dado tão certo é que tudo começou a dar errado. Observem o histórico da balança comercial brasileira desde o ano de 1993 até hoje e tirem suas conclusões:

Balança Comercial Export Import Saldo Taxa de Cobertura
2016 169,307 126,025 43,282 134,34
2015 191,134 171,453  19,681 114,79
2014 225,101 229,060 -3,959 98,27
2013 242,178 239,617  2,561 101,07
2012 242,468 223,142 19,438 108,71
2011 256,041 226,251 29,790 113,17
2010 201,916 181,638 20,278 111,16
2009 152,252 127,637 24,615 119,29
2008 197,953 173,148 24,805 114,33
2007 160,649 120,620 40,039 133,19
2006 137,807 91,350 46,457 150,86
2005 118,309 73,545 44,764 160,87
2004 96,475 62,779 33,696 153,67
2003 73,084 48,283 24,801 151,37
2002 60,141 47,048 13,093 127,83
2001 58,223 55,581 2,642 104,75
2000 55,086 55,783 -0,697 98,75
1999 48,011 49,272 -1,261 97,44
1998 51,120 57,594 -6,474 88,76
1997 52,990 61,347 -8,357 86,38
1996 47,747 53,301 -5,554 89,58
1995 46,506 49,664 -3,158 93,64
1994 43,545 33,105 10,440 131,54
1993 38,597 25,659 12,938 150,42

Após a destituição da presidente, seus advogados impetraram um Mandato de Segurança no STF – o Guardião da Constituição de 1988 – exigindo a anulação do impeachment que é ilegal e inconstitucional justamente porque ela foi eleita pelo voto popular e governou sem a ocorrência de crime de responsabilidade – a acusação de pedalada fiscal é uma ficção/romance jurídico.

Só que o STF sob o comando de Gilmar Mendes também fez parte do golpe e o Mandato foi engavetado com o fim de evitar seu julgamento no decorrer de um processo de tomada de poder que transcorreu na marra e, assim, não sujando as mãos dos juízes nem a Constituição Federal.

Devemos, pois, pressionar os 11 juízes do tribunal a se posicionarem contra o golpe e pela anulação do impeachment de Dilma Rousseff através da organização de comitês exigindo a anulação do impeachment e mobilizações nas ruas contra o STF de modo a sensibilizá-los com os direitos da classe trabalhadora.

A VACA NO PRECIPÍCIO – Parábola

Posted in ANIMAIS, OPINIÃO, PENSAMENTO, poesia by dibarbosa on 27 de outubro de 2016

A vaca no precipício

Um sábio passeava por uma floresta com seu fiel discípulo, quando avistou ao longe um sítio de aparência pobre e resolveu fazer uma breve visita. 
Durante o percurso ele falou ao aprendiz sobre a importância das visitas e as oportunidades de aprendizado que temos, também com as pessoas que mal conhecemos. 
Chegando ao sítio constatou a pobreza do lugar. A casa era de madeira. Faltava calçamento e os moradores, um casal e três filhos, trajavam roupas rasgadas e sujas. 
Ele se aproximou do pai daquela família e lhe perguntou:
– Neste lugar não há sinais de pontos de comércio e de trabalho. Então, como o senhor e a sua família sobrevivem aqui? 
O senhor calmamente lhe respondeu:
– Meu amigo, nós temos uma vaquinha que nos dá vários litros de leite todos os dias. Uma parte desse produto nós vendemos ou trocamos na cidade vizinha por outros gêneros de alimentos e com a outra parte nós produzimos queijo, coalhada e outros produtos para nosso consumo. Assim, vamos sobrevivendo. 
O sábio agradeceu a informação, contemplou o lugar por alguns momentos, despediu-se e partiu. No meio do caminho, voltou ao seu fiel discípulo e ordenou:
– Aprendiz, pegue a vaquinha, leve-a ao precipício ali na frente e a empurre, jogando-a lá embaixo. 
O jovem arregalou os olhos espantando e questionou o mestre sobre o fato de a vaquinha ser o único meio de sobrevivência daquela família. Mas, como percebeu o silêncio absoluto do seu mestre, foi cumprir a ordem. Assim, empurrou a vaquinha morro abaixo e a viu morrer. 
Aquela cena ficou marcada na memória daquele jovem durante alguns anos e um belo dia ele resolveu largar tudo o que havia aprendido e voltar naquele mesmo lugar e contar tudo àquela família, pedir perdão e ajudá-los. 
Assim fez e quando se aproximava do local avistou um sítio muito bonito, com árvores floridas, todo murado, com carro na garagem e algumas crianças brincando no jardim. Ficou triste e desesperado imaginando que aquela pobre família tivera que vender o sítio para sobreviver. 
Chegando ao local, foi recebido por um caseiro muito simpático e perguntou sobre a família que ali morava havia uns quatro anos, ao que o caseiro respondeu:
– Continuam morando aqui. 
Espantado, ao encontrar os familiares, viu que se tratava das mesmas pessoas que visitara com o mestre. Elogiou o local e perguntou ao dono:
– Como o senhor melhorou este sítio e está tão bem de vida? 
E o senhor, entusiasmado, respondeu-lhe:
– Nós tínhamos uma vaquinha que caiu no precipício e morreu. Daquele dia em diante tivemos que fazer outras coisas e desenvolver habilidades que nem sabíamos que tínhamos. Assim, alcançamos o sucesso que seus olhos vislumbram agora.

Se você é gay, você precisa ler isto (não se preocupe, ninguém está vendo)

Posted in FILOSOFIA, Livros, PENSAMENTO, TENDÊNCIAS by dibarbosa on 27 de junho de 2016

27 jun 2016 03:33 GMT

GAY PARADEVocê sabia que existe mais de 50 classificações de gênero?

Alguns deles estão no final da matéria.
UrbsMagna quer saber a qual deles você pertence.
Obrigado!

Seja por hereditariedade, por formação ou com base em sentimentos transportados desde a infância através dos anos, ainda que imerso em toda uma confusão de gêneros que se tornou midiática nos últimos anos, devo confessar que sou um hetero que carregou por muitos anos um tradicional patriotismo homofóbico brasileiro, este que se vê na atualidade, pareado a um racismo descabido – ainda que num tom humorístico nem tão racista assim – pois que abomino completamente aqueles que o são.
Neste dia de hoje, acabo de assistir a um vídeo em que um soldado da polícia britânica marcha pelas ruas de um centro urbano juntamente com seu grupamento e recebe permissão para sair de formação e pedir seu namorado, que o assistia eufórico, em casamento diante do público que mais parecia uma torcida organizada quando os dois se beijaram diante das lentes prontamente preparadas para aquele momento e… confesso, …ver aquilo me abalou.
Se você, que me lê neste momento, é gay e acha que estou tentando me justificar contigo, tenho algo a dizer: o que esperar de mim que nasci num tempo em que a população mundial tinha 4 bilhões de pessoas a menos? Logo eu que jamais desrespeitei quem quer que fôsse nesta vida por quaisquer que fossem os motivos, mesmo admitindo que sempre mantive um pé distante do alardeante cadafalso dedurador de sexualidades desviadas.
Agora… antes de você pensar que estou dando sinais de que passei a apoiar sua opção de gênero apenas para ajudar a conter essa explosão demográfica, aqui vai um presente: uma coleção de livros de uma Literatura Gay ou LGBT que pesquisei na internet para te ofertar, os quais jamais lerei pois não tive a menor curiosidade, apenas necessito me acostumar com este universo e bem viver nele sem ter que me assustar tanto quando sair de casa. E apesar de muitos não concordarem com o termo, essa rotulação de livros gays ainda se faz necessária para que o público-leitor-homossexual encontre as histórias de desejos e conflitos que permeiam sua vida.
Para ler as resenhas dos livros é só clicar nos títulos e você será direcionado para o blog de um gay assumido que fez todas as indicações aqui detalhadas. Tenho certeza que, assim,  minha contribuição também vai para o menino. Para comprar as publicações, alguns têm a opção dos links. Aí está a lista dos 41 Livros Homossexuais:

1) O Armário by: Fabrício Viana. A obra tem um tom autobiográfico, mas também traz conhecimentos sobre psicologia e sexualidade ajudando o leitor a compreender mais a questão da homossexualidade, por que alguns gays ficam no armário por anos e quais as vantagens de poder ser quem você é.
Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1Ydke5Z

2) Bem-Te-Vi by: Marli Porto, é um livro infantojuvenil publicado em 2014, pela Editora Orgástica. Com 88 páginas de história, mais recomendações de leitura relacionadas à sexualidade, a obra narra a história de Daniel, um adolescente que se descobre diferente dos outros meninos do colégio e acaba se apaixonando por Matheus.
Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1YdkrWR

3) Condicional by: Paulo Sérgio Moraes publicado no Brasil em 2013 de forma independente, é um desses livros com uma narrativa tão gostosa e envolvente que fica difícil defini-lo em gêneros. A obra com temática LGBT está repleta de drama e ação, só não tem muito romance – para quem é fã de livros gays com personagens melosos e amores fantasiosos. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1ryE8hj

4) Confissões ao Mar by: Escrito por Kadu Lago, romance com temática gay mescla fluxo de pensamentos, cartas e a estética visual para contar a história do protagonista Mateus, suas experiências de vida, o amadurecimento, a autodescoberta da sexualidade, as paixões, os amores, suas lembranças e confissões.

5) O Conhecimento Liberta by: Rita de Cássia de Araújo publicado em 2012 pela Editora Escândalo. Lésbica assumida desde criança e ativista na luta pelos direitos civis, a autora produziu este estudo para ajudar na análise e reflexão das nossas vidas, bem como na oportunidade de transmitir informações importantes para a busca por respeito e dignidade das mulheres.

6) O Delicioso Livro de Histórias Coloridas de Monsieur Nova by: Rafael Nova, formato digital, de forma gratuita em comemoração aos três anos da Editora Escândalo. O ebook tem 124 páginas e traz 13 contos, alguns microcontos e outros textos do autor.

7) Diário de uma Garota Atrevida by: Karina Dias publicado pela Editora Malagueta em 2012. O livro de ficção de literatura lésbica tem 184 páginas e aborda as experiências de Mariana, desde o seu primeiro beijo em outra menina e as mentiras que precisa contar para ninguém descobrir os seus segredos até a aceitação da própria sexualidade e envolvimentos sérios com outras garotas.

8) A Festa by: Felipe Sales Mariotto. O livro de 336 páginas foi lançado em 2014 pela Editora Multifoco no selo Desfecho Romances e conta a história de Richard, Italo e seus amigos, um grupo de modelos que, após um acidente, vê suas vidas se transformarem. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1T2O4sA

Graham – O Continente Lemúria

Escrito por A. Wood, pseudônimo do autor brasileiro Vinícius Fernandes, publicado pela Editora Selo Jovem, em 2014. O livro de fantasia, de 208 páginas, conta a história de Peter Graham, um rapaz gay que se tornou caçador de vampiros e encara sua jornada marcada por tragédias, paixões e muita ação.

Homossilábicas Vol. 2

Livro de contos com temática LGBT, publicado pela Editora Escândalo, em 2013. Com nove histórias diferentes escritas por sete autores, a coletânea traz abordagens e estilos narrativos diversos do universo gay.

Homossilábicas Vol 3

Coletânea de contos com temática gay Homossilábicas Volume 3, publicada pela Editora Escândalo no final de 2013. Homossilábicas é o nome do concurso literário promovido pela editora, cujos textos vencedores foram selecionados para compor o livro.

Loveless

Coletânea de contos da Editora Escândalo, lançada em 2013, cujos textos publicados foram selecionados em um concurso literário. Os autores deveriam escrever sobre o universo gay, porém sem abordar o amor romântico, como indica o nome do livro, adjetivo em inglês que indica a ausência de amor.

Orgias Literárias da Tribo

Não deixe o nome te assustar se for puritano. A coletânea de textos LGBT foi organizada pelo escritor Fabricio Viana e publicada pela Editora Orgástica, em 2014. Não se tratam de textos eróticos, como é possível pensar num primeiro momento. O livro traz textos sobre os cotidianos, desejos e sentimentos de 10 autores gays, lésbicas e trans, de São Paulo. Crônicas, poemas, contos, conselhos, desabafos, experiências engraçadas e desencontros. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1YdkYb7

O Príncipe, o mocinho ou herói podem ser gays

Escrito por Roberto Muniz Dias, publicado em 2013, em Porto Alegre (RS), pela Editora Escândalo, traz a análise bibliográfica de duas histórias infantis, mostrando as novas possibilidades de narrativas na sociedade pós-moderna e promovendo um debate sobre a sexualidade. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1T2OrTV

As Rosas e a Revolução

Da escritora Karina Dias, publicado pela ENC Comunicação. O romance lésbico de 352 páginas tem uma história linda e envolvente, que se passa no período da ditadura militar no Brasil, em São Paulo e no Rio de Janeiro. Se a época não era fácil para os jovens estudantes, artistas, jornalistas, imaginem só como foi para a protagonista do livro, Vilma Solano, uma adolescente filha de um coronel militar que contribuiu com a tortura.

Uma crônica sobre a pergunta

No romance, o leitor terá a oportunidade de mergulhar nos encontros e desencontros do protagonista, o jovem e idealista, Babil. Nesta jornada de perguntas, Babil encontrará muitas respostas, refletirá e descobrirá que nem sempre as coisas acontecem do jeito que esperamos. Dilemas sobre sua vida pessoal e profissional surgem a todo instante.

Ursos Perversos

Coletânea de contos eróticos gays para quem gosta de histórias com personagens ursos (bears), termo popularizado na cultura gay para designar homens grandes, peludos e que projetam uma imagem bruta e rústica. Organizado pelo escritor Fabrício Viana, com a participação dos autores Alberto de Avyz, Roberto Maty, Tony Goes, Sérgio Viula e Vitor Paulino, o livro foi publicado em 2014, pela Editora Orgástica. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1T2OAGU

As 7 Cores que Amei

Do escritor e jornalista Occello Oliver, publicado pela Alma G Edições, em 2014, e lançado no Rio de Janeiro, cidade onde o autor vive e a qual é cenário de grande parte dos seus textos. A obra apresenta uma mistura de nostalgia e inocência com o desenvolvimento da personalidade e maturidade, de vivências dentro do meio gay, que não limitam as narrativas, pelo contrário, deixam as histórias mais coloridas e ricas em emoções e sensibilidade.

Adeus a Aleto

Do escritor Roberto Muniz Dias, publicado em 2011. A história do livro se passa em diversos tempos e lugares (Amsterdã e Paris). Narrada em primeira pessoa por um escritor que se vê encantado por Nikov, um jovem russo por quem ele fica fissurado desde o encontro inicial e acaba mergulhando numa viagem psicológica. Ficção e realidade se misturam; Quem seriam aquelas pessoas? Seriam personagens criados pelo próprio narrador? Fantasmas que voltavam para o perturbar, tocar na ferida, fazê-lo sangrar e enxergar o que desejava ignorar?

Confira: Entrevista com o escritor Roberto Muniz Dias

Um Buquê Improvisado

Do escritor Roberto Muniz Dias, de 142 páginas, publicado em 2012, pela Editora Escândalo. O título pode sugerir uma história romântica, e sem dúvidas algumas passagens da obra podem acender o coração dos aficionados pelo ideal do casamento, porém a riqueza da narrativa reside no estilo da escrita do autor e no resgate que o protagonista faz de si mesmo.

Urânios

Do escritor Roberto Muniz Dias, é um romance que aborda o poliamor, o relacionamento entre três homens, através da visão do terceiro elemento, um artista que está tentando se reencontrar e entender o que aconteceu. O livro, de 104 páginas, foi publicado em 2014, pela Metanoia Editora, e a ilustração da capa foi feita pelo próprio autor.

Maré Vazante e outras estórias

Do escritor Alexandre Melo, de 112 páginas, foi publicado em 2013, pela Editora Escândalo. A obra traz diversos contos com temática gay, quase todos escritos em primeira pessoa, o que dão um tom intimista às narrativas, em uma mistura de memórias e fantasias, romantismo e erotismo.

Variáveis Vias do Desejo

Livro de contos do escritor Thiago Thomazini, foi publicado em 2012, pela Editora Escândalo. A coletânea traz histórias curtas e rápidas, com personagens gays cheios de vícios, desejos e paixões, flertando com o proibido, o perigoso e o imoral.

Censurado: Sexo, Taras e Fetiches

Censurado: Sexo, Taras e Fetiches é um livro de 6 contos eróticos gays, escritos por 6 autores: Alexandre Calladinni, Christian Petrizi, Davy Rodrigues, Léo Rossetti, Occello Oliver e Reynaldo Araújo, e publicado pela Lado B Edições, no Rio de Janeiro, em 2013. A leitura não é recomendada para menores de 18 anos!

Sim, sou gay e daí? Desabafos do gay Alice no País das Maravilhas

Do escritor e jornalista Valdeck Almeida de Jesus. A obra foi publicada em 2012, pela Chiado Editora, e ao longo de suas 134 páginas é narrado em primeira pessoa por André, um gay que se envolve em diferentes furadas em busca do amor.

A Sesmaria Esquecida

Romance histórico com temática homossexual (personagens gays), escrito por Luciano Cilindro de Souza, e publicado em 2013, pela Editora Escândalo. A obra de 240 páginas transporta o leitor para a Vila de Nossa Senhora do Rosário (posteriormente chamada de Cachoeira), a partir do ano de 1618, onde somos apresentados ao protagonista Trajano Brasileiro de Souza Laranjeiras, um senhor de engenho.

Fora do Armário

Do jornalista, relações públicas e escritor Occello Oliver, publicado em 2012, pela Metanoia Editora, de 126 páginas, aborda a questão da homossexualidade no Brasil, pincelando questões relacionadas à cultura gay, a homofobia, o amor, a história, a religião, a saúde e os direitos.

Sabores e Dissabores de Antigos Amores

Livro de contos do escritor Thiago Thomazini, publicado em 2014, pela Editora Escândalo.

Errorragia

Roberto Muniz Dias convida o leitor para dar uma espiada em sua gaveta de papeis amarelos. Contos e crônicas estão misturados com naturalidade, de forma que não causam estranhamento ao leitor esta diversidade de gêneros textuais.

Ninguém Me Explicou na Escola

Fernando Favaretto aborda os relatos de um adolescente seminarista que compartilha seus segredos e inquietações com o leitor, bem como suas primeiras experiências homossexuais.

A Visita

Do dramaturgo e escritor Alex Francisco, publicado pela All Print Editora, em 2013. Conheça a história do casal gay Dalmo e Tales, uma visita inesperada na prisão e as memórias boas e ruins dos personagens principais.

Corpo Condenado

Conheça a história de Gael e Natasha, garotos de programa que têm um pacto: eles só podem fazer programas juntos. Livro escrito pelo dramaturgo e escritor Alex Francisco.

Eu, Inabalável

Livro de estreia do autor Josué Matos. Alan é um adolescente gay assassinado. Seu irmão Leo quer vingança. Descubra o que acontece no romance policial, publicado pela Editora Selo Jovem, em 2014. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1Ydlwhn

Theus: Do Fogo à Busca de Si Mesmo

4º livro do escritor Fabrício Viana. A obra de ficção conta a história de Prometheus, um jovem que morava na fazenda e acaba se mudando para São Paulo, após seus pais descobrirem que ele é gay. Compre o eBook (Amazon Brasil): http://amzn.to/1YdlDcy

Sr. Villela: Meu Amigo Imaginário

A história é narrada em primeira pessoa, de maneira confessional, no qual o personagem principal, Denis descreve desde o dia em que encontrou o seu caderno e conversou pela primeira vez com o seu amigo imaginário, cujo nome era Sr. Villela, sua atração por outros rapazes, suas aventuras até a sua velhice.

Morangos Azuis

A narrativa de ficção aborda o amor, a partir de dois planos temporais, nos quais os personagens principais se vêem diante de suas escolhas e também do inevitável, das ações e reações e como o presente e futuro estão relacionados.

Leon

O romance conta a história do jovem Leon, sua mudança para o Rio de Janeiro, onde começou a estudar Medicina e as transformações que acontecem em sua vida. Do garoto que cresceu na fazenda para o rapaz cobiçado por homens e mulheres por causa de sua beleza. Compre o eBook (Amazon Brasil):http://amzn.to/1T2PhzX

Uma Cama Quebrada

Peça teatral do escritor Roberto Muniz Dias, de 80 páginas, publicado pela Giostri Editora. A obra possuí um tom dramático e se foca nas principais situações vividas pelos três homens que se sentem livres e presos em um relacionamento amoroso.

Olho Grego

Segundo romance do escritor Paulo Sérgio Moraes. Conheça a história de Heitor, Fred e Ísis. Um livro em que o amor se apresenta como forma genuína de proteção diante dos desafios que surgem ao longo da vida.

Implacável Sedução, Inexorável Solidão

Dois jovens gays marcam um encontro pela internet e saindo deste universo de máscaras virtuais, tudo pode acontecer quando eles se conhecem ao vivo. Essa é uma das premissas do livro do escritor Christian Petrizi.

Trilhas de Silêncio

Israel é um jovem estudante de jornalismo que está à procura de mais informações sobre o seu pai. Ao investigar mais sobre o passado de sua família, ele embarca em uma jornada de autodescoberta e silêncios. Compre o eBook na Amazon: http://amzn.to/1U9mWIA

Quem entender mais do assunto e quiser apontar correções e/ou omissões, sinta-se à vontade! Mande e-mail ou deixe um comentário.

A quarta dimensão da leitura

Posted in ARTE, FILOSOFIA, Livros, PENSAMENTO by dibarbosa on 4 de abril de 2016

Por que ler é tão bom?  ler ler ler

Ah, porque tem um cheiro gostoso… a espessura é boa e a textura nem se fala. Um livro é uma delícia.

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Recentemente cientistas britânicos realizaram estudos sobre os efeitos da prática da leitura nas pessoas. O resultado foi a revelação de que a leitura de livros não só contribui para o nível de educação mas também ajuda a melhorar algumas habilidades sociais.

Cerca de 4 mil pessoas que gostam de ler livros participaram da pesquisa. Um dos resultados da investigação também tornou claro que as pessoas que não têm o hábito de ler regularmente são depressivas, ao contrário das que fazem da leitura uma rotina. Estas últimas têm uma auto-estima bastante elevada, além de terem mais facilidade de lidar com os problemas rotineiros. Ainda, os leitores de bons livros dormem melhor e são mais dispostos e amáveis; sensíveis e têm prazer em se comunicar uns com os outros. 

Anteriormente, um estudo semelhante foi realizado na Alemanha onde os participantes da pesquisa foram crianças de 7 a 9 anos. O resultado foi que os pesquisadores descobriram que as crianças que lêem têm uma melhor compreensão das outras pessoas ao redor e suas emoções. Assim, a leitura ajuda a conhecer não só a si mesmo, mas também a entender as outras pessoas em nossa volta bem como suas opiniões distintas sobre a vida. Desta forma, concluiu-se que a concepção do “princípio da vida” é muito mais elementar para os amantes da literatura.

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Magnetismo pessoal – Como desenvolver e ter sucesso

Posted in FILOSOFIA, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 5 de janeiro de 2016

Você tem poder de hipnotizar quem você quiser.charisma41-crop-600x338

Claro que não assim ao pé da letra, mas um dom natural para convercer as pessoas através de um magnetismo pessoal e, assim, atrair muita coisa. O que quero dizer é que, naturalmente, você tem, em seu interior, um dom transformador que pode te dar o sucesso desejado por meio de potenciais que estão adormecidos. Você tem o caminho para elaborar qualquer coisa em verdade e transformá-la em em certeza dentro de si garantindo, com isso, a confiança de outras pessoas. Mas como? Basta você aceitar e assumir que possui um elevado sentimento que é o verdadeiro potencial de sua: a autoconfiança. Então, seu magnetismo pessoal se encarregará de temperar aquilo que já era visível e óbvio aos olhos dos outros com as qualidades mais nobres e edificantes que são o amor e a amizade.
Seu magnetismo pessoal é a expressão real do seu eu interior e tem que estar carregado de um amor genuíno. Todas as pessoas têm este dom, independente de religião ou classe social, e para elaborá-lo e fazê-lo funcionar em seu favor você deve tomar uma importante decisão em sua vida: executar firmemente tudo aquilo que você planejou utilizando-ses de toda a sua força de vontade e fé, porém sem jamais esquecer que o amor é o principal elemento que tonificará potencialmente todo este movimento. Amor por seu objetivo. Personalidade para conquistá-lo. E em suas conquistas, todas as pessoas que foram envolvidas por você passarão a contribuir para a concretização de seus objetivos pois o pensamento centrado em seu sucesso o direcionará para a realização.

Então vamos lá! Para melhor entender, a prática torna-se oportunamente necessária. Siga estes passos enumerados mais abaixo: 

magnetismo1 – Pensar fortemente em seu objetivo e ousar, confiante, naquilo que é capaz de fazer desenvolvendo o poder do magnetismo sem se deixar abater pela humildade de aceitar sugestões.  

2 – Atrair somente aquilo que você deseja de verdade e cultivar o caráter. Ao externar seu pensamento, fazê-lo prontamente de forma inteligível. Decididamente, esse comportamento não deixará dúvida alguma sobre sua sinceridade.

3 – Ser equilibrado e não vacilar. Ter poder e magnetismo pessoal requer vontade, força e amor verdadeiro concentrado naquilo que se está praticando, pois a vivacidade é a pedra fundamental da confiança. 

4 – Magnetismo não está no destino de todos. Uns o trazem quando nascem, outros o desenvolvem na juventude ou depois – por desconhecimento ou falta dos exercícios requeridos para colocá-lo em prática: fé, confiança, amor e prazer de desejar a felicidade do próximo.

Com esses sentimentos, seus objetivos e seus sonhos são realizados na sua totalidade.

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FELIZ ANO NOVO DIFERENTE

Posted in OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 31 de dezembro de 2015

Happy-New-Year-Images-2016-advance#felizanonovodiferente
Tenho lido (e, mesmo, escutado por aí) uma série de ponderações críticas sobre o término do ano. Nelas, seus autores se indignam com a velocidade do transcurso de 2015. Aliás, com o de anos anteriores também. E quando vêem já estão em fins de dezembro com seus anuários prontos, se perguntando onde estavam durante os meses anteriores e dizendo pasmos “foi tão rápido”.
O que tenho a dizer sobre isso é: o amor, a empatia, o perdão, a benevolência, estes e outros irrepreensíveis sentimentos são os que nos tornam, verdadeira e exemplarmente, parte de uma raça que, contraditoriamente, já não os utiliza rotineiramente há tempos. E essa particular percepção tem me trazido saudosas recordações de tempos idos de, digamos, uma felicidade social que provavelmente muitos dos mais jovens jamais saberão. Seus atropelos ao longo do ano, dados nestas citadas verdades cristãs, é que, de fato, provocam o distanciamento das sensações mais nobres da alma. E quando nos damos conta o Natal já passou e 2016 já irrompeu em nossas consciências acarretando um estado de alerta incomum e, por vezes, insuportável.
Expectativas à parte, tenho outra coisa a dizer sobre isso: experimentemos, pois, o envolvimento mais direto com a humanidade da qual fazemos parte – ela não está ao nosso alcance somente por meio dos buscadores e diretórios dos nossos smartphones. Mas se o conceito for pretencioso demais, comecemos pela humanidade mais próxima de nós: colegas de trabalho, “amigos” do facebook, nossos próprios familiares que carecem do nosso olhar, conhecidos e (mesmo) aqueles que vimos “de vista”. Urge, então, para toda a nossa raça globalizada e eletronizada, uma verdadeira homogeneização do pensamento comum; social; coletivo. Onde transformar-mo-nos em uma consciência menos divergente poderá nos libertar de um individualismo potencialmente pernicioso ao bem-estar comum – à exemplo da recente ressurreição do fascismo como tema compartilhado inescrupulosamente nas redes e que teve sua viabilização associada atrelada ao cenário da crise política. Assim sendo, essa fuga desse tanto de individualismo que o quanto de capital nos força, poderá ser o meio pelo qual, quem sabe, modificaremos a percepção temporal de nossas vidas. Os dias, os meses e os anos despercebidos – que em suas sessões específicas não tiveram lá suas significâncias por motivo da falta de quórum de elementos importantes e benéficos à alma – poderão se expandir em nossa percepção e causar uma transformadora mudança em nossas vidas em que teremos até saudades de um Natal bom e de um fim de ano inesquecível que serão aguardados com mais expectativa no ano seguinte.

B O A S F E S T A S E…
B O A S M U D A N Ç A S

#boasfestaseboasmudancas

A Política brasileira refletida na música de Cazuza e Renato Russo

Posted in ARTE, BRASIL, FILOSOFIA, MÚSICA, OPINIÃO, PENSAMENTO, poesia by dibarbosa on 7 de setembro de 2015

Que País é Esse? Brasil.
montagemcazuzarenato

Até hoje vigora a discussão sobre aquele que teria sido o mais proeminente e representativo poeta da década perdida, os anos oitenta.
A questão ainda é tema de debate em blogs, comunidades virtuais, e vira e mexe a gente se depara com um reply desses no twitter: Cazuza ou Renato Russo?
Fácil, fácil a resposta: nenhum deles somente, ou seja, os dois juntos.
Os dois representam a completude de um período conturbado de reconstrução democrática do Brasil: dúbio como teria que ser, antagônico a si próprio e contraditório pra todo sempre.
Enquanto um questionava: Que país é esse? O outro dava a resposta: Brasil.
Um se achava bonito, era sedutor, de autoestima invejável, expansivo e de poesia direta: “Raspas e restos me interessam”.
O outro se achava feio, era introspectivo, complexado, preferia curtir os dias de chuva e assim se definia numa de suas canções mais líricas: “Acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto”.
Cazuza diz ter ficado louco quando Renato Russo surgiu no cenário da música brasileira: “O que é isso?! Que loucura! Esse cara está dizendo algo que eu quero dizer. Quero falar da minha geração”. Diz ter feito “Brasil” com certa “inveja cultural” de “Que país é esse?”.
Na tentativa de conciliar os talentos, um dia Renato Russo e Cazuza se propuseram uma parceria.
Não deu certo.
Cazuza havia mandado a Renato uma letra chamada “A orelha de Eurídice”.
Renato foi categórico: “O que é isso Cazuza? Uma letra que fala sobre orelha? Jamais vou fazer uma música sobre isso”.
Cazuza, na gíria carioca, teria respondido “Qualé Renato? Eu adoro uma orelha, vamos tentar!”
A parceira inconciliável terminou por aí. Mas a admiração mútua nunca teria acabado.
Perto do fim do calvário público do colega de geração, Renato Russo compôs “Feedback Song for a Dying Friend” (Canção retorno para um amigo à morte) uma canção de despedida em inglês. Além disso, fez uma bela inserção de “Faz Parte do Meu Show” em uma apresentação da Legião no Estádio das Laranjeiras, um dia após falecer o compositor de “O Tempo não Para”.
Pra tentar resumir o placar do jogo, costumo dizer que Cazuza deixou canções livres, sem se ater a um estilo musical predileto. Não era apenas um cantor de rock. Cultivava uma linha mais direta na poesia, era meio bossa nova, meio rock´n roll, mas nem por isso se tornara tão ou mais cativo quanto o rival de Brasília.
Renato Russo, paradoxalmente sendo “mais difícil”, vendeu mais, e conseguiu criar literalmente uma religião em torno de sua banda, idéia que abominava. Renato não deixou apenas canções, mas uma espécie de código quase bíblico a ser decifrado na leitura ininterrupta dos discos da Legião, do primeiro, Legião Urbana (1985) ao último “A Tempestade ou Livro dos Dias” (1996).
Há quem diga que até a seqüência do disco póstumo da banda, “Uma Outra Estação” (1997), Renato deixara alinhavada para os remanescentes da Legião apenas cuidarem de detalhes de produção.
Ambos, Cazuza e Renato Russo, morreram de complicações decorrentes da AIDS. Um aos 32, outro aos 36. Como se seguindo a sina do sonho de democracia que tanto questionaram: morreram cedo demais.
Nos seus últimos dias, um optou por mostrar a cara, assim mesmo como dizia a letra de sua música. O outro, não negou sua natureza, mergulhou no seu próprio mundo e preferiu deixar o recado nas entrelinhas do seu último disco em vida: “Hoje a tristeza não é passageira, hoje fiquei com febre a tarde inteira”. Nesse ponto nenhum deles foi incoerente, todos foram verdadeiros.
A vida de Cazuza já virou filme, de grande sucesso, com algumas passagens obscuras, com referências vetadas pelos pais do poeta, a exemplo do relacionamento de Cazuza com Ney Matogrosso, que ao gravar “Pro Dia Nascer Feliz” teria sido fundamental para o estouro do então desconhecido Barão Vermelho.
Já a trajetória de Renato Russo promete invadir as telas do cinema em 2010, com o longa “Somos tão Jovens”, que pretende retratar o percurso do “Trovador Solitário” pela jovem Brasília da década de 70 até o estrelato daquela que ainda hoje é considerada a maior banda de rock da história do país, a Legião Urbana.
Quase duas décadas depois de encerrado o ciclo da geração coca-cola, hoje se percebe mais claramente que não há de fato “o porta-voz” de uma geração, isso porque aquela geração nunca teve uma voz bem definida.
Era tudo o que poetas como Renato Russo e Cazuza, burgueses sem religião assumidos, em contraponto ao adorno exagerado da Tropicália, tinham a dizer sobre si mesmos, mais como o reflexo de uma coletividade sem alma, que propriamente com a pretensão de retratar um país tido como tropical. E talvez por isso mesmo acabaram dizendo mais.
Nas palavras de Renato Russo “Monstros de nossa própria criação”. Nas palavras de Cazuza “Uma geração sem ideologia”.

Samuel Carvalho Marinho é contador e servidor público federal.
Colabora com crítica musical no blogue do ed wilson
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Fome e Poesia

Posted in ARTE, PENSAMENTO, poesia by dibarbosa on 25 de maio de 2015

fome e poesiaHá, neste mundo, alguma alma etérea o bastante capaz de se desenlaçar do objeto físico e perceber que há poesia (se é que esta ainda resta) em todas as coisas e em qualquer tempo que desejar?

Seria mais sensato mudar o foco da argumentação, afinal a sensação de poesia advém de uma percepção, em allegro, de substâncias invisíveis aos olhos mas percebidas pelo espírito e benéficas à ele. Se não temos tal faculdade – a de um sentido evoluído que nos fornece uma pluralidade de visões mentais -, seremos, ainda, aqueles mesmos primatas primordiais que inauguraram a humanidade; aqueles que desconheciam este poderoso sistema social do qual fazemos parte – cada qual com sua restrita função – e que, em seu predadorismo, se limitavam a ter sensações de fome, sede, frio e dor sendo dependentes diretos dos alimentos fixos nas vegetações ou em movimento livre pelos ares, campos, rios ou mares de seu habitat.

Basicamente, todos tinham o mesmo papel: caçar; sobreviver. E a partir de algum momento em que isso ficou muito fácil, a imaginação começou a trabalhar os cérebros hominídeos. Desde então, evoluímos e fizemos a história como a conhecemos. Muitos de nossa raça se tornaram célebres; notórios. E toda a potencialidade infinita e inimaginável do ser humano fez surgir culturas diversificadas entre os povos da Terra. Parecia que não havia limitações para a criatividade. Toda a arte, como a conhecemos, é o próprio enredo desta evolução.

Mas o tempo avançou tanto e tudo se transformou. Não temos que caçar; sujar nossas mãos com sangue, e quando comemos um hambúrguer temos a sensação de que é algo saído de uma máquina que nada tem a ver com nossa fome. É status puro. A desnutrição é um assunto sério em muitos corpos sociais, mas para muitas sociedades privilegiadas não tem o menor sentido. Pois aí está! Um sentido é substituído por outro tão logo o anterior esteja saciado de nosso desejo. E se o estômago não padece, seu dono nem se apercebe de sua existência fisiológica dando vaga, nas suas sensações mentais, aos sentidos criados na esfera das coisas amorfas, intácteis.

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5 formas de ficar rico da noite para o dia

Posted in ECONOMIA, MUNDO, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 17 de abril de 2015

Atualizado em 28mai16

Uma ideia ao acaso pode valer uma fortuna e os casos a seguir demonstram isso.

Quem não sonha em ficar milionário da noite para o dia, ou até mesmo através do suor de seu trabalho? Acho que todos, né? Mas encontrar uma ideia para alavancar a conta bancária não é nada fácil. Que tipo de negócio ainda não foi inventado ou não tem muitos concorrentes? Difícil pensar sobre isso. Mas veja algumas ideias que deram certo surpreendendo seus promissores pensadores:

Ashley madsonAshley Madison, a rede social dos infiéis, é um serviço de encontros extraconjugais via web que exige que todos os seus usuários tenham um parceiro ou desejem ter um encontro com alguém que o tem. Curiosamente, o criador desta empresa bilionária é um ex-advogado bem casado. A empresa agora quer entrar na Bolsa de Valores graças a uma receita invejável de US$ 115 milhões no ano passado. A AM vale algo em torno de US$ 1 bilhão e conta, atualmente, com 36 milhões de membros em 46 países ao redor do mundo. No Brasil, o Ashley Madison possui mais de 2 milhões de usuários inscritos.

laser monks

Vamos falar da LaserMonks.com. Uma empresa de venda pela internet de cartuchos de tintas para impressoras que foi fundada por monges.  A ideia de originou-se com o padre McCoy no dia em que sua tinta para impressora acabou e ele não achou um preço razoável que merecesse ser pago. O religioso descobriu que o negócio das fábricas de impressoras era justamente as tintas. Resolveu fundar uma empresa que eliminasse o intermediário. Deu certo. Atualmente os monges da LaserMonks têm mais de 50 mil clientes e 200 a 300 solicitações diariamente.

fraser jam

Embora as novas tecnologias tornam as coisas muito mais fáceis, não pense que todos os caminhos para a fortuna está na internet. O jovem escocês Fraser Doherty começou a preparar geleia na cozinha de sua casa, seguindo a receita de sua avó. Ela tinha apenas 14 anos … e dois depois ele deixou a escola para se dedicar em tempo integral ao seu empreendimento. Atualmente controla cerca de 10% do mercado de geleias do Reino Unido e ganha mais de um milhão de dólares a cada doze meses. E tudo graças à boa mão de sua avó!                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

doggles

Também é surpreendente que os criadores de Doggles.com tenham começado a vida milionária com óculos de sol para cachorros. A ideia se tornou viral na época e, aproveitando a onda de popularidade,  seus donos aproveitaram para expandir o negócio e vender outros produtos ´para o melhor amigo do homem.

alex

Mas considerável mesmo foi a ideia de Alex Tew, um estudante britânico que criou um site com um painel de 1.000 x 1.000 pixels e vendeu cada pixel como espaço publicitário ao valor de um dólar. Ganhou mais de um milhão em 5 meses. A solução para arrecadar dinheiro para os estudos veio de uma brincadeira chamada “The Million Dollar Homepage”. Alex vendeu um milhão de pixels de seu espaço na tela do site para anunciantes. Anos depois, ele criou a sua própria startup, a PopJam, um chat que pode ser acessado por usuários do Facebook. Mas, agora ele quer criar o ‘verdadeiro’ Facebook com a ajuda dos usuários e do dinheiro deles. Um real ‘livro de rostos’ por US$ 3, com as pessoas mandando as fotos que usam em seu perfil do Facebook para imprimir um livro com os rostos quando o número chegar a um milhão.

Fique RICO doando tudo o que não usa mais

Posted in FILOSOFIA, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 8 de abril de 2015

Livre-se de objetos inúteis em sua casa e das crenças que você não pratica.

Torneira de Grana

A prosperidade advém de leis comportamentais e/ou espirituais. Não sabia? Tente seguir este conselho. Talvez seja difícil se livrar de algo valioso, mas este comportamento vai doutrinar, inconscientemente, suas atitudes com relação ao dinheiro.

 23:44h GMT – 25/05/2015 UrbsMagna

Nada como a tranquilidade de ter as contas antecipadamente pagas além da possibilidade de renová-las, duplicá-las, triplicá-las ou multiplicá-las por quanto você quiser e, enfim, viver com a segurança que você, lá no íntimo, acha que merece. Mas saiba que você pode estar fazendo tudo errado há muito tempo. E certamente está.

Desde o seu nascimento até a atualidade sua vida foi sabotada. Mas quem fez isso? Surpreenda-se com a resposta: você mesmo. Talvez o que você pensou responder o levasse na direção oposta ao seu Ego, ou ao redor dele. Mas a verdade é que você permitiu que a falta de prosperidade em tua vida fosse explicada. 

Essa autossabotagem é perniciosa ao extremo. Livre-se do sentimento de vítima e da explicação para sua condição atual. O que quero dizer é que você tem que começar a correr atrás. Mentalizar um objetivo na tela de tua consciência e buscar, almejar alcançá-lo fazendo os mecanismos do teu inconsciente trabalhar em seu favor.

E aqui está algo que pode realmente ajudá-lo em sua renovação espiritual e comportamental: você tem que se livrar de todas, eu disse todas, as suas coisas que não usa. Você deve doar tudo aquilo que está parado em tua casa. Você tem que abrir espaço, quer seja físico, de hardware ou de memória, software (é claro que isso é uma metáfora).

Como saber o que você tem em casa que não utilizará mais? Basta medir o tempo de propriedade de cada objeto que você possui. Por exemplo, um ano pode ser uma boa medida. Se algo está ocupando espaço há um ano sem utilização, possivelmente você jamais irá mudar esta condição. Então, amigo(a), doe para quem precisa ou, simplesmente, jogue fora.

Desta forma você estará liberando espaço na memória e fisicamente. Simplesmente porque você não terá mais em mente aquela preocupação sobre o que fazer com algo que você não quer compreender que é inútil em tua vida, mas que está guardadinho lá naquele lugar ocupando espaço em sua vida. Doe ou jogue fora e seja feliz.

Abra espaço para as novidades. Libere a memória RAM e fique despreocupado para armazenar informações novas que realmente podem ser úteis em tua vida. Renove-se. Pare com teus pensamentos em mesquinharias e seja grande. Seja nobre. Mude já. Convença-se disso. Saiba que é melhor tentar do que continuar do jeito que está. Boa sorte!

O Massacre de Dilma pela Globo

Posted in BRASIL, OPINIÃO, PENSAMENTO, POLÍTICA by dibarbosa on 10 de março de 2015

 

PAULO HENRIQUE AMORIMO afiado Paulo Henrique Amorim denuncia o massacre que a TV Globo planeja sobre a presidenta Dilma Rousseff, enquanto blinda FHC, Serra e Aécio Neves em seus telejornais. Esta é a Grande Mídia brasileira. Assista!


Em Março e Abril de 2014, o assunto mais inportante na cabeça dos brasileiros era a Copa do Mundo. Na atualidade, nos meses que se seguem, o assunto mais importante na cabeça dos brasileiros é o petrolão. Disparadamente na frente da crise de abastecimento de água, desemprego e outras crises como segurança, saúde, educação, o escândalo da petrobrás está bem acima da média. E onde o brasileiro se informa sobre o escândalo da petrobrás? A grande maioria dos que se informam sobre o tema é aquela que assiste ao Jornal Nacional. Os outros se dividem entre outros canais e outros telejornais da Globo. Qual o nome disso? MASSACRE!

O Petrolão é só a Cereja

Posted in BRASIL, ECONOMIA, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 8 de março de 2015

brasil eu te amoA CRISE TÁ NA CARA DE TODO MUNDO. NÃO ADIANTA TER MEDO, ELA TAMBÉM TE PEGOU. ENQUANTO ISSO A NINGUENZADA, LEIGA EM ECONOMIA, AINDA FAZ PLANOS PARA O FUTURO.

bolsa

       Eu sou contra a malandragem; o jeitinho bananense. E se para acabar com a palhaçada milhões tenham que se danar, então se danem na rodinha com areia. Que tomem bem no centro, só com a passagem de ida pra demorarem a voltar, pois voltarão a pé. Vou repetir quantas vezes for autorizado que esse país está indo para a vala pois os fundamentos econômicos já eram. O sonho acabou e ainda tem gente sonhando. Voltaremos a uma divisão de classes simplificada, entre quem pode e quem não pode, e espero estar na classe dos quem podem. Quero o meu bote do Titanic. Essa pátria viverá como se fosse um campo de concentração, só que as celas não serão separadas por grades mas sim pela falta de dinheiro. Isso é visível: um prédio com gente da alta líquida com grana no bolso contrastando com outro prédio do lado com apês de 50m2 só com ninguenzada cheia de carnezinhos, tudo financiado. E não adianta me chamarem de elitista ou branco dos olhos azuis. Qualquer trouxa já percebeu isso. E quem ainda tiver um resto de cérebro que funcione vai querer dar o fora desse país ou, se não, pertencer ao resto de classe média-rica que sobrou.

          Os austríacos odeiam a matematização da economia. E estão certos. Planejar a economia com índices, médias e estatísticas é ignorância. E é por isso que eles gostam de focar nas relações causa x efeito das inúmeras intervenções do setor público na economia. O que não significa que deve-se jogar fora estes indicadores. São parâmetros, mas com base neles não é possível fazer grandes trabalhos, principalmente se o grupo no governo for como este, que não entende o funcionamento da ciência econômica. Em toda a Banânia há vários lojistas passando seus pontos, mas se pediram um valor X é porque viram que alguém podia pagar. O que não falta em Bananalandia é gente que não tem noção do valor das coisas. Mas agora o dinheiro das pessoas está acabando. Taí um bom exemplo de cauxa x efeito que poderia ter sido antecipado. Já naquela época em que Tupã proibiu que o maracujá de uma árvore sagrada fosse consumido, mas mesmo assim o metamorfoseado de cobra com urutu do FHC ofereceu-o a uma virgem tupinambá e daí iniciou-se a novela nacional à partir do Pecado Original Tupiniquim.

          E assim, até hoje, a elite branca de olhos azuis não paga por nada neste Brazil-zil-zil. Fora a palhaçada! Com todo o respeito aos nobres artistas circenses, não só a fantasia já acabou, como acabará na mais devastadora das crises da história do país. Só lamento, mas a culpa será só dos crédulos nas utopias falidas providentes de um, em suma, colossal conto do vigário. Há anos senti o cheiro da merda no ar. Eu sempre olhava para a perspectiva errada, mas mudei esta posição: não tenho dívidas nem financiamentos e durmo tranquilo. Mas fico pensando na pobre e ignorante população. Tem gente que vai passar necessidade. Pqp! Não adianta ter medo, a crise vem como num estouro de manada. Mesmo assim, começo a ficar com medo. Mesmo tendo alguns peixes, enlatados, gerador e uns pés de frutas e madiocas, estou digitando ajoelhado no chão, chorando, com a bíblia no colo e pedindo desculpas a todos os deuses da Terra.

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O Estranho Mundo dos Midiotas

Posted in BRASIL, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 8 de março de 2015

imageSe você lê jornais e assiste o noticiário televisivo, e além disso leva em conta os comentários dos especialistas em generalidades que proliferam nas emissoras de rádio e acompanha sofregamente tudo que circula nas redes sociais digitais, pode estar certo de que você está incurso no arco de seres humanos que estão sendo estudados pelos especialistas em comunicação de algumas das melhores universidades do mundo. Esse espectro vai do indivíduo profundamente elaborado, que é capaz de filosofar sobre o mundo midiatizado, ao perfeito midiota. O contexto teórico considerado por esses estudiosos tem como objeto o que em língua inglesa se chama Media Literacy e que, em Português, é chamado, principalmente no núcleo de estudos específicos da Universidade de São Paulo, como Educomunicação. Trata, como se pode depreender, de uma educação especial que habilita o indivíduo a entender o conteúdo da mídia e formular sua própria opinião a respeito dos assuntos abordados. O pressuposto de tal disciplina é que a mídia tem uma função social que vai muito além da tecnologia e dos recursos financeiros usados para fazer com que aconteça a comunicação. O professor Thomas Bauer, responsável pela cadeira de Cultura da Mídia e Educação pela Mídia na Universidade de Viena, observa que essa função dos meios deve extrapolar o conceito de troca de informações passando por um filtro (mediação), para o propósito de contribuir para a construção de uma ordem social baseada na diversidade. Além de balizar a organização da ordem social, juntamente com outras instituições e entidades formais ou informais, a mídia deve participar das negociações entre os indivíduos, isoladamente ou em grupos, entre si, para que se obtenha uma sociedade sustentável. Uma proposta de educação que considere o papel da mídia como tal deve, segundo Bauer, apontar para a conquista da competência de distinção do significado de diferentes situações, em termos de ética, estética e benefício potencial. Numa circunstância ideal, a sociedade sustentável conta com pessoas capazes e responsáveis pelo uso da mídia como meio de comunicação e conexão social, e não apenas como clientes a serem convencidos disto ou daquilo.
Educação para a mídia – Como no “vidiota” do romance de Jerzy Kosinski que inspirou o filme intitulado “Muito além do jardim”, a intensa exposição à mídia, sem o contraponto do senso crítico, pode ser uma prática perigosa. O indivíduo habilitado para interpretar a narrativa e o discurso propostos pela mídia nesse papel é também capaz de questionar o sentido que a mídia propõe para os acontecimentos do cotidiano. Um grande contingente de cidadãos em condições de distinguir os vários significados das situações que a imprensa lhes apresenta será mais senhor de seu destino e se tornará menos vulnerável a discursos manipuladores e demagógicos. O dilema está no fato de que esse benefício depende em grande parte de uma determinação da mídia hegemônica de usar seus recursos eticamente e com grande empenho estético. O problema se complica quando a própria imprensa faz escolhas contrárias à ética, esteticamente inadequadas e fora do propósito do bem, com o objetivo de usar a conectividade social que lhe é atribuída para arregimentar adeptos a um modo de vida simbólico que contraria o interesse coletivo. Claro que tudo isso pressupõe a existência de interesses coletivos em meio a idiossincrasias individuais, mas o problema se resolve com a observação segundo a qual a sociedade se forma por meio da comunicação, produtora de sentido – portanto, criadora de cultura. Uma maneira simples de avaliar se determinado meio contribui para este ou aquele tipo de sociedade é observar se suas mensagens estimulam, por exemplo, uma cultura de paz ou a violência; se propõe uma visão tolerante das diferenças ou se investe no confronto. É da modernidade supor que o indivíduo se torna responsável por suas escolhas, ou, em outra acepção, no uso de suas vontades fortes ou fracas. Portanto, parte da responsabilidade pelo que se processa no ecossistema midiático compete à mídia, mas o arbítrio ainda é do cidadão. Quando dizemos que “você nunca mais vai ler jornal do mesmo jeito”, estamos apostando que, exercitando a observação crítica da imprensa, o indivíduo se educa para a mídia. Essa distinção de habilidades é que faz, de uns, midialiteratos e, de outros, no ponto extremo do que acreditam em tudo que leem, midiotas. 

⛲: observatório da imprensa

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Religião e Terrorismo

Posted in HISTÓRIA, MUNDO, OPINIÃO, PENSAMENTO, POLÍTICA, RELIGIÃO by dibarbosa on 1 de fevereiro de 2015

 ENTENDA O QUE ESTÁ ACONTECENDO NO MUNDO?

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Minoria deslocada da seita Yazidi foge da violência das forças do estado islâmico na região em torno das montanhas de Sinjar, Iraque (Foto: Reuters)

Minoria deslocada da seita Yazidi foge da violência das forças do estado islâmico na região em torno das montanhas de Sinjar, Iraque (Foto: Reuters)

Os principais conflitos do final do século XX e do início do novo milênio têm um fundo religioso. Tornou-se claro em Paris, com o assassinato dos cartunistas e outros por fundamentalistas islâmicos. Como a religião entra nessa?

Não sem razão, Samuel P. Huntington escreveu em seu famoso livro O Choque de Civilizações: “No mundo moderno, a religião é uma força central, talvez a força central que motiva e mobiliza as pessoas … o que em última análise representa pessoas não é uma ideologia política ou de interesse econômico, mas as pessoas se identificam com crenças religiosas, familiares e credos. Por estas coisas, lutam e estão dispostas a dar sua vida.” (1997, p.79). Uma clara crítica à política externa dos EUA por nunca ter dado a devida importância ao fator religioso, considerado algo passado e superado. Grande erro. Religiosidade é o substrato dos mais graves conflitos que estamos vivendo. Gostemos ou não, apesar do processo de secularização e da ocultação do sagrado, grande parte da humanidade é guiada por religiosos, judeus, cristãos, muçulmanos, xintoístas, budistas e outras muitas.

Isso já foi dito por Christopher Dawson, o grande historiador Inglês de culturas: “… as grandes religiões são os alicerces sobre os quais repousam as civilizações.” (Dynamics of World History, 1957, p.128). As religiões são o point d’honneur de uma cultura, porque através do projeto de seus grandes sonhos, desenvolvem-se as suas opiniões éticas, conferem-se um sentido à história e tem-se sempre uma palavra a dizer sobre os objetivos finais da vida e do universo. A cultura moderna não produziu nenhuma religião. Um substituto idólatra foi adotado pela população, como o progresso sem fim, o consumo ilimitado, a acumulação sem limites e outros. O resultado foi denunciado por Nietzsche quando proclamou a morte de Deus. Não que Ele tenha morrido. Mas ele quis dizer que Deus não era mais referência para os valores fundamentais que dão uma maior coesão entre os homens. Os efeitos disso vêm em uma escala dimensional a nível planetário: a humanidade sem rumo, a solidão excruciante e a sensação de falta de raízes sem que saibamos onde a história nos levará.

Se quisermos a paz neste mundo, precisamos recuperar o sentido do sagrado, a dimensão espiritual da vida que se destaca nas origens das religiões. Na verdade, mais importante do que a religião é a espiritualidade que se apresenta como a dimensão humana mais aprofundada. Mas a esta se manifesta mesmo sob a forma de religiões cujo significado é nutrir, sustentar e permear a vida com espiritualidade. Mas nem sempre isso é executado pois quase todas as religiões são institucionalizadas tendo entrado em algum jogo do poder e hierarquias, o que pode gerar formas patológicas. Tudo o que é saudável pode ficar doente. Mas exatamente medimos as religiões e as pessoas com tudo o que é saudável, e não pelo que é patológico. E aí vemos que se desempenham um papel insubstituível: a tentativa de dar um sentido último à vida e oferecer uma imagem de esperança à história.

Acontece que hoje o fundamentalismo e o terrorismo, que são patologias religiosas, se tornaram importantes. Em grande parte, devido ao processo devastador da globalização (na verdade é a ocidentalização do mundo) que passa sobre as diferenças, destrói identidades e impõe-lhes hábitos estranhos. Normalmente, quando isso acontece, as pessoas se apegam a essas entidades que passam a ser os guardiões de suas identidades. As religiões mantêm as suas memórias e as concentram em símbolos. Por exemplo, no Iraque e no Afeganistão milhares de vítimas se sentem invadidas e se refugiam na religião como uma forma de resistência. Portanto, a questão não é religiosa. É a política antes de usar a religião para se defender. A invasão gera raiva e desejo de vingança. O fundamentalismo e do terrorismo encontram, nesse complexo de questões, seu nicho de origem. Daí os ataques de terror.

Como superar este impasse civilizatório? É essencial vivermos a ética da hospitalidade, colocarmo-nos à disposição do diálogo e aprender com o diferente ativando nossa tolerância e sendo mais humanos. As religiões precisam reconhecer que há outras religiões também. Precisam dialogar e buscar uma convergência mínima que lhes permita viver juntas e em paz. Antes de tudo, é importante reconhecer o pluralismo religioso, de fato e de direito. A pluralidade é derivada de uma compreensão correta de Deus. Nenhuma religião pode querer abranger o Mistério, a Fonte Original de todo ser ou qualquer outro nome que se queira dar à Suprema Realidade nas malhas de seus discursos e rituais. Se fosse assim, Deus seria apenas um pedaço do mundo, apenas um ídolo. Ele está sempre lá e sempre acima. Assim, haverá espaço para outras expressões e outras formas de celebrar que não seja exclusivamente através de uma religião determinada.

Os primeiros onze capítulos do Gênesis contêm uma grande lição. Eles não falam de Israel como o povo escolhido. Se faz referência a todos os povos da Terra como o grande povo de Deus. Sobre eles, se eleva o arco-íris da aliança divina. Esta mensagem nos lembra, sobretudo hoje em dia, que todos os povos, com suas religiões e tradições, são povos de Deus, todos vivem na Terra, jardim de Deus e formam a única Espécie HUmana composta de muitas famílias com sias tradições, culturas e religiões.

(*) Leonardo Boff é Teólogo.

Marco Archer executado e imortalizado em filme?

Posted in BRASIL, CINEMA, FACEBOOK, INTERNET, MUNDO, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 30 de janeiro de 2015

Marco Pena de MorteUma publicação no facebook está recebendo milhares de curtidas e compartilhamentos. O assunto é Marco Archer (foto) que foi condenado à pena de morte e executado na Indonésia. A matéria incentiva o pensamento popular ao repúdio à ideia de transformar sua vida em filme. Discordo! Tem que transformar em filme sim e direi por quê. Mas antes direi que as opiniões seguem duas vertentes. Uns acharam bem feito. Outros, que Archer merecia uma segunda chance. Quanto a isso não opinarei, mas tão somente com relação à protagonização de sua história. Quem ainda não conhece as peripécias do traficante deveria ter este conhecimento. Em um resumo breve, citado também por Théa Moreira (em seu momento de fama) num texto de Vanessa Corsant, o executado tinha origem de família influente relacionada até mesmo à Fernando Collor de Mello. Segundo a ‘colunista social’ em sua resenha, Marco Archer, que foi campeão de asa delta na Colômbia aos 17 anos, descobriu um jeito fácil de ficar rico, lá mesmo no vizinho difamado, e nunca mais parou de ‘voar’ pelo mundo carregando a droga de seu equipamento, até que o vento mudou de direção e a (c)asa caiu. Enfim, o texto enfatiza a falta de sensibilidade do homem que entrou para a história como o primeiro brasileiro a ser condenado e a morrer à partir da legislação de outro país, falando de suas várias chances desperdiçadas de se redimir e adotar outro curso para si mesmo. 

Agora, quero dizer uma coisa importante: quem trabalha com a informação sabe geri-la com base no intelecto humano através da ordenação de palavras bem encaixadas em uma frase ou texto, o que é capaz de incentivar ou desestimular um pensamento; formar uma opinião. As curtidas para a confecção literária lá na rede social mereceram, também, o meu aplauso, mas tão somente pela construção de um texto interessante, o qual conduziu o leitor, muito limitadamente, à mera ação impulsiva de dar um ‘like’ notadamente abaixo de qualquer suspeita, e não pela ideia originada à partir dele. Creio que Vanessa conseguiu simpatizantes relâmpago, daqueles que vivem somente em redes sociais e não se aprofundam no teor. Sou a favor do filme, sim, e não se trata de imortalizar um criminoso como a mocinha esculpiu na imaginação facebookiana dos despreparados devoradores de compartilhamentos; comedores de letras do mundo analfabeto a que estamos sendo conduzidos. Marco Archer, o primeiro brasileiro executado pela pena de morte alheia, será imortalizado justamente por sua própria morte, e jamais por sua vida glamourosa, afinal o epílogo que todos conhecemos não foi feliz e é justamente à esta moral da história que estou me referindo. A produção cinematográfica seria benéfica e impactaria a sociedade de uma maneira inédita à partir destes fatos reais que o mundo conheceu recentemente.  

Político consciente

Posted in BRASIL, OPINIÃO, PENSAMENTO, POLÍTICA, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 2 de janeiro de 2015

Merecimento: a boa razão para a promoção profissional.

DesembargadorNestes novos tempos, onde a hierarquia hereditária tomou conta dos gabinetes públicos, quase não conhecemos mais as histórias de sucesso epilogadas pelo sucesso emergente advindo do trabalho consciencioso e preciso de profissionais que honraram a bandeira que empunharam, representantes fiéis de suas Companhias, durante um bom período de tempo. Mas não é o caso do desembargador Alan Sebastião de Sena Conceição, do Tribunal de Justiça de Goiás, que concedeu uma entrevista ao jornalista Cleomar Almeida, do jornal O Popular, explicando porque recusou os auxílios-moradia e livro – bem como o uso de carro oficial – que lhe são de direito:

“Se tenho moradia própria, qual a razão de receber? Nós já temos um salário razoável, o bastante para vivermos com dignidade. Também não seria justo adquirir livros com o dinheiro do poder público e, depois de aposentar, levar todos como se fossem propriedade privada. Está aí um motivo também de não comprar livros com verba do poder público. Quando assumi, quando fui promovido para o cargo de desembargador, fiz a renúncia do carro de representação, mas sem nenhuma crítica aos que usam isso. Sem nenhuma crítica. Não é nenhum desejo de ser moralista, apenas ser coerente com uma história de vida.”

O magistrado, que se diz contrário à politização do Judiciário, mora perto do trabalho e seu motorista trabalha na secretaria do gabinete. Veio de origem humilde, sendo filho de comerciante e dona de casa. Ingressou na magistratura em 1976 e chegou ao tribunal por merecimento.

Ego: o nosso maior inimigo

Posted in CIÊNCIA, FILOSOFIA, OPINIÃO, PENSAMENTO by dibarbosa on 28 de dezembro de 2014

“Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo”
Sócrates – 469 a.C. – 399 a.C.

atualização 08nov16 115:42GMT

1 - sócrates

Sócrates

2 - Platão

Platão

Quando Platão (428 a. C. – 347 a. C.) manuscreveu e eternizou suas escrituras através de seus diálogos platônicos com origem na dialética socrática, onde o filósofo grego Sócrates, seu mestre, é apresentado ao mundo como o autor da frase que se transformou em uma das máximas mais conhecidas no mundo moderno, ele não foi capaz de imaginar quão grandiosa seria a repercussão daquela ideia, genuinamente verídica, ao redor do mundo, o que influenciaria diretamente na análise do comportamento de toda a raça humana chegando ao ponto de se enraizar definitivamente na origem da própria filosofia. Mais tarde, e com base neste princípio, nossa moderna teoria psicanalítica nos apresentou um modelo triádico da consciência ao subdividir o aparelho psíquico em três estruturas fundamentais: Id, Ego e Superego. O primeiro, concentra a libido onde se formam os instintos, os impulsos e os desejos inconscientes. Em seguida, dando origem ao adjetivo egoísta, o Ego é o estruturador do campo da harmonização dos desejos do Id após uma consulta ao banco de dados do Superego quando acontece a racionalização das situações inesperadas do primeiro em contraste com o último, em uma significativa e marcante avaliação dos prós e contras, sendo selecionadas – tão somente e, por este motivo, perigosamente – as impressões que geram vantagens, quer sejam relacionadas com o prazer em si ou mesmo com a possibilidade da utilização de qualquer argumento como trunfo a ser utilizado em alguma eventual situação visando, também, o bem estar. Por fim, concentrando a ideia do bem e do mal, o Superego dá  a moral da história. É o conteúdo vivido e assimilado pela mente do homem e que contém as premissas para qualquer boa avaliação, sendo baseada, quase que completamente, nos ensinamentos de berço dos pais para os filhos, em um momento inicial da existência quando pode ocorrer a criação de fantasmas traumatizantes que assombrarão o indivíduo por um bom tempo.

society_of_the_spectacle

Sociedade do espetáculo

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Profissionais Corporativos

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Sigmund Freud é considerado o pai da psicanálise

Mas o que sabemos sobre tal assunto que, aparentemente, é de uma complexidade cognitiva tão tremenda que quando nos deparamos com prefácios introdutivos mais técnicos do que o habitual, nossas mentes já começam a desistir de insistir em sua leitura e compreensão? A verdade é que, quase que generalizadamente, os indivíduos de uma sociedade não conhecem suas verdadeiras essências como indivíduos fora dela. Isso se dá, especialmente, porque vivemos neste mundo moderno com todos os processos facilitados por uma máquina social que contém um esquema de funcionamento grandiosamente complexo que vem se transformando e se aperfeiçoando com o passar dos tempos com um objetivo geograficamente reconhecido de melhor garantir nossas necessidades diárias – especialmente as do âmbito alimentar de toda a população terráquea. A consequência é que não nos damos mais conta do que somos verdadeiramente e, com os adventos das redes sociais e dos programas televisivos que visam não só o entretenimento mas também a geração de consumidores para essa máquina, passamos a exercer o mesmo papel na sociedade que o vizinho do lado, e é exatamente aí que nos perdemos. Deixamos de conhecer nossa real identidade. Viver em harmonia com a nossa própria espécie requer transformações que podem, na maioria das vezes, inutilizar nossa verdadeira personalidade para sempre. E os psicólogos sabem disso. Nossa individualidade é corrompida e comprometida desde o momento inicial em que passamos a exercer nosso papel em uma corporação. Por um outro âmbito, o geral, isso não é ruim, pois o mundo não tem espaços para a imparidade e necessita da colaboração de todos nós para o funcionamento do aparelho social. Isso quer dizer que deixamos de praticar, no dia-a-dia, todo o conjunto descrito na tríade supracitada por questões de sobrevivência meramente física, sendo que o espírito se torna maculado pela agressão das correntes contrárias ao elemento individual. Por isso existe a necessidade de uma válvula de escape para cada pessoa, o que tem uma funcionalidade diferente para outra e assim por diante. As pessoas felizes e realizadas conseguem administrar a consciência de uma forma mais sábia que a média. Comprovadamente, nossa raça tem anseios encubados que atravessam gerações. O resultado disso é que, graças à nossa má administração da funcionalidade de nossa tríade, o Ego passou a ser observado como o principal causador da infelicidade humana passando a ser observado ao longo de anos e descrito, unanimemente, como o grande vilão disfarçado que, na maioria das vezes atrapalhou, ou tentou estragar, todos os nossos projetos mais promissores no decorrer de toda a nossa jornada até aqui. Segundo muitos especialistas no assunto, tudo poderia ter sido diferente, e ainda pode, a partir de nosso comprometimento com uma introspectiva capaz de revelar os deuses e o universo afirmados por Sócrates quando ele proferiu sua mais célebre sentença sugerindo ao homem que conhecesse a si mesmo em uma frase que pode ser entendida como, utilizando-se de um trocadilho interpretativo na mesma ordem, da seguinte forma:“Conhece e domina a tríade de tua psiquê e alcançarás o equilíbrio emocional, o conhecimento da técnica e, por fim, a sabedoria”. Demais, não é mesmo? Algo como atingir o nirvana. Agora veja, abaixo, o que os especialistas mais recentes disseram sobre a nocividade do Ego:

O Ego é o pior dos trapaceiros em quem podemos pensar porque não o vemos.(Dr. Yoav Dattilo)
O segundo maior golpe é “Eu sou você”. (Dr. Steven C. Hayes)
O problema é que o Ego se esconde no último lugar em que você procuraria: nele mesmo. Ao criarmos este inimigo externo imaginário criamos um inimigo de verdade para nós mesmos e isto se torna uma ameaça real para o Ego, mas isto é também criação do Ego. Neste sentido podemos dizer que cem por cento dos nossos inimigos externos são nossas criações. (Dr. Peter Fonagy)
Ele disfarça os pensamentos dele com os seus pensamentos; os sentimentos dele com os seus sentimentos. Você acha que é você. As pessoas não têm ideia que estamos numa prisão; não sabem que há um Ego; não conhecem a diferença.(Leonard Jacobson)
A necessidade das pessoas de proteger seus próprios Egos não conhece limites. Elas mentem, enganam, roubam, matam, fazem o que for preciso para manter o que chamamos de fronteiras do Ego. (Andrew Samuels)
Primeiro: é muito difícil para a mente aceitar que há algo além dela; algo mais valioso e mais capaz de discernir a verdade em si. (Dr. David Hawkins)
Na religião, o Ego se manifesta como o demônio e, claro, ninguém percebe o quanto o Ego é esperto porque ele criou o demônio para que você culpe o outro. Não existe nenhum inimigo externo, não importa o que a voz da tua cabeça te diga. Toda a percepção do inimigo é a projeção do Ego como inimigo. (Dr. Deepak Chopra)
Seu maior inimigo é sua própria percepção; sua ignorância; seu Ego. (Dr. Obadiah S. Harris)Harrisdeepak

 

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