Urbs Magna

STF: Delações da JBS sobre LULA e Mantega são retiradas de Moro

Posted in BRASIL, Lula, NEWS, operação lava jato, Sérgio Moro e Lula by dibarbosa on 15 de agosto de 2017

Fachin queria que Moro participasse do caso, mas depoimentos irão somente para a Justiça Federal de Brasília.

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu retirar de Sérgio Moro os depoimentos de executivos da JBS sobre Lula e seu ex-ministro da Fazenda Guido Mantega.

Com isso, as delações de Joesley Batista e de um empresário seu irão para a Justiça Federal de Brasília. Ocorreu a narração de depósitos de U$ 150 mi para Lula e Dilma em contas no exterior.

Nesta terça, o STF analisou contestações de Lula e Mantega sobre a decisão do relator da Lava Jato no Supremo Edson Fachin de enviar as delações para dois locais distintos. Fachin argumentou que os depoimentos relacionavam-se com as investigações tanto de Moro quanto de Ricardo Leite do Distrito Federal.

Gilmar Mendes, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski julgaram que a distribuição dupla traria insegurança jurídica e a possibilidade de processos duplicados à partir das mesmas acusações, o que éproibido por lei.

Fachin ainda disse que a decisão não define permanentemente a competência dos dois para julgar o caso: “Entendo que nessa hipótese não há desmembramento nem definição de competência […] Havendo dois inquéritos, em duas seções distintas, e que o conteúdo é plural, remeti cópias a ambas as sessões judiciárias”, afirmou.

Relator da denúncia contra Temer desfilia-se do PMDB

Posted in #FORATEMER, BRASIL, Fora Temer, NEWS, POLÍTICA by dibarbosa on 11 de agosto de 2017

Sergio Zveiter, o deputado relator da denúncia apresentada por Janot contra o presidente da república Michel Temer, pediu sua desfiliação do PMDB.

Ele entregou o pedido na presidência do diretório do partido no Rio de Janeiro. Zveiter disse que sofre represália do partido desde que manifestou-se favorável ao trâmite da acusação de corrupção passiva quando argumentou a gravidade da denúncia.

“Após a divulgação do parecer de minha relatoria, passei a sofrer ameaças de represálias e ameaças de expulsão oriundas da direção do partido e de outros membros do PMDB que atuaram em prol do arquivamento sumário das denúncias. Tudo registrado por diversos meios de comunicação, daí meu pedido de desfiliação”

O relatório foi rejeitado pela maioria dos componentes da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) votado no plenário da Câmara em 2 de agosto, quando Zveiter manteve sua posição favoráel ao deferimento da autorização da denúncia.

Brasil: o 3º país do golpe inevitável

Posted in #FORATEMER, BRASIL, ELEIÇÕES 2014, ELEIÇÕES 2018, IMPEACHMENT, NEWS, POLÍTICA, Sérgio Moro e Lula by dibarbosa on 31 de julho de 2017

Honduras (2009), Paraguai (2012) e Brasil (2016)

Os golpes hoje são executados no marco das instituições tidas como democráticas. São golpes do século XXI, com uma roupagem constitucional, mais midiáticos e sem ter os militares como protagonistas.

Os golpes recentes nos países latinos justificaram o impeachment de Dilma Rousseff e todo o desenrolar atual em curso no governo Temer. Na época, contagiado por companheiros sul-americanos, o então presidente de Honduras Zelaya cultivou preocupações sociais e pagou por isso. Aqui, manifestações raivosas, manobras no Legislativo e no Judiciário questionaram o mandato da presidenta Dilma Rousseff, deposta em 2019, reacenderam no Brasil e na América Latina a controvérsia sobre a deposição de governos eleitos pelas urnas.

O objetivo claro é destituir presidentes não alinhados com o projeto dos Estados Unidos e das elites regionais. No caso de Honduras, em 2009, o então presidente Manuel Zelaya foi tirado à força de sua casa e colocado em um avião que o levou para a Costa Rica. No caso do Paraguai, em 2012, em menos de 48 horas o Congresso Nacional votou pelo impeachment relâmpago de Fernando Lugo. Nos dois casos, semelhanças que remetem ao atual momento do Brasil: a movimentação progressiva à partir da deposição de um mandatário escolhido pelo voto popular, através de dispositivos legais instrumentalizados por parlamentares e juízes, quando não empresários do setor industrial ou do agronegócio.

Apesar de constituições estabelecerem que o poder emana do povo e, no caso brasileiro, que ele pode ser exercido indiretamente por representantes eleitos como  deputados e senadores,  é sabido o distanciamento entre o interesse popular e representantes legislativos. Uma relação débil e evidenciada nos processos hondurenho e paraguaio, quando veio à tona a ambição de grupos afastados da política por trás dos golpes em ambos os países. 

Empresário e proprietário de terras, Zelaya comandou desde 2006 um governo marcado por tímidos avanços sociais com leve aumento do salário mínimo, a oposição ao escalonamento da “guerra às drogas” de Washington e, de modo geral, a continuidade de políticas neoliberais na economia. Assim, a oposição a ele ficou evidente, no entanto, quando Honduras, duramente afetada pela crise de 2008, se alinhou à Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América (Alba) e à Venezuela que acenava com crédito, petróleo e insumos agrícolas a preços favoráveis.

Foi quando setores oligárquicos encabeçados pelos liberais passaram a articular com militares a destituição do presidente. O protesto, respaldado pela Suprema Corte, foi a intenção de Zelaya de realizar um referendo para decidir se dali a cinco meses, juntamente com as eleições gerais, caberia convocar uma Assembleia Constituinte. Opositores viram na intenção uma manobra para ele se perpetuar no poder, e a acusação de inconstitucionalidade sobre a consulta popular foi elevada a crime de lesa-pátria. Zelaya foi prontamente substituído no poder por Roberto Micheletti, presidente do Congresso, que logo teve o apoio de setores conservadores, abrindo um racha no Partido Liberal, legenda de ambos.

Apesar de a Constituição hondurenha não permitir consultas populares, havia sido aprovada meses antes a Lei de Participação Cidadã, que possibilitaria a realização de um referendo. Só que existia uma clara ingerência do governo norte-americano no país, por meio de empresas privadas e suporte financeiro para manifestantes opositores. O processo pelo qual passa o Brasil hoje tem semelhanças com os que viveram Honduras e Paraguai e com os que vivem na Venezuela e Equador: governos que se mostram independentes dos EUA levam  Washington a intervir. Assim, apesar de Zelaya ser oriundo de grupos oligárquicos, a atmosfera mudou quando ele passou a se voltar para interesses populares. Em Honduras os setores mais poderosos são alérgicos a mudanças sociais. Tanto que depois foram aprovadas diversas leis que favorecem ainda mais a intervenção do capital estrangeiro no país, ao beneficiar, por exemplo, o setor minerador.

Três anos depois da queda de Zelaya, deu-se no Paraguai um golpe que lembra ainda mais o clima do Brasil de hoje. Por 39 votos a favor e 6 contrários, o Senado aprovou em 22 de junho de 2012 a remoção de Fernando Lugo do poder, abrindo espaço para o vice-presidente Frederico Franco, do Partido Liberal Radical Autêntico, um ano após romper a coligação com Lugo. A decisão coroava a aprovação na Câmara dos Deputados, com 73 votos a favor e 1 contrário, ao processo de impeachmentSegundo o argumento oficial, Lugo era retirado do poder pelo “fraco desempenho de suas funções”. Ex-bispo católico ligado a movimentos sociais de esquerda, Lugo mantinha um histórico de atuação com os sem-terra paraguaios. Ele fora eleito com a promessa frustrada de reforma agrária em uma aliança de conveniência com o Partido Liberal, responsável pelo fim ao reinado de mais de 60 anos do Partido Colorado, legenda no poder desde a ditadura de Alfredo Stroessner, entre 1954 e 1989. após um confronto violento com trabalhadores sem-terra na região de Curuguaty, leste do país, onde 11 sem-terra e 6 policiais haviam morrido uma semana antes. Lugo, em um primeiro momento apático, logo acusou o empresário Horácio Cartes (atual presidente do Paraguai) de estar por trás da tentativa de golpe.

Sem aliados no Congresso e com a proximidade das eleições presidenciais em abril de 2013, Lugo era cada vez mais pressionado (ele enfrentou mais de 20 ameaças de impeachment ao longo do mandato) e não via alternativa senão ceder à chantagem permanente. Os liberais ganharam, então, uma fugaz Presidência com Franco. Os colorados, por sua vez, conquistaram de volta o poder, com Cartes eleito meses depois. Lugo nada teve a ver com as mortes no campo. Essa foi uma manobra com objetivo claríssimo: criar uma crise política, na qual a disputa de força ficou evidente. O que aconteceu nem pode ser considerado um processo jurídico de fato, pois não houve tempo hábil para Lugo se defender nem provas. O Brasil vive algo parecido.

Deu-se tanto em Honduras quanto no Paraguai que o Congresso forjasse acusações sem respaldo jurídico, apenas como pretexto político para depor os presidentes. Em 2009, a OEA logo tratou de expulsar Honduras da organização, enquanto o Brasil concedeu asilo a Zelaya em sua embaixada em Tegucigalpa por quatro meses. Em 2012, tanto o Mercosul quanto a Unasul suspenderam o Paraguai do bloco. Recentemente, Ernesto Samper, secretário-geral da Unasul, deixou claro que o órgão pode acionar a cláusula democrática caso a presidenta Dilma seja cassada pelo Congresso sem estar diretamente envolvida em um crime. As manobras em Honduras e no Paraguai. não foram apenas ilegais, como também ilegítimas, e diferentemente daqui, não contaram com apoio da maioria da população. Em ambos os países, a destituição foi arbitrária e impopular. Os desdobramentos mostraram que, por trás de um discurso de defesa do interesse nacional, a motivação dos que lideraram os processos foi a retomada do poder político. Em Honduras retornaram os liberais, e no Paraguai, os colorados.

Ao analisar os casos de Honduras e Paraguai e traçar um paralelo com o momento político atual do Brasil, observa-se que os golpes hoje são executados no marco das instituições tidas como democráticas. São golpes do século XXI, com uma roupagem constitucional, mais midiáticos e sem ter os militares como protagonistas. Mais do que heranças do passado ditatorial que amargou a América Latina nas décadas passadas, os golpes em Honduras e no Paraguai e no Brasil hoje, representam uma ameaça não apenas às conquistas feitas, mas também ao futuro da região.

São movimentos contrários também à consolidação de uma América Latina mais autônoma. Não se trata apenas de analisar o passado, mas também pensar o futuro. E o Brasil, por sua importância regional, simboliza essa maior autonomia do nosso continente. Portanto, tudo o que acontecer com ele será um problema para todos nós. 

*Reportagem publicada originalmente na edição 895 de CartaCapital, com o título “Motivos de inspiração”

Absolvição é único resultado possível para Lula

Posted in BRASIL, Lula, NEWS, operação lava jato, POLÍTICA, Sérgio Moro e Lula by dibarbosa on 20 de junho de 2017

O apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A

As alegações finais da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no famoso caso do “tríplex do Guarujá”, que apresentamos nesta terça (20), demonstram sua inocência, que se assenta sobre prova real e palpável. A absolvição é o único resultado possível da apreciação racional, objetiva e imparcial da prova encartada aos autos. Nesta terça podemos apontar o real dono do imóvel.
O apartamento 164 A, do edifício Solaris, está em nome da OAS Empreendimentos S/A, mas, desde 2010, quem detém 100% dos direitos econômico-financeiros sobre o imóvel é um fundo gerido pela Caixa Econômica Federal. Nada vincula Lula ao imóvel, onde esteve uma única vez, em 2014, como potencial interessado em sua aquisição. Jamais teve as chaves, o uso, gozo ou disposição da propriedade.

Presunção de Inocência violada

Prova da anomalia jurídica que envolve esse caso, em que a presunção de inocência é solenemente violada, foi a defesa que investigou os fatos, destrinchando, após diligências em vários locais do país, essa operação imobiliária executada pela construtora. O resultado afasta a hipótese da acusação.
É inverossímil a conexão entre o ex-presidente e as supostas vantagens ilegais advindas de contratos firmados entre a OAS S/A e a Petrobras. O Ministério Público Federal não fez a prova de culpa que lhe cabia.

Realidade falsa

Ao depor ao juízo da 13ª Vara Federal Criminal de Curitiba e omitir a cessão integral dos direitos econômicos do tríplex, Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, produziu uma farsa para negociar benefícios penais com a acusação. O que o réu admitiu foi uma realidade pré-fabricada. A mentira tinha o objetivo de incriminar Lula e fazer vicejar a fábula do “caixa geral de propinas”, ficção contábil sem lastro nos fatos. Criou-se um “contexto” de “macrocorrupção” com um “comandante” como forma de amplificar o foco de corrupção apurado em 2014, mas o MPF não “seguiu o caminho do dinheiro” pela impossibilidade de provar sua tese.

Tese da “propinocracia”

A ficção é produto de desconhecimento do organograma federal e do complexo sistema de controle interno e externo da Petrobras, incluindo a fiscalização da CGU de Jorge Hage. Como se fosse possível a Lula e a aliados corromper uma estrutura composta por milhares de pessoas, ignorando, ainda, que a Petrobras atende exigências de leis internacionais, como a da Sarbanes-Oxley (SOX), dos EUA, além das fiscalizações internas a que está submetida, como depôs o executivo Fábio Barbosa. A tese da “propinocracia” nem cabe nos autos. A usurpação da competência pelos procuradores de Curitiba é uma afronta ao Supremo Tribunal Federal.

Julgamento político com verniz jurídico

Esse é um julgamento político com verniz jurídico, um autêntico “trial by mídia”, sob a égide de violações e ilegalidades. O inquérito, instaurado em 22/7/2016, tramitou de forma sigilosa até dois dias antes do indiciamento, a despeito dos pedidos de acesso da defesa. O cerceamento sempre esteve presente. A acusação que o MPF imputou a Lula abusou de hipóteses, para atingir sua inconteste liderança política.
O “enredo Lula” foi transformado em “produto comercial”, que hoje vende de filmes a palestras em eventos até de cirurgia plástica, como a que fez o procurador Deltan Dallagnol, defensor da teoria “explacionista” e expositor do polêmico Power Point sobre a peça acusatória inaugural em 14/9/2016.

Gastos públicos com um processo descabido

Quanto ao acervo presidencial não há qualquer conduta imputada a Lula na denúncia, buscando-se atribuir a ele responsabilidade penal objetiva incompatível com o Estado de Direito. Como os bens, embora privados, integram o patrimônio cultural brasileiro, segundo expressa disposição legal, o próprio ordenamento jurídico estimula o auxílio de entidades públicas e privadas na sua manutenção.
Se o inquérito inicial tivesse sido conduzido de forma correta e sem verdades pré-estabelecidas, o dono do tríplex teria sido identificado na origem, evitando gastos públicos com um processo descabido, além de proteger as reputações envolvidas. Optou-se por repetir à exaustão a mentira. A explicação para tamanha violação está no “lawfare”, que busca propiciar meios para a inelegibilidade de Lula. O objetivo é destruir os 40 anos de vida pública desse trabalhador, que governou o Brasil e foi reconhecido mundialmente por liderar o maior combate à pobreza já visto.

Artigo originalmente publicado na Folha de S. Paulo na edição desta terça-feira (20)

*Cristiano Zanin Martins é advogado de Lula, especialista em direito processual civil pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, é sócio do escritório Teixeira, Martins & Advogados

*Valeska Teixeira Martins é advogada de Lula, é membro efetivo da comissão de direito aeronáutico da OAB de São Paulo e sócia do escritório Teixeira, Martins & Advogados

Já sentiu o cheiro específico de uma loja e se lembrou dela?

Posted in NEWS by dibarbosa on 14 de maio de 2017

Muitas redes estão investindo em marketing olfativo ou sensorial

A loja da Apple na Quinta Avenida, em Nova York, tem sua rotina com filas para testar iPads, iPhones, computadores em um ambiente com música e arquitetura modernas e cheiro próprio – a marca sabe mexer com as sensações dos consumidores através de técnicas visuais, auditivas, tácteis e, até mesmo, olfativas. Outra loja especialista nesta jogada é a americana Abercrombie & Fitch, especializada em roupas para jovens, Lá, a iluminação e a música lembram danceterias e as pessoas sempre saem de lá com uma sacola com roupas ou o perfume da marca que está impregnado no ambiente. Aqui no Brasil, o marketing olfativo se espalhou por lojas independentes, hotéis, agências de bancos, shopping centers e hospitais. Um dos casos pioneiros da prática é o da Giovanna Baby, loja de roupas de bebê, localizada no shopping Iguatemi, que fez sucesso nos anos 80.

A fragrância, criada para que a loja e as roupas tivessem cheirinho de recém-nascido, acabou se transformando em uma colônia demandada por adolescentes.

Anos depois, foi a vez da rede de roupas femininas Le Lis Blanc lançar uma fragrância própria, a base de alecrim. O aroma agradou tanto os clientes, que se transformou em colônia e aromatizador de ambiente.

“Grandes cadeias de varejo são capazes de oferecer experiências de compra, com apelo sensorial, mais sofisticadas para os clientes, como as lojas ultra-modernas da Quinta Avenida, em Nova York, ou da Rua Oscar Freire, no Brasil. E as lojas menores como ficam? Elas começam a descobrir que, colocando um cheiro agradável no ambiente, conseguem, de forma até barata, atrair o consumidor”, diz Gustavo Carrer Azevedo, consultor de varejo do Sebrae – SP.

CHEIRO BOM:NEBULIZADOR AJUDA NA DIFUSÃO DO AROMA

Uma das primeiras empresas a trazer o conceito de marketing olfativo para o Brasil, há 18 anos, a Cheiro Bom, tem crescido nos últimos anos 20% ao ano (faturamento real), e não sente, pelo menos até agora, efeito de crise.

“O marketing olfativo não é mais considerado custo, e, sim, investimento em marca. Por isso, mesmo com a economia em retração, estamos crescendo todos os anos”, diz Yasmin Esperanza, diretora de marketing da empresa.

Com centenas de clientes espalhados pelo país, a Cheiro Bom ajuda os lojistas a desenvolver fragrâncias próprias e também cuida do processo de difusão de aroma nos espaços por meio de nebulizadores, ar condicionado central e embalagem aerossol.

“Do ano passado para cá, muitas redes estão nos procurando, especialmente aquelas que têm planos de expansão, além de lojas menores”, diz Yasmin.

A Cheiro Bom é responsável, por exemplo, pelo aroma de 30 lojas da Renner, 350 lojas da Havaianas, oito lojas da Morana, seis lojas da Billabong e 35 lojas da Torra Torra.

Acaba de fechar contrato para perfumar 60 lojas da Código Girls, rede de roupas próprias para o público feminino teen, e produtos da Leão Alimentos e Bebidas em gôndolas de supermercados.

ALESSANDRA HEILBERG: CLIENTE FICA MAIS TEMPO NA LOJA

O supermercado Bondinho, especializado em produtos para confeitaria, levou um mês para criar, em parceria com a Cheiro Bom, uma fragrância com aroma de chocolate.

Desde que Alessandra Heilberg, 38 anos, e o irmão, Carlos Eduardo, começaram a tocar o negócio, em 2009, aguçar o olfato dos clientes faz parte das ações de marketing da loja.

Confeiteira formada pela French Pastry School, de Chicago, Alessandra trabalhou durante seis meses em uma empresa especializada em “cake design”, em Nova York.

Lá mesmo, enquanto apreendia a fazer os bolos que mais pareciam verdadeiras esculturas, ela percebia o quanto o cheiro de um ambiente era capaz de chamar a atenção do consumidor.

“Quando os clientes entram na minha loja eles comentam sobre o cheiro. Percebo que eles se sentem bem no ambiente, o que faz com que permaneçam mais tempo olhando os produtos. Alguns deles chegam a ficar até duas horas por aqui. A minha marca está associada a este cheiro que você está sentindo aqui”, afirma ela, que diz ser a maior distribuidora do chocolate belga Callebaut no Brasil. O cheiro da loja é bom.

Alessandra paga cerca de R$ 120 por mês para a Cheiro Bom, que cuida da reposição da fragrância e do aparelho (de mais ou menos 30 cm de altura e 10 cm de largura), instalado em uma prateleira bem na entrada da loja.

ESTÍMULO ÀS COMPRAS

Duas multinacionais francesas encomendaram neste ano para um instituto credenciado uma pesquisa para medir o impacto do marketing olfativo nas vendas. Durante um período de dois meses, terminado no final de março deste ano, foram observados 600 clientes de quatro supermercados e de quatro hipermercados na França.

“O aroma colocado nas lojas resultou em um aumento de 35% nas vendas”, afirma Daniel Fernandes, diretor da Mib Group, representante no Brasil da Signature Olfactive, empresa francesa que desenvolveu um equipamento para difusão molecular de aromas. Ele não revela os nomes dos envolvidos na pesquisa por conta de um acordo de confidencialidade.

A Signature Olfactive, na verdade, entrou para o mundo do marketing olfativo por acaso. O equipamento foi desenvolvido para ajudar a estimular a memória de pacientes com Alzheimer.

SIGNATURE OLFACTIVE: APARELHO MODELO BRAND SCENT USADO EM LOJA DA NESPRESSO. FOTO: DIVULGAÇÃO

“A partir daí, surgiu a ideia de usar o aparelho para criar vínculos emocionais com consumidores, transformando o aparelho em ferramenta de marketing. Deu certo. Já participamos de campanhas da Calvin Klein, da Unilever, da Nespresso, de bancos”, afirma Fernandes.

A Mib trouxe o equipamento há dois anos para o Brasil e possui uma lista de 20 clientes. A empresa é responsável por perfumar 400 lojas do Boticário, neste caso, com a essência do perfume Malbec..

“O Brasil está começando agora a descobrir o marketing olfativo”, afirma o executivo. “Acabamos de fechar a instalação de 2.000 equipamentos em redes de supermercados, como Carrefour, Walmart e Pão de Açúcar, espalhados pelas regiões Sul e Sudeste do país. Em um ano, nosso faturamento real aumentou 50%.”

Pesquisa conduzida na Itália, em 2012, pela Fundazione Don Carlo Gnocchi em hospital, casa de repouso e centro de reabilitação de adolescentes, constatou que, antes do uso de aromas, o cheiro do local agravada 16% das pessoas consultadas. Após perfumar o ambiente, o percentual subiu para 47%.

Quase metade dos entrevistados (47%) também informou que o cheiro influenciava o humor. “O comerciante pode fazer um teste. Se o dia está quente e a loja tem iluminação clara, música relaxante e aroma que lembra hortelã, por exemplo, com certeza, o consumidor estará estimulado a comprar produtos de verão”, diz Heloisa Omine, professora da ESPM e sócia de escritório especializado em marketing sensorial.

O olfato, diz ela, gera as primeiras sinapses dentro do processo sensorial do ser humano. Basta ver que é por meio do olfato que a criança chega ao peito da mãe para mamar.

“E quanto mais você vincula um dos sentidos dentro do processo de contato com o consumidor, mais você abre novas experiências na relação entre a loja e o cliente. Até pouco tempo atrás, trabalhava-se mais a visão e a audição. Agora, começa também a se trabalhar com o tato e o olfato”, diz Omine.

Perfumar uma loja não é caro. A Cheiro Bom oferece opção, por meio de difusores de aromas, que podem custar pouco mais de R$ 100 por mês.

A Mib Group também faz o serviço por R$ 150 mensais. Um dos sistemas mais em conta é o spray. A Cheiro Bom cobra, mais ou menos, R$ 38 por mês por aparelho, com capacidade para 3.000 jatos. Existem outras empresas que oferecem o serviço no país. Os lojistas acham facilmente algumas delas na Internet.

Fonte: Diário do Comércio

Onde estão as crianças indígenas com deficiência?

Posted in NEWS by dibarbosa on 7 de maio de 2017

Vote PRESIDENTE 2018

Posted in BRASIL, Eleições 2018, NEWS, POLÍTICA by dibarbosa on 29 de janeiro de 2017

Após votar agora, compartilhe e já saiba quem será o próximo Presidente do Brasil.

COMPARTILHE para ATINGIR o MAIOR NÚMERO DE PESSOAS.
Escolha o número do canditado na foto, vote marcando na caixa selecionada abaixo e depois compartilhe em um dos botões lá embaixo (facebook, whatsApp, etc…)

Início da votação DOMINGO 29/01/2017 às 17:50h

Se me prenderem, viro herói. Se me matarem, viro mártir. E se me deixarem solto, viro presidente de novo

Posted in NEWS by dibarbosa on 10 de março de 2016

Street View em qualquer lugar

Posted in NEWS by dibarbosa on 6 de março de 2016

Street View em qualquer lugar

Posted in NEWS by dibarbosa on 6 de março de 2016

Você acha que as câmeras do Google Street View estão exclusivamente pelas ruas principais das cidades? Até pouco tempo atrás poder-se-ia responder afirmativamente. Mas saiba que já a algum tempo elas estão ganhando as trilhas, os mares e as regiões menos frequentadas do planeta graças a voluntários – aventureiros experientes – que se oferecem para prestar seus serviços como “cameraman google” e revelar os locais mais inóspitos da Terra.

Para mapear os caminhos onde os carros não conseguem passar, o Google Street View empresta uma mochila especial denominada Trekker e, desta forma, a empresa tem expandido muito o seu serviço de mapas. Há, hoje, uma grande quantidade de trilhas e mergulhos possíveis de serem navegados pela web e que podem até inspirar você a percorrê-los ao vivo qualquer dia desses.

A seguir selecionamos alguns lugares bem interessantes e, para visitá-los no modo passeio basta clicar sobre as fotos e entrar no…

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O Circo da Mídia Brasileira

Posted in NEWS by dibarbosa on 5 de março de 2016

“Não tenho complexo de vira-lata; sei o que fiz pelo país.”

Posted in NEWS by dibarbosa on 5 de março de 2016

A Rainha nua de Viña del Mar 2016

Posted in NEWS by dibarbosa on 28 de fevereiro de 2016

EnglishLuli mergulhou nua em uma piscina de flores e parou todo o Chile

Todos os anos, desde 1960, a cidade turística chilena Viña del Mar – localizada na Região de Valparaíso, realiza seu Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, segundo maior e segundo mais conhecido da América Latina chegando a ter sido considerado um dos principais de todo o continente juntamente com o Rock’n’Rio.

O evento é transmitido ao vivo por rádio e tv sempre movimentando milhões de dólares. Além disso, é costume da organização nomear anualmente uma Rainha para o Festival e neste ano de 2016 a musa escolhida foi a modelo e animadora de televisão Nicole Moreno, mais conhecida por Luli Love, quem tradicionalmente participou do piscinaço no hotel O’Higgins. Confiram.

KeepPaulHairEça © 

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A Rainha nua de Viña del Mar 2016

Posted in NEWS by dibarbosa on 28 de fevereiro de 2016

THE ECONOMIST 2016: crise no Brasil

Posted in NEWS by dibarbosa on 30 de dezembro de 2015

20160102_cna400A Revista americana The Economist divulgou sua edição eletrônica e primeira capa do ano 2016 com o título de destaque “A queda do Brasil – Desastre na confeção da maior economia da América Latina“.

Jan 2nd 2016

Segue a matéria original ou se preferir traduza-a para o português aqui.

AT THE start of 2016 Brazil should be in an exuberant mood. Rio de Janeiro is to host South America’s first Olympic games in August, giving Brazilians a chance to embark on what they do best: throwing a really spectacular party. Instead, Brazil faces political and economic disaster.

On December 16th Fitch became the second of the three big credit-rating agencies to downgrade Brazil’s debt to junk status. Days later Joaquim Levy, the finance minister appointed by the president, Dilma Rousseff, to stabilise the public finances, quit in despair after less than a year in the job. Brazil’s economy is predicted to shrink by 2.5-3% in 2016, not much less than it did in 2015. Even oil-rich, sanction-racked Russia stands to do better. At the same time, Brazil’s governing coalition has been discredited by a gargantuan bribery scandal surrounding Petrobras, a state-controlled oil company. And Ms Rousseff, accused of hiding the size of the budget deficit, faces impeachment proceedings in Congress.

As the B in BRICS, Brazil is supposed to be in the vanguard of fast-growing emerging economies. Instead it faces political dysfunction and perhaps a return to rampant inflation. Only hard choices can put Brazil back on course. Just now, Ms Rousseff does not seem to have the stomach for them.

Dismal Dilma

Brazil’s suffering, like that of other emerging economies, stems partly from the fall in global commodity prices. But Ms Rousseff and her left-wing Workers’ Party (PT) have made a bad situation much worse. During her first term, in 2011-14, she spent extravagantly and unwisely on higher pensions and unproductive tax breaks for favoured industries. The fiscal deficit swelled from 2% of GDP in 2010 to 10% in 2015.

Brazil’s crisis managers do not have the luxury of waiting for better times to begin reform (see article). At 70% of GDP, public debt is worryingly large for a middle-income country and rising fast. Because of high interest rates, the cost of servicing it is a crushing 7% of GDP. The Central Bank cannot easily use monetary policy to fight inflation, currently 10.5%, as higher rates risk destabilising the public finances even more by adding to the interest bill. Brazil therefore has little choice but to raise taxes and cut spending.

Mr Levy made a game attempt to renovate the building while putting out the fire. He trimmed discretionary spending by a record 70 billion reais ($18 billion) in 2015 and tightened eligibility for unemployment insurance. But it was not enough. The recession dragged down tax revenues. Ms Rousseff gave her finance minister only lukewarm support and the PT was hostile towards him. The opposition, intent on ousting the president, was in no mood to co-operate.

Although he was a senior treasury official during Ms Rousseff’s disastrous first term, Nelson Barbosa may be able to accomplish more as finance minister. He has political support within the PT. He also has bargaining power, because Ms Rousseff cannot afford to lose another finance minister. One early test will be whether Mr Barbosa persuades a recalcitrant Congress to reinstate an unpopular financial-transactions tax.

A central target should be pensions. The minimum benefit is the same as the minimum wage, which has risen by nearly 90% in real terms over the past decade. Women typically retire when they are 50 and men stop work at 55, nearly a decade earlier than the average in the OECD (a club of mostly rich countries). Brazil’s government pays almost 12% of GDP to pensioners, a bigger share than older, richer Japan.

If Brazil is to fulfil its promise, much, much more is needed. A typical manufacturing firm spends 2,600 hours a year complying with the country’s ungainly tax code; the Latin American average is 356. Labour laws modelled on those of Mussolini make it expensive for firms to fire even incompetent employees. Brazil has shielded its firms from international competition. That is one reason why, among 41 countries whose performance was measured by the OECD, its manufacturing productivity is the fourth-lowest.

To reform work and pensions, Ms Rousseff must face up to problems that have been decades in the making. Some 90% of public spending is protected from cuts, partly by the constitution which, in 1988, celebrated the end of military rule by enshrining generous job protection and state benefits. Because it is so hard to reform, Brazil’s public sector rivals European welfare states for size but emerging ones for inefficiency. Long a drain on economic vitality, Brazil’s overbearing state is now a chief cause of the fiscal crisis.

Overcoming such deep-rooted practices would be hard for any government. In Brazil it is made all the harder by a daft political system, which favours party fragmentation and vote-buying and attracts political mercenaries who have little commitment either to party or to programme. The threshold for a party to enter the lower house of Congress is low; today 28 are represented, adding to the legislative gridlock. Congressmen represent entire states, some as populous as neighbouring Latin American countries, which makes campaigning ruinously expensive—one reason why politicians skimmed off huge amounts of money from Petrobras.

It is therefore hard, despite Mr Barbosa’s advantages, to feel optimistic about the prospects for deep reform. Voters hold politicians in contempt. The opposition is bent on impeaching Ms Rousseff, a misguided battle that could dominate the political agenda for months. The PT has no appetite for austerity. Achieving the three-fifths support in both houses of Congress needed for constitutional reforms will be a tall order.

Reckless Rousseff

And if Ms Rousseff fails to bring about change? Most of Brazil’s borrowing is in local currency, which makes default unlikely. Instead, the country may end up inflating away its debts. Brazil’s achievement has been to lift tens of millions of people out of rag-and-flip-flop poverty. Recession will halt that, or even begin to reverse it. The hope is that Brazil, which has achieved hard-won economic and democratic stability, does not lapse once again into chronic mismanagement and turmoil.

Economic backgrounder

Brazilian waxing and waning

IN THE past few years Brazil’s economy has disappointed. It grew by 2.2% a year, on average, during President Dilma Rousseff’s first term in office in 2011-­14, a slower rate of growth than in most of its neighbours, let alone in places like China or India. Last year GDP barely grew at all. It shrivelled by 4.5% in the third quarter, compared to the same period last year, and is expected to shrink by 3% in 2015. Household consumption has registered the first drop, year-on-year, since Ms Rousseff’s left-wing Workers’ Party (PT) came to power in 2003. At the same time, public spending has surged. In 2014, as Ms Rousseff sought re-election, the budget deficit doubled to 6.75% of GDP (the bill has since swelled by another 2.7 percentage points). For the first time since 1997 the government failed to set aside any money to pay back creditors. Its planned primary surplus for this year, which excludes interest owed on debt, of 1.2% of GDP is now expected to turn into a 0.9% deficit. Brazil’s gross government debt of 66% may look piffling compared to Greece’s 175% or Japan’s 227%. But Brazil’s high interest rates of around 14% make borrowing costlier to service. Debt payments eat up more than 8% of output. To let businesses and consumers borrow at less exorbitant rates, public banks have increasingly filled the gap, offering cheap, subsidised loans. These went from 40% of all lending in 2010 to 55%.

As the government loosened fiscal policy, the Central Bank prematurely slashed its benchmark interest rate in 2011-­12. This pushed up inflation, which is now well above the bank’s self­-imposed upper limit of 6.5%, and way above its 4.5% target. The interest-rate cut has since been reversed. On November 25th 2015 the Bank’s monetary policy-makers kept the rate at 14.25%, nearly two percentage points higher than before the decision to cut. With inflation in double digits they cannot afford to loosen policy anytime soon. Alongside the lack of macroeconomic rigour, there was a lot of microeconomic meddling: the government pursued a clumsy industrial policy and shortchanged the private sector, for example by insisting on absurdly low rates of return on concessions to run infrastructure projects. Small wonder confidence slumped among businessmen.

Red tape, poor infrastructure and a strong currency have rendered much of industry uncompetitive. So consumers have been the main source of demand. A low unemployment rate pushed up wages. In the past ten years wages in the private sector have grown faster than GDP (public­-sector workers have done even better). That allowed consumers to borrow more, which encouraged still more spending. Now the virtuous circle is turning vicious. Real wages have been falling since March, compared with a year earlier, mainly because Brazilian workers’ productivity never justified the earlier rises. People are returning to seek work just as there are fewer jobs to go around: unemployment, which has long been falling and dipped below 5% for most of 2014, increased to 7.9% in October. Economists expect it to reach 10% next year.

To improve its finances the government is cutting spending on unemployment insurance (which had risen even when the jobless rate was falling) and on other benefits. Taxes, including fuel duty, are going up. So, too, are bills for water and electricity (two-thirds of which is generated by hydropower). The point is to reduce demand following a record drought in 2014 and to correct a policy of holding down regulated prices to keep inflation in check (and voters happy). But these increases have stoked inflation.

All this is hurting disposable incomes, a big portion of which are spent paying back consumer loans taken out in the good times. Consumer confidence has fallen to its lowest level since Fundação Getulio Vargas, a business school, began tracking it in 2005. The government has no money to boost investment. Petrobras, the state-­controlled oil giant and Brazil’s biggest investor, is in the midst of a corruption scandal that has paralysed spending: the forgone investment may reduce GDP growth this year by one percentage point. It is hard to see where growth will come from.

Worst of all, Ms Rousseff’s policy levers are jammed. Failure to rein in spending already prompted Standard & Poor’s to strip Brazil of its prized investment-grade credit rating. Now economists fret that is may render monetary policy powerless: as interest bill balloons, the Central Bank could be forced to set rates to make it manageable rather than to keep prices in check. The hawkish finance minister, Joaquim Levy, has slashed 70 billion reais off the discretionary spending planned for this year (on top of the modest welfare reforms). But that is trimming around the edges: roughly 90% of government spending is ring-fenced and needs congressional approval (or sometimes constitutional change) to curb. Nor can the Central Bank ease monetary policy: that would once again undermine its credibility and risk de-anchoring inflation expectations. If that were not enough, a depreciating real, which is oscillating around an all-time low, is adding to price pressures; it also makes Brazil’s $230 billion dollar-denominated debt dearer by the day. Ms Rousseff cannot bring Brazil’s animal spirits back to life with more spending and lower interest rates. She was hoping a return to economic orthodoxy would do the trick. Unfortunately, she lacks the political capital—and possibly conviction—to embrace it more fully in the teeth of congressional opposition to austerity. As a result, Brazil’s economy may take a while to heal.

72 virgens para cada jihadista no céu

Posted in MUNDO, NEWS, RELIGIÃO by dibarbosa on 28 de outubro de 2014

   última atualização em 14/11/2015 virgens no céu 

É esse o número de donzelas que homens fiéis ao Islã receberão. Já as mulheres serão ofertadas com um especial e único homem com o qual se sentirão saciadas.  Tanta devoção tem o sexo como principal objetivo espiritual.

estadoislâmicoUm paraíso muito especial está reservado para o pós-morte de quem deu sua vida por Alá nas lutas do jihad na guerra santa. Esta promessa explica, em parte, o êxito do recrutamento de radicais por parte do Estado Islâmico nos círculos mais fundamentalistas do mundo muçulmano, bem como o caráter de sua ofensiva militar no Iraque. Os combatentes do EI não temem a morte porque muitos estão convencidos do Éden que os aguarda sob a insignia negra do autoproclamado califado.

islamic-heavenDesde o século X até os nossos dias, a doutrina tradicional de grande parte dos eruditos muçulmanos tem como ponto de partida o fato de que Deus abençoará de um modo muito especial os mártires do jihad com sete sinais ou recompensas. Uma destas recompensas será a concessão, aos varões, de 72 donzelas virgens. As mulheres, em troca, receberão, no paraíso, um só homem, com o qual estarão completamente satisfeitas.

livrosEm diversas coleções de hadith – citações do profeta Maomé por seus discípulos – a figura das virgens, denominadas houris, entregues como recompensa aos justos tem um perfil sensual e até mesmo erótico. Seus autores fundamentam suas promessas em textos do Alcorão. Uma citação muito conhecida descreve o caráter voluptuoso das houris: “Certamente, para os justos, haverá um cumprimento dos desejos do coração com jardins circundados por vinhas e mulheres voluptuosas da mesma idade“. Alcorão, 78: 31-33). Outra surata do Alcorão enfatiza sua condição de virgem (Alcorão 55: 72-74). Enfim, mais uma surata destaca seus grandes e amorosos olhos da face (Alcorão 44: 54). Diferentemente da interpretação posterior dada pelo hadith, o Alcorão não especifica o número de donzelas que cada varão fiel receberá no céu nem limita essa recompensa aos combatentes do jihad, porém não deixa dúvidas quanto à entrega de muitas esposas virgens.

exegetaAlguns exegetas ocidentais, que temem que esta característica do islamismo dificulte o diálogo entre as civilizações, optam por uma versão metafórica da presença das virgens junto aos varões que chegam ao paraíso. Ademais, eles assinalam que em toda a iconografia cristã também são representadas asas e harpas no céu junto a santos. Porém, as escrituras sagradas são claras. Nelas não cabe nenhuma ambiguidade sobre o caráter exclusivamente espiritual da vida após a morte, e la felicidad en el más allá, “…pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento, mas serão como anjos no céu…“(Mateus 22:30).

Protegido: Deputados Estaduais Eleitos RJ

Posted in NEWS by dibarbosa on 8 de outubro de 2014

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Silvio Santos tira a roupa da pianista Suzy em seu programa de domingo

Posted in BRASIL, NEWS, OPINIÃO, TV by dibarbosa on 16 de junho de 2014

silvio santos tira roupa de pianistaA catarinense instrumentista Suzy, que ficou famosa por tocar seu piano apenas vestindo lingeries sensuais e às vezes nua, foi convidada por Silvio Santos a participar do quadro “Vale Tudo”.

Quem nunca ouviu dizer que Sílvio Santos é como um alquimista? Só que ao contrário daqueles antigos cientistas que buscavam transformar, quimicamente, fezes em ouro, dizem por aí que o animador televisivo consegue transformar o domingo dourado de qualquer pessoa numa grande m…

Mas desta vez ele resolveu inovar em seu quadro “Vale Tudo” convidando a pianista Suzy que aceitou o convite de Sílvio e entrou no palco disposta a, no máximo, apresentar-se com roupas íntimas comportadas diferentes das sensuais vistas nos vários vídeos encontrados na internet para sua auto promoção. Ela conta que se surpreendeu com o pedido do apresentador para que tocasse sem o sutiã que ele mesmo fez questão de tirar, o que chamou a atenção de todos os seus telespectadores habituais. Parece que o velho camelô também conseguiu elevar a audiência do SBT naquele instante, ao se constatar a grande repercussão aqui mesmo na internet.

fonte: Youtube

8cc06aa947846dfc7071449392971fb5Copyright © 2014 UrbsMagna

CONFIRA O VÍDEO:

Snowden, em asilo na Rússia, diz que obama era maconheiro

Posted in NEWS by dibarbosa on 22 de março de 2014

Urbs Magna

Snowden, aquele americano que revelou segredos da NSA e que está em asilo político temporário em Moscou, concedido pelo governo da Russia, disse, em postagem no microblog Twitter que o presidente dos Estados Unidos Barack Obma era maconheiro no passado.
A postagem foi feita  neste domingo à tarde durante conversa com outro twitteiro em reação às afirmações do Estado Americano com referência à sua conduta quando cidadão dos Estados Unidos.  “Obama é um ex-maconheiro que quer colocar traficantes de maconha na cadeia” disse o  expatriado.

Cartaz de apoio a Snowden em comício em Berlim, Alemanha Cartaz de apoio a Snowden em comício em Berlim, Alemanha em junho passado, após as revelações na imprensa internacional;

Edward Snowden, segundo o site Wikipédia que a pedido dos EUA publicou  suas informações, é um fugitivo do governo estadunidense e um administrador de sistemas americano e ex-analista da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos da América, que, através dos jornais The Guardian e The Washington Post, revelou…

Ver o post original 79 mais palavras

Monopólio dos EUA na Internet pode ser vetado, após espionagem abusiva

Posted in NEWS by dibarbosa on 26 de outubro de 2013

250px-Monopoly_pack_logoO escândalo em torno das atividades da NSA está crescendo aos trancos e barrancos. Revelações recentes sugerem que as autoridades americanas forneceram os números telefônicos de seus colegas estrangeiros à agência espiã. Muitos países já protestaram, mas por que a Rússia está em silêncio? 

Segundo a última promulgação de um documento interno da NSA datado de 27 de outubro de 2006 em uma publicação no jornal inglês The Guardian, a agência convocou altos funcionários da Casa Branca e do Pentágono para compartilhar os registros de seus notebooks com eles. Só uma destas pessoas deu à NSA mais de 200 números de telefone, 35 dos quais eram de líderes mundiais. Logo os EUA que recentemente acusaram a China de violar a privacidade na internet, agora dizem que tudo é feito em nome da luta contra o terrorismo.

Enquanto isso, a Rússia está revendo seus métodos de coleta de informações de modo a atingir um equilíbrio entre as preocupações com a segurança de seus  cidadãos e aliados e a preocupação geral com relação à proteção da privacidade. Eles bem sabem que os Estados Unidos sempre se distinguiram pelo fato de serem guiados por interesses excepcionalmente patrióticos, o que os fazem violar, de vez em quando, as normas internas. Imagine como fica então o direito internacional, para não mencionar a ética.

Devido a recursos técnicos de hoje, os serviços de inteligência dos EUA podem abrir qualquer conta bancária, correspondência privada, escutar e facilmente espionar redes sociais. Eles recebem benefícios políticos e econômicos consideráveis, não só do Estado mas também de clientes particulares que fazem encomendas comerciais de espionagem industrial. O orçamento da NSA é de cerca de 75 bilhões dólares por ano. O órgão ainda emprega cerca de 110.000 pessoas e tem a co-operação de uma gama de subcontratados.

Que conclusões podem ser tiradas a partir das revelações do ex-funcionário da NSA Edward Snowden?
Os abusos por parte dos Estados Unidos questionaram a natureza civilizada da sociedade americana. Eles falam demais e são muito abusados com relação ao resto do mundo. Os EUA minaram a confiança de seus parceiros. A UE anunciou que poderia congelar o acordo com os Estados Unidos para o financiamanto do rastreamento do terrorismo. Os deputados estavam exigindo a suspensão do acordo com a América sobre a troca de dados dos passageiros para congelar as negociações sobre um acordo de livre comércio bilateral.
  1. Mesmo assim as relações aliadas não se quebraram com este escândalo. Apenas ocorrerá a formação de novas regras de direito internacional no campo da dinâmica de ciência da computação. Americanos ainda se opõem ao desenvolvimento de documentos que possam levá-los ao fim de sua hegemonia na Internet. Mas agora dever-se-á atribuir concessões.

Muitos estados tomarão medidas técnicas para combater a espionagem. Já se fala bastante nisso no Brasil, país que tem 80% da pesquisa online e tráfego word wide web sob o controle dos americanos. Eles colocarão seu próprio cabo de fibra óptica direto para a Europa através do oceano, e a comunicação através dos seus próprios satélites. Eles também estão construindo os seus próprios sistemas de software, endereço de e-mail  e provavelmente gostariam de se recusar a usar as redes sociais americanas, que são vistas em conjunto com a NSA (Facebook, Google).

Sim, o suporte técnico da rede ainda está nas mãos dos americanos. Essa hegemonia dos EUA na Internet só é possível graças ao acordo realizado na União Internacional de Telecomunicações (UIT), que forneceu tal autoridade com sede na Califórnia. Foi realizado um contrato dando esse direito de controlar os serviços de internet ao governo dos EUA.

Mas isso pode mudar, caso haja uma privação deste monopólio dos EUA sobre governança da Internet se houver o apoio de mais da metade dos membros da UIT (192 países). Por enquanto os norte-americanos resistiram com sucesso a essas tentativas. Mas agora o mundo percebeu que eles foram além da conta.

Martin Luther King foi assassinado pela CIA, revela Snowden

Posted in MUNDO, NEWS, SNOWDEN by dibarbosa on 28 de agosto de 2013

Snowden disse, através do microblog twitter, que tem provas de que o líder negro Martin Luther King foi assassinado pela CIA

Snowden disse também a jornalistas que tinha prova de que Martin Luther King foi assassinado em uma conspiração secreta da CIA.

MOSCOU – Edward Snowden, o delator da NSA que revelou ao mundo os documentos secretos da CIA compartilhando-os na Internet, disse a repórteres que indiscutivelmente tem provas de que Martin Luther King foi assassinado pela CIA. Snowden escolheu o dia de comemoração do 50º aniversário da morte de Martin Luther King para liberar documentos com provas impressionantes por sua importância simbólica para os americanos. Este feriado é um momento para recordar o famoso discurso “Eu tenho um sonho” que se transformou em um pesadelo em muitas áreas urbanas onde as escolas ainda são segregadas e a única forma de mobilidade social da esquerda é o tráfico de drogas. Snowden disse acreditar que um grupo rebelde dentro da CIA agiu impunemente contra os negros. O mesmo grupo que assassinou John Hennedy e que também contratou cientistas que inventaram o crack. Então, eles enviaram agentes para os centros urbanos negros para ensinar os traficantes tudo sobre o crack, garantindo que o desequilíbrio socioeconômico continuasse a favorecer os brancos. Não é uma coincidência que, na guerra contra as drogas tenha sido preso milhões de negros? Com base nisso esta conspiração dentro da CIA tinha mais fidelidade à Ku Klux Klan do que com o governo dos EUA e parece que ainda está operando até hoje. É hora de deixar o povo de Martin Luther King ir. Eles já estão sofrendo há tempo suficiente. “

Azeite de Oliva – Fonte de Saúde

Posted in NEWS by dibarbosa on 31 de maio de 2013

Azeite produzido à partir das olivas ou azeitonas

Na Bacia do Mediterrâneo, o azeite, junto com frutas, legumes e peixes, é um componente importante da dieta e é considerado um fator importante na preservação de uma população saudável e relativamente livre de doenças.

Dados epidemiológicos mostram que a dieta mediterrânea tem importantes efeitos protetores contra o câncer e doenças coronárias. Cientistas apresentaram evidências de que o perfil original da fração fenólica encontrado em azeites de oliva, num consumo elevado, confere propriedades muito favorecedoras à saúde. Os principais compostos fenólicos identificados e quantificados, por estes cientistas, em azeites pertencem a três classes diferentes: 1)fenóis simples, 2)seco-iridoids, 3)lignanas. Todas as três classes têm propriedades antioxidantes potentes.

A cultura grega trouxe também o azeite de oliva para o mundo ocidental atual.

A conclusão da pesquisa: O alto consumo de Azeite extra-virgem, que são particularmente ricos nestes antioxidantes fenólicos (bem como escaleno e acido oleico), deve garantir uma proteção considerável contra o câncer (colon, mama, pele) e doença cardíaca coronária.

Leia também:
Tamegão – Onde achar o mais saboroso azeite de oliva do planeta.

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Funk carioca “Passinho do Volante” tornou-se um meme por ser inofensivo

Posted in NEWS by dibarbosa on 20 de maio de 2013

  A “música” intitulada “Passinho do Volante”, famosa pelo refrão onomatopaicamente cantado “ah lelek lek lek” de MC Federado e os Leleques, composta em fins do ano  de 2012, tornou-se um meme nacional. Sua postagem na internet, em forma de vídeo clipe, já teve mais de 35 milhões de visualizações até a conclusão desta matéria.

          Até a consagrada montadora de veículos Mercedes-Benz utilizou o funk carioca em uma propaganda numa tentativa de popularizar seu Classe A entre as camadas mais jovens da sociedade brasileira transformado-o num hatch invocado, mesmo tendo um preço médio elevado, algo em torno de R$100.000,00.

          Por conta de tanto sucesso as empresas Furacão 2000 Produções Artísticas e a Lek Produções brigaram judicialmente no mês passado pelos direitos de reprodução do funk alegando serem as responsáveis pela formação do grupo que estourou na internet em fevereiro e até teve a coreografia imitada por Neymar em campo. Na verdade a segunda lançou os rapazes na mídia mas a primeira, prevendo um assombrosso sucesso, contratou-os e venceu na justiça mais tarde.

Por quê Passinho do Volante se  tornou meme?

          Num outro dia recebi um relato de um morador da Cidade de Curitiba indignado com um cara que dirigia pelo centro da cidade tendo uma menina de uns 4 anos de idade sentada no banco da frente do carro. E para piorar o mal-estar de assistir àquela infração de trânsito o sujeito ouvia um funk  “venenoso” em som altíssimo que falava muito palavrão, especialmente sobre as partes íntimas femininas subjugando em demasia as mulheres de um modo geral. Uma verdadeira exaltação pública ao profano, louco e sem significado mundo da desclassificada tendência musical carioca que parace ser imortal, o que deixava os transeuntes com ânsia de vômito e indignação. Sim, Curitiba é uma grande colônia.
          Todos sabem da má fama dos bailes funk do Rio de Janeiro e conhecem as letras horrendas que fazem exaltação ao tráfico de drogas, armas e sexo. Mas parece que apenas poucos sabem que esse tipo de cultura afeta gravemente o desenvolvimento da inteligência e do caráter humano. Não é difícil imaginar, por exemplo, qual será o provável futuro daquela menina sentada no carro ao lado de seu pai inconsequente.
          Mas “O Passinho do Volante” não tem nada disso. Parece que inspira tão somente uma saudável alegria de uma juventude que está sendo libertada aos poucos da violência urbana de suas comunidades. A letra é ingênua demais, e se não fosse pelo alívio de não ter que ouvir outro funk imoral poderia ser considerada como mais um atentado à música nacional devido à péssima qualidade da composição, o que é tremendamente verdadeiro. Perdoemos, no entanto, MC Federado e os Leleques, desta vez, por trazer de volta a tranquilidade refrescante de uma insinuação ritmada desprovida da maldade do tempo dos assombrosos bandidos que um dia dominaram toda a cidade de uma forma imperiosa e impiedosa. Que o refrão “Ah, lelek, lek, lek…” se faça mais e mais reproduzível até cansar o corpo dos adolescentes, a mente dos homens idôneos e a Música Popular Brasileira. Até que um dia a sociedade possa, talvez, estar curada para sempre (o que pode ser uma utopia) da trágica consequencia cultural decorrente da ausência de uma boa política (principalmente habitacional) nos estados que receberam grande leva de emigrantes nordestinos em meados dos anos 50. Mas isso é outra história.
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CUBA 2013. A mudança.

Posted in NEWS by dibarbosa on 17 de março de 2013

Domingo, 17 de março de 2013. O jornalista Jomar Morais conta o que viu lá neste momento de transição.  

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Em Havana você se sente em Salvador
Em Havana você se sente em Salvador

DE HAVANA

A escolha do Brasil para início do périplo turístico-político da blogueira cubana Yoani Sánchez foi significativa. Neste momento não há país mais influente em Cuba do que o Brasil. Nem mesmo a Venezuela, que praticamente garante a sobrevivência econômica da ilha com o fornecimento de petróleo a preço camarada. Qualquer brasileiro que viaje a Cuba pode constatar isso, e comigo não foi diferente.
O Brasil soa como unanimidade entre castristas e anticastristas e como um ideal de vida para muitos cubanos, a despeito de seu nacionalismo apaixonado. Na verdade, os cubanos têm biotipo e perfil psicológico parecidos aos dos brasileiros e possuímos heranças africanas comuns, o que por vezes nos leva a achar que, estando em Cuba, estamos na Bahia. Nem mesmo no período em que uma Cuba marxista se declarava um estado ateu, Iemanjá deixou de comparecer todas as noites nas macumbas da santería, o candomblé cubano.
Laços culturais e até as novelas da Globo, que fazem sucesso na TV cubana, mantêm a proximidade entre nossos povos, mas não dá para esconder: é na política que ela se amplia e se fortifica desde a ascensão do PT ao Planalto.
Tive a sorte de chegar a Havana num momento de eventos que realçaram ainda mais esse aspecto da presença brasileira em no país, como é o caso da 3ª Conferência Internacional para o Equilíbrio do Mundo, promovida pela Unesco, e das comemorações do 160º aniversário do herói da independência cubana José Martí. Estrela maior da conferência da Unesco, com um discurso crítico aos Estados Unidos, o ex-presidente Lula foi recebido com honras de chefe de estado e conduzido a visitar as obras do porto e complexo industrial de Mariel, a maior obra de infraestrutura já realizada em Cuba, com financiamento do governo brasileiro, e hoje a grande esperança da economia cubana.
No mesmo evento, Frei Beto foi agraciado com um diploma de benfeitor da humanidade e, nas comemorações de Martí, o escritor Fernando Morais brilhou com o lançamento da edição em espanhol de seu livro “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, sobre cinco cubanos detidos há 15 anos em Miami.
Médicos cubanos: tradição de excelência
Médicos cubanos: tradição de excelência
Apesar da presença em Havana de muitos políticos e intelectuais do continente, foram Lula, Beto e Morais que ganharam destaque na TV e no “Granma” e “Juventud Rebelde”, os principais jornais cubanos, editados pelo Partido Comunista, hoje reduzidos a tablóides de 8 páginas. Os três brasileiros são nomes populares em Cuba, onde todos sabem que foi Frei Beto, amigo pessoal de Fidel Castro, quem o convenceu a desistir do ateísmo oficial e a promover a abertura religiosa na ilha.
Se a morte de Hugo Chávez mudar os rumos políticos na Venezuela, Cuba terá ainda mais razões para apostar no Brasil.
Cuba vive uma transição que, certamente, desembocará em mais abertura política e flexibilização das regras econômicas, como, aliás, já vem acontecendo sob o comando de Raúl Castro. O culto à personalidade do líder, uma marca da era Fidel Castro, cede à idéia de colegiado. Desaparecem os outdoors de exaltação socialista e, aos poucos, surgem incentivos ao empreendedorismo, como a abertura de pequenos restaurantes privados (os paladares).
Os novos dias ficaram particularmente claros para mim num momento em que cheguei à praça da catedral de Havana.  Uma equipe de TV inglesa filmava a exibição de um grupo folclórico. Quando o batuque cessou, do meio da multidão, alguém gritou: “Levem-me para Miami. Agora eu tenho passaporte!” Não são poucos os cubanos que querem sair do país e experimentar uma vida com menos controle do estado. Mas é um equívoco achar que a maioria deseja uma virada radical.
Quando se rompem a desconfiança e o medo que cercam as relações entre cubanos e, principalmente, entre estes e estrangeiros se o tema é política, percebe-se que eles aprovam as conquistas sociais básicas do socialismo, que suprimiram a fome, o racismo e a discriminação social e universalizaram a saúde e a educação, mas acham que a vida pede mais que isso.
Há um descontentamento cada vez mais explícito com a burocracia e a incompetência que cerceiam vôos de criatividade, limita horizontes, gera privilégios e perpetua a dependência da ilha, um ponto que fere o exacerbado nacionalismo dos cubanos.
Embora todos reconheçam o efeito devastador do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos – o qual afasta da ilha os transportadores, tornando fretes, preços e mesmo o comércio impraticáveis para os cubanos -, é ao estado que responsabilizam pelo desabastecimento crônico e pelo imenso descaso com o consumidor. Fora da cesta básica assegurada pelo estado, a vida é cara, muito cara para os cubanos, e não há a quem se queixar.
Após 55 anos de socialismo, Cuba enfrenta, além de uma crise econômica, uma crise de valores morais. Devido aos baixos salários, até profissionais especializados em áreas técnicas estão migrando para o setor turístico, onde se sujeitam a trabalhar como faxineiros e ascensoristas na esperança de faturar mais com as gorjetas dos gringos. Outros se tornaram “jineteros”, os atravessadores que assediam turistas e que, não raro, se envolvem em trapaças e até crimes. A prostituição, que marcou o período da influência americana até 1959, voltou a mostrar a cara nas ruas de Havana, ao lado da mendicância, e cresceu o número de roubos e até assaltos.
Havana é pobre e não adianta buscar aqui facilidades high-techs a que estamos acostumados. A internet é básica, cara e, na maioria das vezes, não funciona. Nem os hoteis de luxo de cadeias internacionais superam limitações como essa. Mas Havana consegue driblá-las com o charme de seu patrimônio histórico-arquitetônico, a mística do duelo de Cuba com o gigante americano e, sobretudo, com a simpatia de seu povo.
À primeira vista, Cuba parece parada no tempo. Havana, com 2 milhões de habitantes, choca pela deterioração de grande parte da cidade. Mesmo áreas rurais de rara beleza e boa qualidade de vida, como Pinar del Rio e Vinhales, nos dão a impressão de viagem ao passado.
Havava  parece parada no tempo
Havava parece parada no tempo
Prender-se a isso, porém, seria avaliar Cuba apenas por critérios mercadológicos (e ideológicos), sem levar em conta sua saga histórica e sua opção por um modelo social que lhe parece mais justo e igualitário – um enorme desafio, tumultuado pelo jogo político interno e externo e, principalmente, pelo lado escuro da condição humana, hábil em sabotar toda utopia.
A importância estratégica de Havana no período colonial concedeu-lhe o privilégio da atenção e de investimentos espanhóis que a tornaram a cidade mais relevante do Novo Mundo. Nada disso, no entanto, beneficiou a massa de pobres e escravos de Cuba, cuja má sorte continuaria após a independência e a abolição da escravatura, nas décadas em que o país viveu sob orientação direta dos Estados Unidos.
Nesse tempo, Washington não só indicava candidatos a presidente, como pagava os salários dos primeiros mandatários de Cuba. Empresas americanas ditavam a economia e a máfia instalou uma sucursal em Havana, cujo marco era o luxuoso Hotel Rivera. Jogo e prostituição disseminaram-se, num ambiente de insensibilidade social e racismo contra a maioria crioula.
Acrescente-se a tudo isso a dura repressão policial do último presidente avalizado por Washington – Fulgêncio Batista – e se entenderá por que, há 55 anos, um punhado de jovens guerrilheiros conseguiu derrubar o governo e como Fidel Castro, atuando sobre o sentimento antiamericano e as marcas da discriminação social, pôde dar a guinada socialista, jogando dados no cenário da “guerra fria”.
Garantir habitação, ainda que precária, alimentação básica, educação e assistência médica ainda hoje é a visão do paraíso para quem não tem acesso a direitos essenciais. Por essa segurança mínima e fundamental, os homens podem até abrir mão (por algum tempo) de liberdades individuais, não raro tisnadas de vil egoísmo.
Mas está claro que hoje os cubanos querem mais do que o que lhes é dado.
Jomar Morais é um jornalista completo: escreve bem e edita bem. Jomar nasceu em Natal, foi fazer carreira em São Paulo e, depois, retornou a Natal. Começou no jornalismo político, mas hoje está mais interessado nos assuntos ligados à espiritualidade.micro1.png
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Nossos indígenas são 896,9 mil em 305 etnias falando 274 idiomas

Posted in NEWS by dibarbosa on 17 de janeiro de 2013

No Censo 2010, o IBGE aprimorou a investigação sobre a população indígena no país, investigando o pertencimento étnico e introduzindo critérios de identificação internacionalmente reconhecidos, como a língua falada no domicílio e a localização geográfica. Foram coletadas informações tanto da população residente nas terras indígenas (fossem indígenas declarados ou não) quanto indígenas declarados fora delas. Ao todo, foram registrados 896,9 mil indígenas, 36,2% em área urbana e 63,8% na área rural. O total inclui os 817,9 mil indígenas declarados no quesito cor ou raça do Censo 2010 (e que servem de base de comparações com os Censos de 1991 e 2000) e também as 78,9 mil pessoas que residiam em terras indígenas e se declararam de outra cor ou raça (principalmente pardos, 67,5%), mas se consideravam “indígenas” de acordo com aspectos como tradições, costumes, cultura e antepassados.

Também foram identificadas 505 terras indígenas, cujo processo de identificação teve a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no aperfeiçoamento da cartografia.

Essas terras representam 12,5% do território brasileiro (106,7 milhões de hectares), onde residiam 517,4 mil indígenas (57,7% do total). Apenas seis terras tinham mais de 10 mil indígenas, 107 tinham entre mais de mil e 10 mil, 291 tinham entre mais de cem e mil e em 83 residiam até cem indígenas. A terra com maior população indígena é Yanomami, no Amazonas e em Roraima, com 25,7 mil indígenas.

Foi observado equilíbrio entre os sexos para o total de indígenas (100,5 homens para cada 100 mulheres), com mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas rurais. Porém, percebe-se um declínio no predomínio masculino nas áreas rurais entre 1991 e 2010, especialmente no Sudeste (de 117,5 para 106,9) Norte (de 113,2 para 108,1) e Centro-Oeste (de 107,4 para 103,4).

A pirâmide etária indígena tem a base larga e vai se reduzindo com a idade, em um padrão que reflete suas altas taxas de fecundidade e mortalidade, bastante influenciadas pela população rural. Em 2010, havia 71,8 indígenas menores de 15 anos ou de 65 anos ou mais de idade para cada 100 ativos. Já para os não indígenas, essa relação correspondia a 45,8 inativos para cada 100 em idade provável de atividade.

Na área rural, a proporção de indígenas na faixa etária de 0 a 14 anos (45,0%) era o dobro da área urbana (22,1%), com o inverso acontecendo na faixa de 65 anos ou mais (4,3% na rural e 7,0% na urbana). A pirâmide etária dos indígenas residentes fora das terras indígenas indica baixa fecundidade e mortalidade. Já para os indígenas residentes nas terras, a pirâmide etária ainda é resultante de uma alta natalidade e mortalidade. Metade da população indígena tinha até 22,1 anos de idade. Nas terras indígenas, o índice foi de 17,4 anos e, fora delas, 29,2 anos.

O Censo 2010 investigou pela primeira vez o número de etnias indígenas (comunidades definidas por afinidades linguísticas, culturais e sociais), encontrando 305 etnias, das quais a maior é a Tikúna, com 6,8% da população indígena. Também foram identificadas 274 línguas indígenas. Dos indígenas com 5 anos ou mais de idade 37,4% falavam uma língua indígena e 76,9% falavam português.

Mesmo com uma taxa de alfabetização mais alta que em 2000, a população indígena ainda tem nível educacional mais baixo que o da população não indígena, especialmente na área rural. Nas terras indígenas, nos grupos etários acima dos 50 anos, a taxa de analfabetismo é superior à de alfabetização.

Entre os indígenas, 6,2% não tinham nenhum tipo de registro de nascimento, mas 67,8% eram registrados em cartório. Entre as crianças indígenas nas áreas urbanas, as taxas são próximas às da população em geral, ambas acima dos 90%.

A análise de rendimentos comprovou a necessidade de se ter um olhar diferenciado sobre os indígenas: 52,9% deles não tinham qualquer tipo de rendimento, proporção ainda maior nas áreas rurais (65,7%); porém, vários fatores dificultam a obtenção de informações sobre o rendimento dos trabalhadores indígenas: muitos trabalhos são feitos coletivamente, lazer e trabalho não são facilmente separáveis e a relação com a terra tem enorme significado, sem a noção de propriedade privada.

Em 2010, 83,0% das pessoas indígenas de 10 anos ou mais de idade recebiam até um salário mínimo ou não tinham rendimentos, sendo o maior percentual encontrado na região Norte (92,6%), onde 25,7% ganhavam até um salário mínimo e 66,9% eram sem rendimento. Em todo o país, 1,5% da população indígena com 10 anos ou mais de idade ganhava mais de cinco salários mínimos, percentual que caía para 0,2% nas terras indígenas.

Somente 12,6% dos domicílios eram do tipo “oca ou maloca”, enquanto que, no restante, predominava o tipo “casa”. Mesmo nas terras indígenas, ocas e malocas não eram muito comuns: em apenas 2,9% das terras, todos os domicílios eram desse tipo e, em 58,7% das terras, elas não foram observadas.

Essas e outras informações podem ser vistas na publicação “Censo 2010: Características Gerais dos Indígenas – Resultados do Universo”, que pode ser acessada no link:
http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/caracteristicas_gerais_indigenas/default_caracteristicas_gerais_indigenas.shtm

Terras indígenas em 2010 correspondiam a 12,5% do território nacional

No âmbito do Censo 2010, as 505 terras indígenas reconhecidas compreendiam 12,5% do território brasileiro (106.739.926 hectares), com significativa concentração na Amazônia Legal. Foram consideradas “terras indígenas” as que estavam em uma de quatro situações:declaradas (com Portaria Declaratória e aguardando demarcação), homologadas (já demarcadas com limites homologados),regularizadas (que, após a homologação, foram registradas em cartório) e as reservas indígenas (terras doadas por terceiros, adquiridas ou desapropriadas pela União). No momento do Censo, o processo de demarcação encontrava-se ainda em curso para 182 terras.

Em 2010, o Brasil tinha seis terras indígenas com mais de 10 mil indígenas, 107 entre mais de mil e 10 mil, 291 entre mais de cem e mil e 83 com até cem indígenas. A terra com maior população indígena é Yanomami, localizada no Amazonas e em Roraima, com 25,7 mil indígenas, 5% do total.

Cartograma – Número de terras indígenas e superfície, segundo a situação fundiária

78,9 mil pessoas se declararam de outra cor ou raça, mas se consideravam indígenas

A população indígena residente no Brasil contabilizada pelo quesito cor ou raça foi de 817,9 mil pessoas. Esse é o número usado pelo IBGE para comparações com os Censos 1991 e 2000. Além delas, foram também agregadas ao grupo as pessoas que residiam em terras indígenas e se declararam de outra cor ou raça, mas se consideravam indígenas de acordo com tradições, costumes, cultura e antepassados, entre outros aspectos. Esse contingente somou 78,9 mil pessoas (um acréscimo de 9,7% sobre o total de indígenas do quesito cor ou raça), resultando em um total de 896,9 mil indígenas em todo o país, dos quais 36,2% residiam em área urbana e 63,8% na área rural. Entre as regiões, o maior contingente ficava na região Norte, 342,8 mil indígenas e o menor no Sul, 78,8 mil. Um total de 517,4 mil (57,7% do total nacional) residiam em terras indígenas, dos quais 251,9 mil (48,7%) estavam na região Norte. Considerando a população indígena residente fora das terras, a maior concentração foi encontrada no Nordeste, 126,6 mil.

Pardos eram 67,5% das pessoas de outra cor ou raça que se consideravam indígenas

Nas 488 terras indígenas onde foi captada informação sobre a população residente, as pessoas que se declararam como indígena no quesito cor ou raça, 438,4 mil, correspondiam a 77,2%. As que não se declararam, mas se consideravam indígenas, eram 78,9 mil (13,9%). Também havia 8,8% de pessoas residentes nas terras que não se declararam e não consideravam indígenas e sem declaração. Entre as regiões, o Nordeste apresentou a maior proporção de pessoas que não se declararam, mas se consideravam indígenas, 22,7%. No Ceará, esse percentual chegou a 45,5%.

A maior proporção da população residente em terras indígenas que se declarou de outra cor ou raça, mas se considerava indígena, foi de pardos (67,5%). A proporção se repetiu em quase todas as regiões e chegou a 74,6% no Norte. Só no Centro-Oeste os pardos ficaram em segundo lugar, com 33,0%, enquanto os brancos concentravam 60,4%.

População indígena na área rural tem predomínio masculino, mas observa-se declínio

Em 2010, a razão de sexo (número de homens para cada 100 mulheres) da população indígena se manteve estável em relação a 2000 (100,5 e 99,0, respectivamente), indicando equilíbrio entre os sexos. Na análise por situação de domicílio, a razão de sexo segue o padrão da população não indígena: mais mulheres nas áreas urbanas e mais homens nas áreas rurais. A área urbana da região Norte foi a única que apresentou tendência de crescimento masculino (de 89,4 homens para cada 100 mulheres em 1991 para 95,9 em 2010). Já na área rural percebe-se um declínio no predomínio masculino, especialmente no Sudeste (de 117,5 para 106,9) Norte (de 113,2 para 108,1) e Centro-Oeste (de 107,4 para 103,4). Na comparação das terras indígenas com outras áreas, observou-se predomínio masculino em 341 terras (70% do total). A TI Paraná do Paricá (AM) apresentou a menor razão de sexo: apenas 52,9 homens para cada 100 mulheres.

Indígenas nas áreas rurais e em terras indígenas são predominantemente jovens

A pirâmide etária indígena tem a base larga e vai se reduzindo com a idade. Esse padrão reflete suas altas taxas de fecundidade e mortalidade, influenciadas pela população rural. Entre 2000 e 2010, a proporção de indígenas entre 0 a 14 anos de idade passou de 32,6% para 36,2%, enquanto o grupo etário de 15 a 64 anos de idade foi de 61,6% para 58,2%.

A razão de dependência (quociente entre as populações inativas, de 0 a 14 anos e com 65 ou mais anos de idade, e a população em idade ativa, entre 15 e 64 anos) mostrou que, em 2010, havia 71,8 inativos para cada 100 ativos. Para os não indígenas, essa relação era de 45,8 inativos para cada 100 ativos. O índice de envelhecimento populacional indígena (quantidade de pessoas de 65 anos ou mais para cada 100 de 0 a 14 anos) de 15,5 idosos para cada 100 jovens, corresponde à metade do da população não indígena (30,8).

Na área rural, a proporção de indígenas na faixa etária de 0 a 14 anos (45,0%) era o dobro da área urbana (22,1%), com o inverso acontecendo na faixa de 65 anos ou mais (4,3% na rural e 7,7% na urbana). Entre as regiões, a tendência e as proporções foram as mesmas para as crianças e adolescentes na área rural. Já na área urbana, no Sudeste, o contingente de 0 a 14 anos foi de 14,6%, menos da metade da região Norte (33,2%).

Os indígenas residentes fora das terras indígenas acompanhavam o padrão da estrutura por sexo e idade da população não indígena, com baixa fecundidade e mortalidade, e, também, uma razão de dependência baixa e com idade mediana alta. Em 93,6% das terras, a população até 24 anos ultrapassava os 50%. Em seis terras, não foram encontrados indígenas com mais de 50 anos de idade: Itatinga (RJ), Maraã Urubaxi (AM), Sepoti (AM), Batovi (MT), Baía do Guató (MT) e Mundo Verde/Cachoeirinha (MG). A maior proporção de indígenas de 50 anos ou mais (42,9%) foi encontrada na TI Mapari (AM). Metade da população indígena total tinha até 22,1 anos. Nas terras indígenas, esse índice foi de 17,4 anos e, fora delas, 29,2 anos. Na comparação entre homens e mulheres, a população total e a que residia fora das terras indígenas repetiram o padrão dos não indígenas, com a idade mediana das mulheres ligeiramente mais alta do que a dos homens (21,8 anos para eles e 22,3 para elas no geral, 28,3 anos para eles e 30,2 para elas fora das terras); nas terras, foram 17,7 anos para eles e 17,0 para elas.

Analfabetismo chega a 33,4% para os indígenas de 15 anos ou mais em áreas rurais

Entre 2000 e 2010, a taxa de alfabetização dos indígenas com 15 anos ou mais de idade (em português e/ou no idioma indígena) passou de 73,9% para 76,7%, aumento semelhante ao dos não indígenas (de 87,1% para 90,4%). Porém, entre os indígenas, em 2010, a taxa de alfabetização masculina (78,4%) era superior à feminina (75,0%). Na área rural, a taxa de analfabetismo chegou a 33,4%, sendo 30,4% para os homens e 36,5% para as mulheres. Já nas terras indígenas, 67,7% dos indígenas de 15 anos ou mais de idade eram alfabetizados. Para os indígenas residentes fora das terras, a taxa de alfabetização foi 85,5%. Tanto dentro das terras quanto fora delas os homens tinham taxas de alfabetização superiores às das mulheres. Nas terras, as gerações mais jovens eram mais alfabetizadas que a população acima dos 50 anos, cujas taxas de analfabetismo (52,3% para o grupo entre 50 e 59 anos e 72,2% para 60 ou mais anos) eram maiores que as de alfabetização (47,7% e 27,8%, respectivamente).

Na área rural, 38,4% das crianças indígenas não tinham certidão de nascimento

A proporção de indígenas com registro de nascimento (67,8%) era menor que a de não indígenas (98,4%), 27,8% dos indígenas tinham Registro Administrativo de Nascimento e Óbito de Índios (RANI), feito pela FUNAI, e 7,4% deles não tinham qualquer tipo de registro. As crianças indígenas residentes nas áreas urbanas tinham proporções de registro em cartório (90,6%) mais próximas às dos não indígenas (98,5%). Mas, o número de crianças residentes na área rural é 3,5 vezes maior do que na área urbana e a proporção de registrados é significativamente menor (61,6%). Na área rural, 7,6% das crianças indígenas de até 10 anos não tinha qualquer tipo de registro. Nas terras indígenas, 63,0% dos indígenas com até 10 anos eram registrados em cartório e, fora delas, eram 87,5%. O percentual de crianças com o RANI dentro das terras (27,8%) era três vezes superior ao das crianças residentes fora (8,7%). Já o percentual de crianças não indígenas residentes nas terras, registradas em cartório, chegou a 96,2%. Os indígenas que não tinham nenhum tipo de registro nas terras indígenas correspondiam a 7,4% e os não indígenas, 2,4%.

Censo 2010 contou 305 etnias indígenas

O Censo 2010 investigou, pela primeira vez, o pertencimento étnico, sendo “etnia” a comunidade definida por afinidades linguísticas, culturais e sociais. Foram identificadas 305 etnias a partir das pessoas que se declararam ou se consideraram indígenas. Dentro das terras indígenas, foram contadas 250 e, fora delas, 300.

A maior concentração de etnias fora das terras indígenas ocorreu para etnias com até 50 pessoas e não se observou etnia com população acima de 10 mil indígenas. Já dentro das terras o maior agrupamento foi na classe de população entre 251 e 500 indígenas. Do total de indígenas declarados ou considerados, 672,5 mil (75%) declararam o nome da etnia, 147,2 mil (16,4%) não sabiam e 53,8 mil (6,0%) não declararam. Dentro das terras, 463,1 mil (89,5%) declararam etnia e 53,4 mil (10,3%) não responderam. Para os indígenas residentes fora das terras, 209,5 mil (55,2%) declararam etnia e 146,5 mil (38,6%) não sabiam.

A etnia Tikúna tinha o maior número de indígenas (46,1 mil), resultado influenciado por 85,5% deles que residiam em terras indígenas. Os indígenas da etnia Terena estavam em maior número fora das terras (9,6 mil). Nas terras indígenas, as etnias Yanomámi, Xavante, Sateré-Mawé, Kayapó, Wapixana, Xacriabá e Mundurukú não estavam presentes nas 15 mais enumeradas fora das terras. Já fora das terras, as não coincidentes eram Baré, Múra, Guarani, Pataxó, Kokama, Tupinambá e Atikum.

Em 2010, 293,9 mil indígenas falavam 274 idiomas

No Brasil, foram contabilizadas 274 línguas indígenas faladas, excluindo as originárias dos outros países, denominações genéricas de troncos e famílias linguísticas, dentre outras, sendo a Tikúna a mais falada (34,1 mil pessoas). Nas terras, foram declaradas 214 línguas e 249 foram contabilizadas tanto nas áreas urbanas quanto rurais localizadas fora das terras.

Dos 786,7 mil indígenas de 5 anos ou mais de idade, 293,9 mil (37,4%) falavam uma língua indígena, 57,3% dentro das terras e 12,7% fora delas. O português era falado por 605,2 mil (76,9%) e era falado por praticamente todos os indígenas fora das terras (96,5%).

A proporção de indígenas entre 5 e 14 anos que falavam língua indígena era de 45,9%, 59,1% dentro das terras e 16,2% fora delas. Na faixa entre 15 e 49 anos e para aqueles com 50 anos ou mais, o percentual de falantes declinava com o aumento da idade (35,8% e 28,5%). Dentro desses três grupos etários, nas terras indígenas, quase todos os falantes de língua indígena não falavam português, sendo o maior percentual para os indígenas de 50 anos ou mais (97,3%), enquanto que, fora das terras, nessa mesma faixa etária, o Censo 2010 revelou o menor percentual, 40,7% de falantes somente de língua indígena.

Dentro das terras, 97,9% dos indígenas que recebiam até um salário mínimo falavam língua indígena e não falavam português, enquanto fora das terras o percentual declinou para 50,6%. Entre os sem rendimento, 96,6% dos residentes nas terras indígenas falavam apenas língua indígena. Fora das terras, a proporção era de 68,7%.

Análise de rendimentos indica relações diferenciadas dos indígenas com o trabalho

O Censo 2010 indicou que 52,9% dos indígenas não tinham qualquer tipo de rendimento, proporção ainda maior nas áreas rurais (65,7%). Porém, vários fatores dificultam a obtenção de informações sobre o rendimento dos trabalhadores indígenas: muitos trabalhos são feitos coletivamente, lazer e trabalho não são facilmente separáveis e a relação com a terra tem enorme significado, sem a noção de propriedade privada.

Na categoria “sem rendimento”, as diferenças entre homens indígenas e não indígenas (51,9% contra 30,7%, respectivamente) são maiores do que entre as mulheres (53,9% contra 43,0%). Entre as mulheres indígenas e não indígenas da área urbana, praticamente não há diferença (41,6% e 41,9%); a variação entre os homens é um pouco maior (31,6% e 28,8%). Na área rural, a proporção de mulheres indígenas sem rendimento (64,5%) é um pouco menor que a dos homens (66,7%), diferente da comparação dos não indígenas (50,4% para mulheres e 40,4% para homens). Ocorre que muitas das mulheres indígenas, juntamente com seus filhos, desenvolvem atividades rentáveis ligadas ao artesanato.

Em 2010, 83,0% dos indígenas de 10 anos ou mais de idade recebiam até um salário mínimo ou não tinham rendimentos, percentual concentrado na região Norte (92,6%, sendo 66,9% sem rendimento). Já o Sudeste apresentou a menor proporção, tanto de pessoas que recebiam até um salário mínimo (25,9%) quanto das sem rendimentos (34,7%). Para os não indígenas, a proporção de pessoas de 10 anos ou mais de idade sem rendimento foi de 37,0% e das que recebiam até um salário mínimo, de 27,5%.

Em todo o país, 1,5% da população indígena com 10 anos ou mais de idade ganhava mais de cinco salários mínimos, percentual que caía para 0,2% nas terras indígenas, onde 65,8% dos indígenas não tinham rendimentos, enquanto, entre os indígenas residentes fora das terras, a proporção caiu para 39,5%. Nas terras, predominam atividades agrícolas de subsistência e os rendimentos monetários nem sempre são a melhor forma de aferir remuneração.

Nas unidades da Federação, variaram bastante as proporções de indígenas sem rendimentos e com até um salário mínimo, dentro e fora das terras. Nas terras, os dois estados com maiores números de indígenas com rendimentos acima de um salário mínimo foram Espírito Santo (19,3%) e Santa Catarina (16,8%). Fora das terras, o rendimento, de modo geral, era melhor, sendo menos favorável no Acre (11,2%), Amazonas (10,7%) e Ceará (14,6%).

Em 85,4% das terras, mais de 50% dos indígenas não tinham rendimento em dinheiro, nem benefício. Em 96,1% das terras, 50% dos indígenas de 10 anos ou mais de idade recebiam até um salário mínimo mensal e, em cinco delas, nenhum indígena recebia qualquer rendimento: Zo’E (PA), Sagarana (RO), Rio Omerê (RO), Batovi (MT) e Ava Canoeiro (GO).

Maior parte dos domicílios indígenas é ocupada por um só núcleo familiar

Os domicílios particulares permanentes cujo responsável se declarou indígena correspondem a 0,4% do total de domicílios do país; o percentual nas áreas rurais (1,2%) é seis vezes maior que o das áreas urbanas (0,2%).

Segundo o Censo 2010, 63,3% dos domicílios indígenas tinham unidades domésticas nucleares (responsável, cônjuge e filhos solteiros). Para as unidades domésticas estendidas (nuclear acrescida de outros parentes), o percentual correspondeu a 19,1% e, para as compostas (estendidas acrescidas de não parentes), a proporção foi de 2,5%. A maior responsabilidade pelos domicílios indígenas é masculina, com um excedente de 82%. Entre não indígenas, a prevalência da responsabilidade masculina fica em torno de 58%.

Ocas ou malocas são apenas 12,6% do total de domicílios indígenas

O Censo introduziu um novo tipo de domicílio particular permanente, a “oca ou maloca”, aplicada só às terras indígenas. Estas habitações, usadas por várias famílias, podem ou não ter paredes, variam de tamanho e geralmente são cobertas de folhas, palhas ou outras matérias vegetais. Apenas 12,6% dos domicílios eram do tipo “oca ou maloca”; no restante, predominavam casas. Só em 2,9% das terras, todos os domicílios foram classificados como “oca ou maloca” e, em 58,7% das terras, essas moradias não foram observadas.

Na região Norte, 70,9% dos domicílios indígenas não têm banheiro

Em 2010, 36,1% dos domicílios indígenas não tinham banheiro. Nas áreas urbanas, 91,7% dos domicílios indígenas tinham um ou mais banheiros e apenas 8,3%, nenhum. Essa situação se inverte nos domicílios rurais: 31,2% com um ou mais banheiros e 68,8% sem banheiro. Entre as regiões, o Norte se destacou, com 70,9% dos domicílios sem banheiro.

Os domicílios indígenas, principalmente nas áreas rurais, apresentaram os maiores déficits em esgotamento sanitário, com predominância do uso da fossa rudimentar (65,7%). Nas áreas urbanas, a rede geral de esgoto ou pluvial associado com fossa séptica lidera os percentuais, com 67,5%. Nesse quesito, em todas as regiões brasileiras, a situação era desfavorável em relação aos não indígenas e foi pior no Norte: 29,3% dos domicílios indígenas e 40,5% dos não indígenas não tinham o serviço. No país, foram 57,8% dos domicílios com responsáveis indígenas com esgotamento sanitário.

Apenas em 2,2% das terras indígenas todos os domicílios estavam ligados à rede de esgoto ou fluvial ou tinham fossa séptica; em 52,3%, nenhum domicílio era atendido por esses sistemas. Em 84,1% das terras, numa faixa de 75% a 99% dos domicílios, o tipo de esgotamento era fossa rudimentar, vala, rio, lago ou mar ou outro tipo. Do conjunto de domicílios que tinham algum tipo de esgotamento, a fossa rudimentar tinha as maiores proporções, principalmente no Sul (60,9%), Centro-Oeste (55,5%) e Nordeste (55,0%).

No Brasil, 60,3% dos domicílios indígenas contavam com rede geral de abastecimento de água, contra 82,9% dos não indígenas. No Norte, só 27,3% tinham rede geral. A região liderava na categoria “outra forma de abastecimento”, com 44,6%. Desse contingente, 85,1% vinham de rios, açudes, lagos e igarapés. Aqui também havia uma categoria específica, de “poço ou nascente na aldeia e fora da aldeia”, só pesquisada nas terras.

Nas terras, 33,6% dos domicílios tinham rede de abastecimento de água; a maioria usava poço ou nascente, dentro ou fora da propriedade. Em 57,1% das terras, nenhum domicílio estava ligado à rede, presente na totalidade dos domicílios apenas em 3,3% das terras.

Poucos domicílios das terras indígenas eram atendidos por coleta de lixo (16,4%), que não chegou a nenhum domicílio em 325 terras indígenas (66,7%) e apenas em 1,8% das terras abrangia todos os domicílios. Em 18,3% das terras, todos os domicílios queimavam o lixo na propriedade. O lixo de todos os domicílios era jogado em terreno baldio ou logradouro em seis terras: Areões (MT), Zo’E (PA), Aripuanã (MT), Badjonkore (PA), Riozinho do Alto Envira (AC) e Mundo Verde/Cachoeirinha (MG).

A energia elétrica, proveniente de companhia distribuidora ou outras fontes, dentro das terras, foi contabilizada em 70,1% dos domicílios, Do total de terras indígenas, 10,3% não tinham qualquer tipo de energia elétrica e em 10,9% todos os domicílios tinham algum tipo.

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10 coisas que você precisa saber sobre a fome no 🌍

Posted in NEWS by dibarbosa on 4 de janeiro de 2013

As Nações Unidas publicaram uma lista sobre as 10 coisas que todos devem saber a respeito da fome:

  1. O mundo tem cerca de 870 milhões de pessoas que não têm o necessário para comer para levar uma vida saúdável. Isto significa que uma em cada oito habitantes do globo vai para a cama, todos os dias, passando fome. (Fonte: FAO, 2012)
  2. O número de pessoas vivendo com fome crônica baixou para 130 milhões nas últimas duas décadas. Nos países em desenvolvimento, a prevalência da má nutrição caiu de 23,2% para 14,9% no período de 1990-2010. (Fonte: FAO, 2012)
  3. A maioria do progresso contra a fome foi alcançado antes de 2007/2008, quando ocorreu a crise econômica global. Desde então, os avanços na redução do problema foram desacelerados e estagnados. (Fonte: FAO, 2012)
  4. A fome é o problema número 1 na lista dos 10 maiores riscos de saúde. Ela mata mais pessoas todos os anos que doenças como Aids, malária e tuberculose combinadas. (Fonte: Unaids, 2010. OMS, 2011)
  5. A má nutrição está ligada a um terço da morte de crianças com menos de cinco anos nos países em desenvolvimento. (Fonte: Igme, 2011).
  6. Os primeiros mil dias da vida de uma criança, da gravidez aos dois anos de idade, são fundamentais para o combate à má nutrição. Uma dieta apropriada, nesta época da vida, protege os menores de nanismos físico e mental, que podem resultar da má nutrição. (Fonte: Igme, 2011).
  7. Custa apenas 25 centavos de dólar americano, por dia, para garantir que uma criança tenha acesso a todas os nutrientes e vitaminas necessários ao crescimento saudável. (Fonte: Igme, 2011)
  8. Se mulheres, nas áreas rurais, tiverem o mesmo acesso à terra, à tecnologia, à educação, ao mercado e aos serviços financeiros que os homens têm, o número de pessoas com fome poderia diminuir entre 100 e 150 milhões. (Fonte: FAO, 2011)
  9. Até 2050, as mudanças climáticas e os padrões irregulares da temperatura terão colocado mais 24 milhões de pessoas em situação de fome. Quase metade destas crianças estarão vivendo na África Subsaariana. (Fonte: PMA, 2009)
  10. A fome é o maior problema solucionável do mundo.
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