Urbs Magna

Uma criança discursa repreendendo corruptos

Posted in GEOGRAFIA, MUNDO, POLÍTICA by dibarbosa on 19 de junho de 2017


Vídeo    –    Jacinto Angel Tun Noh acusou deputados do México

Um menino de 10 anos denuncia corrupção de políticos mexicanos  

O vídeo de uma criança repreendendo deputados do sudeste de um Estado do México e acusando-os diretamente de corruptos viralizou nas redes sociais daquele país, onde seus usuários aplaudiram a coragem de Jacinto Angel Tun Noh em denunciar um dos grandes males da atualidade.
Aconteceu no sétimo encontro do evento denominado “Parlamento Infantil de Quintana Roo“, no qual as crianças assumem o papel de deputados por um dia, ocasião em que o estudante de apenas 10 anos de idade fez um discurso convincente de cinco minutos expressando seu desejo de viver em uma nação em que seu povo tenha orgulho de dizer “Eu sou mexicano“. “Estamos chocados com a corrupção“, disse Angel Jacinto censurando os governantes pela “manutenção de privilégios políticos em um momento de miséria de grande parte da população.”

O menino foi enfático ao acrescentar que crimes parlamentares ocorridos em seu estado, conhecido por ser destino turístico internacional como Cancun e Riviera Maya, tornaram-se “insultos para aqueles que amam esta terra“. Angel arrancou aplausos do público presente quando mencionou o “roubo descarado e sem punição” do ex-governador Roberto Borge (2011-2016), que foi denunciado pelo governo do estado atual pela suposta venda irregular de terras do Estado para seus próprios parentes e colaboradores. “O que está sendo feito e por que as autoridades não o colocam atrás das grades? Têm medo ou têm propina? Qualquer outro cidadão que roubasse uma galinha para manter sua família seria condenado a dez anos de prisão“, disse o pequeno parlamentar.

A criança termina seu discurso pedindo um basta com a corrupção de políticos e envia uma mensagem a todos os cidadãos para que sejam mais “ativos para as mudanças reais que dependem de nossa iniciativa.” O vídeo recebeu dezenas de comentários sobre a coragem do menino e, em tom de brincadeira, proporam que ele fosse o próximo líder nacional: O que acontece com este país onde uma criança  expressa melhor os sentimentos do povo do que o próprio presidente!“, disse um usuário.

 

Fossa Biodigestora: solução no trato das fezes humanas

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, SUSTENTABILIDADE by dibarbosa on 23 de julho de 2016

A tecnologia dificulta a corrupção e o superfaturamento, pois é de domínio público e interesse social.

conheça 6 iniciativas de saneamento-fossa de bananeira

O médico-veterinário e gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes que morreu em 2011 inventou a Fossa Biodigestora e o Clorador Embrapa, ganhando o prêmio Banco do Brasil de Tecnologia Social em 2003.

A Fossa Séptica Biodigestora foi inspirada em biodigestores de países asiáticos: baixo custo de instalação e fácil manutenção produzindo um ótimo adubo líquido. No Município de Jaboticabal (SP) há uma fazenda onde o adubo orgânico gerado é utilizado para irrigar 6.500 pés de noz macadâmia, cujo pomar produz anualmente de 70t. de macadâmia em casca.

Já foram implantadas mais de 11 mil unidades da Fossa Séptica Biodigestora por aí.  Ela foi adotada em mais de 250 municípios brasileiros, de Norte a Sul do Brasil, gerando benefícios para 57 mil pessoas principalmente na área rural. Mas o saneamento básico apresenta impactos também nas cidades.

A Fossa Séptica Biodigestora substitui melhor as fossas negras protegendo a saúde dos moradores do campo e elimina a construção de redes de esgoto – que têm um custo astronômico – além de promover a proteção ambiental ao evitar que dejetos contaminem solo e corpos d’água. Se implantado nas cidades, os benefícios poderiam ser multiplicados em até cem vezes.

A construção desse sistema de saneamento básico poderia reduzir, anualmente, cerca de 250 mortes e 5,5 milhões de infecções causadas por doenças diarreicas. Além disso, cada R$1,00 investido na adoção dessa tecnologia poderia retornar para a economia R$4,69. E o mais incrível é que essa tecnologia criada com sustentabilidade, baixo custo, fácil aplicação e replicabilidade, possui um enorme potencial para adoção em todo o País.

Apenas 4,45% dos Municípios brasileiros adotaram tecnologias sociais. O baixo acesso aos serviços de saneamento básico na área rural é um dos principais fatores que amplificam a crise sanitária que afeta a qualidade de vida e a saúde. Tudo poderia ser resolvido muito bem com essa tecnologia de eficiência comprovada na biodigestão dos excrementos e na eliminação de agentes patogênicos.

A Embrapa orienta a instalação e disponibiliza informações de montagem em sua página na internet. A montagem de um conjunto básico da tecnologia, projetado para uma residência com cinco moradores, é feita com três caixas d´água de 1.000 litros (fibrocimento, fibra de vidro, alvenaria, ou outro material que não deforme), tubos, conexões, válvulas e registros. A tubulação do vaso sanitário é desviada para a Fossa Séptica Biodigestora. As caixas devem ficar semienterradas no solo e a quantidade de caixas deve aumentar proporcionalmente ao número de pessoas na família.

O gênio brasileiro Antonio Pereira de Novaes trabalhou durante 30 anos na Embrapa. Além de médico veterinário e pesquisador, foi também violonista, mestre de banda, compositor de dobrados, entre outras atividades sociais. Ele poderia ter recebido em vida as honras de suas invenções, mas morreu em 2011 e quem sabe se faça ainda jus à herança que deixou aos brasileiros.

Quando a Terra tinha mais de 2 pólos

Posted in CIÊNCIA, GEOGRAFIA by dibarbosa on 28 de junho de 2016

Há 650 milhões de anos, o campo magnético da Terra sofreu grandes anomalias.evolução polos terrestres

Um grupo de pesquisadores da Carnegie Institution for Science, dirigido por Peter Driscoll, acabou de descobrir algo verdadeiramente surpreendente: há centenas de milhões de anos, o campo magnético da Terra era completamente diferente. Nosso planeta teve mais de dois pólos magnéticos. Isso causou surpresa entre os cientistas. A descoberta foi recentemente publicada na revista Geophysical Research Letters.

Sabemos que a Terra gera um forte campo magnético que se estende a partir do seu núcleo interno em direção ao espaço, e protege o nosso mundo e nossa atmosfera como um escudo capaz de desviar as partículas energéticas que continuamente nos bombardeiam vindas do sol e do espaço . Sem essa proteção, o nosso planeta não poderia defender o incessante “ataque” de radiação cósmica e, certamente, a vida não existiria.

A teoria do dínamo descreve o processo pelo qual um fluido condutor em rotação e convecção mantém um campo magnético. Esta teoria é usada para explicar a presença de campos magnéticos com uma duração anômala em corpos astrofísicos. O fluido condutor no geodínamo é o ferro líquido no núcleo exterior, e no dínamo solar é o gás ionizado na tacoclina. A teoria do dínamo para corpos astrofísicos utiliza equações de magnetoidrodinâmica para investigar como o fluido pode regenerar continuamente o campo magnético.

O núcleo interno é a parte mais interna da Terra, se estende por 3.500 quilômetros, do centro do planeta para o exterior. Os cientistas, geofísicos acreditam que ele é metálico, formado principalmente por ferro, com um pouco de níquel e outros materiais misturados. A temperatura do núcleo da terra é muito alta, cerca de 6 mil graus Celsius. Na parte mais externa, o material que forma o núcleo interno é sólido enquanto o material do núcleo externo se encontra na forma líquida, segundo evidências geofísicas, de geomagnetismo e sismologia.

No entanto, o núcleo interno da Terra nem sempre foi sólido como é hoje. Os cientistas puderam avaliar toda a formação magnética da Terra através da análise de rochas antigas que têm uma “assinatura” indicativa da polaridade da época em que essas rochas se formaram. Assim, perceberam que nosso modelo de registro geológico não oferece muitas evidências de grandes mudanças na intensidade do campo magnético ao longo dos últimos 4.000 milhões de anos.

Por esta carência de aspectos, Driscoll desenvolveu um novo modelo com a história térmica de nosso planeta ao longo dos últimos 4.500 milhões de anos. E esse modelo indica que o núcleo interno teria começado a solidificar, precisamente, cerca de 650 milhões de anos atrás. “os modelos antigos apresentavam uma surpreendente quantidade de incerteza” explica Driscoll. “Os novos modelos não suportam a ideia de um campo de dois pólos estável o tempo todo, muito ao contrário do que pensávamos até agora. “

Vários pólos magnéticos

Os resultados de Driscoll mostram claramente que há cerca de um bilhão de anos, a Terra pode ter passado por uma transição de uma forte semelhança com o campo magnético atual (dois opostos no Norte e Sul) para um campo magnético instável variando em intensidade e direcção e que não foi originado por dois, mas por vários pólos magnéticos diferentes . Em seguida, e logo depois da solidificação do núcleo interior (650 milhões de anos), as simulações mostraram que o campo magnético mudou outra vez, de fraca a forte, novamente para dois pólos.

Driscoll afirma que estes experimentos podem oferecer uma explicação para as estranhas flutuações na direcção do campo magnético observado nos registos geológicos entre 600 e 700 milhões de anos e tais mudanças abruptas no campo de magnetismo do planeta também tem grandes implicações para a história térmica da Terra, especialmente ao se reconstruir os movimentos de climas continentais do passado. Ou seja, se o cientista estiver correto, certamente seremos forçados a reescrever muito do que sabíamos sobre o passado geológico do nosso mundo.

Modelos e simulações de Driscoll deverão ser comparados com outros dados captados de rochas magnéticas para, só então, testar a viabilidade da nova hipótese.

O mundo está mudando – e voltando à era na qual o governo determina o que a população faz ou tem – assustadoramente!

Posted in GEOGRAFIA, MUNDO, POLÍTICA by dibarbosa on 25 de junho de 2016

by Dayse Alves Barbosa

Mundo MudandoDavid Cameron renuncia. A libra esterlina cai abruptamente! Resultado do plebiscito. Muito ruim para o partido trabalhista na Inglaterra. Muitos estão a favor da saída da Inglaterra da UE porque alegam que houve perdas devido ao socialismo que a participação no bloco europeu representava. Porém, essa volta à segregação pode gerar um efeito dominó. É incrível como o que acontece no Brasil hoje reflete esse pensamento… Para voltarmos de vez no tempo agora só mesmo se aquele candidato vencer naquele país…Hope not. Mas, não duvido. O movimento é forte …A massa é grande e cresce cada vez mais.

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PANGEIA. Uma animação sensacional

Posted in AMBIENTALISMO, GEOGRAFIA, MUNDO by dibarbosa on 12 de novembro de 2015

O nepal está situado em uma das regiões mais perigosas da terra

Posted in GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MUNDO by dibarbosa on 26 de abril de 2015

inglêsespanholO ‘encaixamento’ da placa da Índia sob a placa da Eurasia gera inúmeros terremotos e, consequentemente, torna esta área uma das regiões mais perigosas da Terra.


CAPA URBSMAGNA
última atualização em 12/05/2015

Outro terremoto no Nepal com 7.3M revelou que o Nepal é um dos locais mais perigosos do mundo. Antes, um terremoto de 7.8M(magnitude) sacudiu o Nepal em 25 de abril. Estes tremores são resultantes do impulso de uma falha situada em área do território nepalês, próxima ao encontro entre as placas tectônicas da Índia e da Eurásia. O movimento de subducção da primeira contra a segunda em direção ao norte-nordeste ocorre a uma taxa de 45 milímetros por ano e, eventualmente, provoca abalos sísmicos com magnitudes variadas em decorrência da tensão liberada pela acomodação tectônica entre as duas placas e falhas dispostas no entorno de seu encontro.

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A Cordilheira do Himalaia surgiu como resultado desses movimentos no interior do planeta, quando a placa da Índia segue convergindo com a placa da Eurasia ocasionando o constante soerguimento daquela cadeia de montanhas. Lá está localizado o Monte Everest, a mais alta montanha da Terra com proeminência de 8.848 metros, onde também ocorreu uma avalanche decorrente do terremoto em 25 de abril.

O resultado dessa movimentação ininterrupta do nosso planeta é uma sequência de terremotos em escalas variadas em um espaço de tempo relativamente curto, considerando-se todas as magnitudes registradas pelos cientistas. Para se ter uma idéia, após este grande terremoto do Nepal já ocorreu na mesma área, até o momento desta postagem, uma sequência de outros terremotos com magnitude inferior sem risco para a população, mas com tremores precebidos por qualquer um, o que é bem normal por lá. Mas, dentro de um raio de 250km, os maiores abalos ocorridos com prejuízos consideráveis foram um terremoto de 6,9M em agosto de 1988, 240 km a sudeste do evento de 25 de abril, causando a morte de aproximadamente 1.500 pessoas e outro maior de 8,0M em 1934 que ficou conhecido como o terremoto Nepal-Bihar e que destruiu severamente Kathmandu, capital do Nepal, causando cerca de 10.600 mortes.

Sem água, São Paulo vai virar uma MAD MAX

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, GEOGRAFIA, SAÚDE, VIDA URBANA by dibarbosa on 4 de fevereiro de 2015

Futuro rodízio pode revelar efeitos permanentes da crise hídrica na capital e região metropolitana. Sem orientações do governo, população não sabe combater a falta de água.

Gota Créditos Jornal GGNCom as chuvas abaixo da média em São Paulo, o Cantareira pode secar nos próximos meses. No pior cenário, seca em março. A trágica previsão do presidente da Sabesp preocupou a população que – ao contrário dos bairros mais pobres – ainda não sentiu os efeitos da crise hídrica. Agora, eles se perguntam:Como viver em São Paulo sem água? 

Ainda é difícil definir os impactos sociais e econômicos dessa crise sem precedentes. No entanto, algumas consequências do total desabastecimento são previsíveis, como fechamento de escolas e suspensão das aulas, tráfego intenso de caminhões-pipa para atendimentos emergenciais, escritórios abandonados e até violência entre vizinhos na disputa pela água potável, por exemplo.

Com o rodízio de abastecimento em cinco dias da semana, que não tem dada para ser oficialmente implantado segundo o governador Geraldo Alckmin, creches e escolas seriam as primeiras a sentir os efeitos permanentes da crise. Com reservatórios vazios, elas dispensariam alunos e antecipariam as férias escolares. A possibilidade já é discutida nos bastidores. Segundo a coluna de Sonia Racy, no jornal O Estado de São Paulo, o governador já estuda antecipar o período de junho para maio para diminuir o consumo de água. Isso afetaria diretamente a rotina familiar.

“É bem provável a suspensão do semestre letivo até a volta das chuvas. As crianças deixariam a escola sem data para voltar. Vamos ter um impacto na organização familiar”, explica o físico Delcio Rodrigues, especialista em mudanças climáticas e conselheiro do Vitae Civilis. O segundo impacto, segundo ele, ocorreria nos escritórios sediados em prédios que não contam com grandes reservatórios de água.

No primeiro momento, sem água potável para consumo, empresas dariam férias coletivas aos trabalhadores. Pequenos comércios, como padarias, restaurantes, bares e até salões de cabeleireiros, por exemplo, também fechariam as portas. “Funcionários terão férias coletivas, mas se a situação não se normalizar, vão começar as demissões”, sugere Rodrigues, que não descarta também a saída de grandes companhias da capital. “A soma de tudo isso gera um impacto significativo no emprego. Não temos experiência história para dimensionar os prejuízos”, defende.

O anúncio do possível rodízio reforçou a ineficiência do Estado, critica o especialista. Quando a torneira secar por uma semana, as pessoas deixarão suas casas em busca de água para tomar banho, cozinhar e realizar as necessidades básicas. “Vimos isso na cidade de Itu há pouco tempo. As pessoas vão apelar para a violência. Esse individualismo pode gerar muito conflito social”. Para evitar o “salva-se quem puder”, o governo deve apresentar um plano de emergência e definir locais e horários para a distribuição de água potável. “Quanto mais em cima da hora, vamos ter mais conflito e pânico. A população tem que se armar com o coletivismo porque o governo não dá a resposta necessária”, conclui.

Antônio Carlos Zuffo, geógrafo e chefe do Departamento de Recursos Hídricos da Unicamp, cita que com o fim do Cantareira, São Paulo ficará completamente dependente da vazão natural dos rios. A terceira cota do volume morto duraria no máximo 40 dias, considerando a taxa de consumo atual. Para amenizar “o clima de guerra”, ele sugere o abastecimento temporário com a água da represa Billings, hoje poluída após décadas recebendo esgoto dos rios Pinheiros e Tietê.

“O governo poderia fazer uma desinfeção e colocar água bruta na rede. Eu preferia receber em casa uma água assim para dar descarga e até lavar roupa. É um abastecimento precário, mas pelo menos não ficaríamos totalmente sem água”, diz ele. Desinfetada, a água bruta chegaria aos lares com cor amarelada e forte cheiro, portanto, não potável.

Se ignorar a água da Billings, São Paulo será tomada pelo tráfego de centenas de caminhões-pipa. E o número de condomínios e hospitais na cidades colocaria em prova a atual frota desses veículos. “A minha obrigação é avisar a população da gravidade da situação. E o Estado não está fazendo isso”, explica Zuffo. Ele cita que outros países apresentam gestões de sucesso diante da crise, com decisões descentralizadas e participativas. “Nós estamos indo contra-mão do sucesso e indo direto ao fracasso. As decisões estão vindo de cima para baixo e são políticas, não técnicas”.

Desespero por informações

A estimativa de seca do Cantareira movimentou a agenda popular. Coletivos sociais realizaram pelo menos três debates na última semana sobre como lidar com a crise. Os bairros Pompeia e Pinheiros receberam os primeiros encontros. O grupo Casa de Lua reuniu ao menos 40 pessoas, todos de classe média-alta, para propor soluções práticas de sobrevivência com a ajuda de três ambientalistas e ativistas. O evento durou duas horas e meia. Todos deixaram o local assustados, questionando ainda como deveriam captar água de chuva e economizar.

“São pessoas extremamente cultas, mas que não têm ideia do que fazer. A população ficou muito tempo em em estado de negação. Estamos super atrasados. Talvez, a fase de propostas comece tarde demais”, disse uma das organizadoras do evento, ressaltando que “o encontro foi marcado pela urgência das nossas angústias”.

A estudante Camila Pavanelli, de 32 anos, busca entender a situação desde outubro do ano passado. O grande número de reportagens publicadas e informações soltas da Sabesp fez com que ela criasse o tumblrBoletim da Falta d’Água em SP. Sua tarefa é reunir semanalmente diversas publicações para traduzir a crise aos seus leitores.

“Minha tentativa foi um encontrar um jeito didático para explicar o que está acontecendo”. Ela está frustrada, porém, por competir com boatos e teorias da conspiração que circulam na internet. “Existe uma demanda enorme da não informação. As pessoas ainda não querem saber que água pode e vai acabar”.

A ambientalista Claudia Visoni, líder do movimento Cisterna Já, percebeu que a urgência por informações cresceu nas últimas duas semanas. O grupo divulga o know-how para a captação e aproveitamento de água da chuva, que pode suprir até 50% do consumo de uma residência. “Falamos sobre isso desde o ano passado, mas parece que a sociedade não levou muito a sério. A Copa do Mundo e Eleições desviaram o foco”.

A população, segundo Cláudia, deveria se preparar com um plano de contingência de curto prazo. “Tem coisas, como a cisterna, que a gente consegue fazer no nível individual. Mas a sociedade precisa se reorganizar e buscar informações. Mas ainda precisamos de mais informações e transparência. O governo deve isso para a sociedade.”

Hidrômetros individuais

Presidente da Metal Sinter, que cria soluções para economia de água, Sérgio Cintra também viu sua demanda disparar – nos últimos 15 dias. Só agora, com as torneiras secas, alguns condomínios residenciais o têm procurado. “Com a redução da pressão [feita pela Sabesp], alguns andares mais altos não estavam recebendo água. Então a gente começou a receber demanda para tratamento de água de efluentes, captação de água da chuva”, conta. “Agora a população está em pânico. E vai faltar água mesmo. Vamos ter um clima de guerra, um Mad Max de vizinho roubando água do vizinho.”

O empresário diz que, na maioria dos casos, os condomínios sequer possuem medidores (hidrômetros) para cada residência – a individualização reduz em até 35% os gastos com a conta  de água, segundo o Secovi, o sindicato do mercado imobiliário. A captação de água de chuvas oferecida pela Metal Sinter permite uma economia de 30%. A empresa desenvolveu e patenteou, também, uma alternativa mais barata. “O consumidor que tem piscina a utiliza como um volume morto”, conta Cintra. “Há uma estação [de tratamento] que está lá, puxa a água da piscina e manda para a caixa d’água.”

A Metal Sinter também criou um sistema que permite economia de até 90% da água na lavagem de carros, mas só em novembro do ano passado o sindicato de postos de combustíveis do Estado decidiu firmar um acordo com a empresa para ajudar os filiados a implementá-lo –  em novembro do ano passado.

Para Cintra, o governo Alckmin é o responsável pela lentidão da população em adotar medidas de redução de consumo. “Todos foram iludidos pelo governo estadual, que se comprometeu a não [deixar] faltar água e ficou rezando para São Pedro sem ter um plano B”, afirma o empresário. “Houve uma corrida recente [em busca de soluções de economia] porque todo mundo acreditou no que se falava. O governo estadual foi inapto, não foi honesto e sincero, não foi profissional”, conclui.

Fonte:

IG

Saiam de São Paulo, a água vai acabar!

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, GEOGRAFIA, POLÍTICA, SAÚDE, VERGONHA DE SER BRASILEIRO by dibarbosa on 2 de fevereiro de 2015

É o que disseram a Presidente Dilma Pena e o Diretor Paulo Massato, ambos da SABESP, em uma reunião no fim de 2014 sobre a crise do abastecimento de água em São Paulo. A charge abaixo transmite a ideia do Êxodo urbano e ruralização. Será possível?

SECA-SP-horzRevelações de uma gravação em uma reunião interna da SABESP vêm à tona neste início de 2015. A própria presidente da empresa, Dilma Pena, admite que a população deveria ter sido comunicada sobre a gravidade da crise hídrica para economizar água, o que não aconteceu por ordens superiores. No mesmo encontro, o diretor metropolitano da SABESP, Paulo Massato, disse que a situação era crítica e recomendou que a população saísse de São Paulo porque a água vai acabar. Leiam:

Foto 2“Falta uma orientação superior. A SABESP tem estado muito pouco na mídia. Acho que é um erro. Nós tínhamos que estar mais na mídia com os superintendentes locais, nas rádios comunitárias… todos falando disso, como um tema repetido, monopólio: economize água, “cidadão,economize água”. Isso tinha que estar reiteradamente na mídia. Mas nós temos que seguir orientação. Nós temos superiores. …a orientação não tem sido essa. Mas é um erro. É um erro. tenho consciência absoluta e falo para pessoas com quem converso sobre esse tema. Mesmo meus superiores. Acho um erro esta administração da comunicação dos funcionários da SABESP que são responsáveis por manter o abastecimento, com os clientes.” (Dilma Pena)

fg159859“Se voltar a repetir em 2014, confesso que não sei o que fazer. Essa é uma agonia, uma preocupação. Alguém brincou aqui, mas é uma brincadeira séria. Vamos dar férias para os oito milhões e oitocentos mil habitantes e falar “saiam de São Paulo”, tá certo? Porque aqui não tem água,não vai ter água pra tomar banho, não vai ter água pra limpeza da casa. Quem puder compra garrafa, água mineral. Quem não puder vai tomar banho na casa da mãe lá em Santos, Ubatuba, Águas de São Pedro… sei lá. Aqui não vai ter.” (Paulo Massato)

8cc06aa947846dfc7071449392971fb5© 2010-2015 UrbsMagna

Escola faz merenda com água de esgoto

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, GEOGRAFIA, SAÚDE, SUSTENTABILIDADE, VIVER com QUALIDADE by dibarbosa on 13 de novembro de 2014

agua de esgotoUm reservatório em Sobral, no interior do Ceará, secou e a água acabou nas torneiras da cidade. Nela, uma escola municipal utiliza água de esgoto para fazer a merenda dos alunos. O esgoto é o único lugar que tem água e os alunos não tem como pagar o preço cobrado pela água mineral. Um vigia que trabalha na escola (foto) enche vários baldes na valeta e leva-os para a merendeira, que tira a sujeira coando com um pano e colocando para ferver. Mas o líquido fica ruim para cozinhar, afetando o sabor do alimento. Os alunos reclamam um pouco, mas dizem que é melhor que passar fome. O canal ao lado da escola recebe o esgoto da cidade devido à precariedade do saneamento. O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, responsável pelo canal, disse que a água é destinada à irrigação e à criação de peixes e que só é própria para o consumo humano se passar por tratamento adequado de uma empresa habilitada em saneamento. No Ceará, mais de 150 municípios estão em situação de emergência originada pela seca, o que reduziu suas reservas hídricas para somente 23% de sua capacidade normal. A Secretaria de Educação de Sobral disse que estuda a possibilidade de abastecer a escola com caminhões-pipa, mas alegou que isso vai depender da disponibilidade dos caminhões.

Coréia do Norte deve à Suécia €300mi por 1.000 volvos roubados

Posted in GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MUNDO by dibarbosa on 7 de setembro de 2014

Volvo Norte CoreanoOs veículos, os comunas ainda estão usando, foram encomendados há 40 anos e jamais foram pagos.

A maior dívida comercial da Coreia do Norte para o mundo ocidental é bizarra: 4 décadas atrás Kim Il-sung deu um golpe na Suécia em 1000 Volvos 144 sedan.

Tudo começou após o armistício coreano de 1953, quando a linha que divide o norte do sul cresceu mais firme, o que deixou outras fronteiras mais frágeis chamando a atenção de muitos países europeus neutros. A Cortina de Ferro subiu em uma parte totalmente nova. Um pequeno Estado efervescia marcado pela postura militar e sonhos de auto-suficiência graças a um superávit impressionante que registrava um crescimento econômico alucinante de 25%. A Suécia foi um dos primeiros países a aproveitar a oportunidade. Os laços de Estocolmo e Pyongyang no início de 1970 surgiram de uma rara convergência de interesses industriais e de esquerda: grupos socialistas locais queriam que a Suécia reconhecesse formalmente o novo Estado comunista, ao passo que empresários suecos queriam explorar a indústria de mineração nascente da região. Para Kim Il-sung e seus camaradas, a iniciativa ocidental representava um passo importante da Coréia do Norte como uma força global. E aquele regime tão impressionado com seu próprio logotipo começou a desenvolver gostos caros. “Dentro de um 144 GL você senta no couro”, dizia o marketing de 1970 que a Volvo enviou a seus compradores norte-coreanos. Juntamente com gigantes da indústria contemporânea como a Atlas Copco e a Kockums, a Volvo foi uma das primeiras empresas europeias a realizar uma incursão no mercado norte-coreano, o que prontamente lhe rendeu uma encomenda de 1.000 veículos, os primeiros dos quais foram entregues em 1974. Mas, menos de um ano depois, numa feira industrial sueco-coreano em Pyongyang, as relações empreendedoras começaram a dar sinais de que o regime de Kim não pagaria pelas mercadorias que importava – nem mesmo as máquinas que encomendara para tal evento. Então as contas foram acumulando, pois os exportadores perceberam que o empreendimento fora uma armadilha de incontáveis ​​horas gastas em laços diplomáticos e industriais. Os suecos, com sua sede de ampliar suas negociações, foram cegados pelo impressionante crescimento econômico da Coréia do Norte. Ajustada por juros e inflação, a dívida para com o Estado sueco já ultrapassa três bilhões de coroas suecas, ou € 300 milhões de Euros. Desde 2008, o regime norte-coreano considera a Suécia como uma nação mentirosa e manipulada pelos imperialistas dos EUA, mas a indignação não paga as contas. Antes de Kim Jong-un iniciar a elaboração de prospectos para parques aquáticos e bangalôs turísticos, como anunciou há alguns meses atrás, ele deve dar uma olhada na garagem do papai.

Dom Pedro: da INDEPENDÊNCIA ao IMPEACHMENT

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MUNDO, OPINIÃO by dibarbosa on 7 de setembro de 2014

atualização set /2016

fb_img_1473277461357Pedro, aos 22 anos, ainda era um príncipe quando se tornou regente do Brasil e aos 23 o libertou de Portugal para sempre. Após isso, há quase dois séculos, tentamos amadurecer.

Toda a Terra pensante  bem sabe que brasileiro tem a cognição limitada.  De fato, ainda não amadurecemos politicamente. Nas eleições presidenciais de 2014, somente no primeiro turno, o eleitorado brasileiro desperdiçou quase 39 milhões de votos entre abstenções, brancos e nulos.

Por que duas centenas de anos não são suficientes para organizar moral e politicamente um país livre? Será culpa dos …jovens vadios de Lisboa que percorriam o Ribeira roubando carteiras e cometendo outros delitos…? Os bandidos portugueses realmente foram os primeiros colonos enviados para cá excluídos do Reino de Portugal por João III. É bem verdade que nossos ancestrais eram gente desonesta – criminosos metropolitanos condenados que, à partir de 1535, eram enviados nos navios com destino ao Brasil.

Mas, por conta disso, não se pode dizer que somos os herdeiros genéticos e morais daquele povo. Algo que me enche de vergonha é saber que tais detalhes históricos de fato aconteceram em nosso berço esplêndido. Este minucioso conhecimento, se nos ruboriza, é suficiente para motivar-nos a virar este jogo, o que já deveria ter acontecido há décadas e décadas atrás aqui mesmo no “novo mundo”. Como exemplo contextual observemos os EUA, também pertencentes a este novo mundo. 

Toda a sua supremacia se desenvolveu no mesmo espaço de tempo independente que o nosso. Um outro exemplo de superação muito mais recente está na Alemanha com sua política atual originada de um milagre econômico pós-guerra subsequente à derrota de Adolf Hitler e de toda sua imoralidade nazista. Em ambos os casos a progressão econômica e social foi fortalecida pela moral e pelo civismo de seu povo. Quanto a nós, de fato estamos bem atrasados em se comparando com tais possibilidades.

Querem melhores exemplos de que qualquer povo de qualquer nação pode determinar e transformar definitivamente o futuro de um Estado? Pois é. Com quantos motivos poderemos comemorar a independência do Brasil nos feriados de 7 de setembro? Bem, as eleições se foram e racharam o país ao meio entre muitas dúvidas dos eleitores de ambas os lados. O resultado: um golpe parlamentar que teve ajuda inicial da parcela do povo derrotado.

Mas o que  falta a este mesmo povo: precisam organizar muito bem sua memória política com o fim de evitar equívocos como estamos presenciando desde as primeiras semanas pós-eleições. Sempre tivemos tudo para ser uma grande nação, que, a propósito, está despedaçada nas várias Regiões geográficas.

Parece que a tão comentada globalização de tempos atrás foi mal utilizada, em nosso próprio território, intencionalmente por ilusionistas da política nacional para afastar-nos da verdade e isolá-los de nossa participação. Precisamos nos organizar melhor. Não com a baderna vista ultimamente. Precisamos de líderes populares que, de fato, REPENSEM O BRASIL.

O futuro da energia renovável

Posted in AMBIENTALISMO, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, MUNDO, OPINIÃO, SUSTENTABILIDADE by dibarbosa on 5 de agosto de 2014
 

Solar-Panel-InstallationO mundo entrou em uma nova era de energia marcado pela preocupação com a segurança energética, as alterações climáticas e o acesso dos pobres aos serviços energéticos modernos. O caminho da energia atual não é sustentável. O dióxido de carbono proveniente da produção e utilização de energia representa cerca de 65% das emissões globais e com as políticas atuais é estimado um aumento de um terço em 2020. A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que a demanda mundial de energia vai aumentar em 45% até 2030, com países em desenvolvimento responsáveis ​​por 87% desse aumento. A energia renovável mantém a promessa de um mundo de energia de baixo carbono. Por sua vez, a segurança energética, as alterações climáticas e o acesso universal a serviços energéticos modernos serão os três principais motores de um futuro brilhante para a energia renovável. earth_candleUma década atrás, o futuro da energia renovável parecia muito diferente do que é hoje. Ninguém imaginava, então, que 70% da nova capacidade energética adicionada na Europa seria renovável, que é o que aconteceu em 2011. Ninguém imaginava que a China iria de um jogador menor a líder global em apenas seis anos, ou que os países em desenvolvimento se tornariam lar de mais de um terço da capacidade de energia eólica global.
Durante a última década, a evolução das políticas e mercados para a energia renovável tem sido notável. Investimento global em capacidade de energia renovável atingiu um recorde de US$320 bi em 2011 em comparação com apenas US$40 bi em 2004, e superou o investimento em combustíveis fósseis e energia nuclear combinado. Pelo menos 144 países agora têm metas de energia renovável e 138 países têm políticas de apoio às energias renováveis; mais de 22% da produção de energia do mundo agora vem de fontes renováveis. Medidas de longo prazo para garantir a segurança nacional esforçam-se para reduzir a dependência de combustíveis importados, reduzindo a demanda por meio da conservação e do desenvolvimento de fontes domésticas de energia.
O que antes parecia um sonho está se tornando realidade – com as energias renováveis ​​do mundo agora se pode vislumbrar a perspectiva de uma economia em grande parte dependente da energia limpa em abundância, doméstica e acessível. Nos países em desenvolvimento os telefones celulares ultrapassaram as linhas fixas ao mesmo tempo em que a energia fotovoltaica começa a ultrapassar os combustíveis fósseis. De acordo com The Economist, em vários países que utilizam eletricidade gerada por uma rede de energia solar fotovoltaica já têm seus preços competitivos com o carvão e o gás natural. No fim de 2013 o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou seu 5º relatório de avaliação que mostra claramente que os impactos do clima estão se desenvolvendo em todo o mundo, afetando todos os continentes e oceanos, com crescentes riscos particularmente para os países em desenvolvimento. Muitos acreditam agora que as mudanças climáticas, que já foram consideradas um problema para um futuro distante, estão rondando e se aproximando rapidamente do presente. Problemas decorrentes tendem a piorar substancialmente, a menos que as emissões de CO2 sejam controladas em tempo hábil a fim de limitar o aumento da temperatura neste século para menos de 2 graus Celsius. De acordo com o IPCC, manter o aumento da temperatura abaixo dos 2 graus exigirá novos padrões de investimentos bem como a adoção de uma economia de baixo carbono, com uma participação muito maior de energia eólica e solar. E a energia renovável também deverá desempenhar um papel significativo na melhoria do acesso dos pobres aos serviços energéticos modernos pois mais de 1,3 bilhão de pessoas não têm acesso à eletricidade. Reconhecendo a importância e a urgência de tais desafios, o secretário-geral da ONU, anunciou em 2011 a “Energia Sustentável para Todos”. A iniciativa visa mobilizar a ação global em apoio a três objetivos vinculados, a serem alcançados até 2030: 1) Garantir o acesso universal a serviços energéticos modernos; 2) Dobrar a taxa global de melhoria em eficiência energética; e 3) A duplicação da quota das energias renováveis ​​no cabaz energético global. A iniciativa já está operacional e a Década da Energia Sustentável para Todos foi lançada em 9 de abril deste ano pela Assembleia Geral da ONU. Fundamental para garantir um futuro sustentável, acessível e amigável ao clima para esta e outras gerações futuras, a ideia é incentivar a capacidade, em indivíduos e instituições, para a administração da geração e utilização de energia. Somente através da mudança impactante e em grande escala para a energia renovável é que o mundo entrará neste ciclo virtuoso. 

fonte: unfoundationblog.org

Mohamed T. El-Ashry
MohamedElAshry

África nos genes Brasil

Posted in BRASIL, GEOGRAFIA, HISTÓRIA by dibarbosa on 22 de julho de 2014

Análise de DNA revela regiões que mais alimentaram o tráfico de escravos para o país

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Por RICARDO ZORZETTO                                     GENÉTICA

Durante pouco mais de três séculos de tráfico negreiro o trecho da África Ocidental que vai do Senegal à Nigéria possivelmente forneceu muito mais escravos ao Brasil do que se imaginava. A proporção de homens e mulheres capturados nessa região e enviados à força para cá pode ter superado  e muito  os 10% do total estimado anos atrás pelos historiadores norte-americanos Herbert Klein e David Eltis, estudiosos do tráfico de escravos no Atlântico. Os argumentos que agora servem de suporte à revisão dos cálculos, em especial para o Sudeste do Brasil, não são apenas históricos, mas genéticos. Analisando a constituição genética de pessoas que vivem em três capitais brasileiras, os geneticistas Sérgio Danilo Pena e Maria Cátira Bortolini estão ajudando a resgatar parte dessa história ainda não de todo esclarecida sobre a origem dos quase 5 milhões de escravos africanos que chegaram aos portos de Rio de Janeiro, Salvador e Recife e contribuíram para a formação do povo brasileiro. Em dois estudos recém-concluídos a equipe de Pena, na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), e a de Maria Cátira, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), compararam o padrão de alterações genéticas compartilhado por africanos e brasileiros. Desse modo, conseguiram estimar a participação de diferentes regiões africanas no envio de escravos para o Brasil, o último país da América Latina a eliminar a escravidão com a assinatura da Lei Áurea em 13 de maio de 1888. Os resultados confirmaram que foram três as regiões da África – a Oeste, a Centro-Oeste e a Sudeste – que mais exportaram mão-de-obra africana para o país até 1850, quando o ministro da Justiça do Império Eusébio de Queirós formulou uma lei tornando crime o tráfico de escravos. Até aí, nada muito novo, e a genética apenas corrobora as informações his tóricas a respeito de uma das situações mais cruéis a que um ser humano pode submeter outro. Já se sabia que o Brasil foi um dos poucos, se não o único, países das Américas a receber africanos de todas as origens. A novidade é o envolvimento maior no tráfico negreiro da África Ocidental, também conhecida como Costa Oeste, região de onde vieram povos como os iorubás, os jejes e os malês, que exerceram forte influência social cultural no Nordeste brasileiro, em especial na Bahia.

Durante os três séculos em que os portugueses controlaram o tráfico no Atlântico – o mais antigo, de mais longa duração e maior em termos numéricos –, a proporção de escravos embarcados no Oeste, no Centro-Oeste e no Sudeste da África oscilou bastante. Avaliando registros de viagem africanos, Herbert Klein, da Universidade de Colúmbia, e David Eltis, da Universidade Emory, calcularam que, no total, 10% dos escravos teriam vindo da região Oeste da África e 17% da Sudeste. O principal fornecedor de escravos seria mesmo o Centro-Oeste, onde ficava a colônia portuguesa de Angola, que teria contribuído com 73% dos africanos enviados para o Brasil amontoados no porão de pequenos navios.“Os dados sobre o tráfico de escravos ainda são incompletos e os historiadores aceitam que a maior parte veio da região de Angola”, comenta Marina Mello Souza, da Universidade de São Paulo (USP), especialista em história africana. Cientes de que os registros de viagem nem sempre refletem com precisão o passado, nos últimos tempos os historiadores passaram a recorrer também à genética na tentativa de compreender melhor o que de fato ocorreu. “Nossas estimativas anteriores se basearam em amostras parciais”, disse Klein à Pesquisa FAPESP. “Estamos revendo essas projeções, com base no trabalho de geneticistas e na revisão dos dados de viagem que a equipe de David Eltis vem investigando na Universidade Emory.” E, nesse ponto, os trabalhos de Pena e Maria Cátira podem colaborar para esse reexame histórico. A análise do material genético compartilhado por brasileiros e africanos revelou que a proporção de escravos oriundos do Oeste da África – entre Senegal e Nigéria – pode ter sido de duas a quatro vezes maior que o contabilizado até o momento, bem mais próximo dos números exportados por Angola.

Origens e destinos – Superior à esperada, a contribuição do Oeste africano provavelmente não se distribuiu igualmente pelo país. Pena e sua aluna de doutorado Vanessa Gonçalves analisaram amostras de sangue de 120 paulistas que classificavam a si próprios e aos seus pais e avós como sendo pretos, seguindo a nomenclatura adotada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que agrupa os brasileiros em brancos, pretos e pardos – os movimentos de afrodescendentes em geral usam a palavra negro para se referir a pretos e pardos. Quatro de cada dez pretos paulistas apresentavam material genético típico do Oeste africano. Essa proporção, no entanto, foi menor no Rio de Janeiro e no Rio Grande do Sul, segundo artigo da equipe da UFRGS a ser publicado no American Journal of Physical Anthropology. Dos 94 pretos cariocas testados por Maria Cátira e Tábita Hünemeier, 31% traziam no sangue a assinatura genética do Oeste africano, apresentada por apenas 18% dos 107 pretos gaúchos. Além de indicar origens e destinos, esses dados talvez expliquem a penetração heterogênea no país do candomblé, religião com importantes traços culturais iorubás e jejes. Na busca pelas origens do povo brasileiro, não são apenas os historiadores que recorrem aos achados genéticos. Também os geneticistas precisam, por vezes, voltar aos livros de história, sociologia ou antropologia para compreender o que as características genéticas lhes mostram. Ao menos um fato histórico ajuda a entender por que a proporção de pretos com origem no Oeste africano é mais elevada em São Paulo do que a do Rio ou a de Porto Alegre. Nos séculos XVI e XVII, os africanos oriundos do Oeste chegaram aos portos de Salvador e Recife para em seguida serem vendidos aos proprietários dos engenhos de cana-de-açúcar do Nordeste. Mais tarde, porém, a decadência da economia açucareira levou ao deslocamento da mão-de- obra escrava para as plantações de café que floresciam no estado de São Paulo. Antes dessa migração interna, entre o fim do século XVIII e o início do XIX, São Paulo já apresentava uma concentração de escravos do Oeste africano muito mais elevada que no restante do país. De acordo com Klein, as razões para essa diferença ainda não são completamente compreendidas, mas talvez possam ser parcialmente explicadas pela importação de mão-de-obra diretamente do Oeste africano.

Maria Cátira explica a proporção mais baixa de material genético típico do Oeste da África entre os pretos de Porto Alegre pelo fato de os escravos chegarem ao sul do país por via indireta: 80% da mão-de-obra africana do Rio Grande do Sul era proveniente do Rio de Janeiro, onde a presença de povos do Oeste africano era mais baixa que no Nordeste brasileiro. Ainda assim transparece na composição genética dos pretos brasileiros o tráfico mais intenso para o país de escravos de Angola, no Centro-Oeste africano. Uma proporção menor (12%), mas significativa, veio da região de Moçambique, no Sudeste, sobretudo depois que a Inglaterra passou a controlar mais rigidamente os portos de embarque na costa atlântica da África.

Presença feminina – A contribuição africana para a composição genética do brasileiro não foi desigual apenas do ponto de vista geográfico. Enquanto os homens africanos foram os braços e as pernas que movimentaram a economia açucareira do Nordeste, as mulheres exerceram um encanto especial, de cunho sexual, sobre os senhores de engenho de origem européia, como o sociólogo pernambucano Gilberto Freyre registrou em 1933 em Casa-grande & senzala, ensaio clássico sobre a formação do país. Por essa razão, o preto brasileiro guarda hoje em seu material genético uma contribuição maior das mulheres do que dos homens africanos, embora o volume do tráfico masculino tenha sido maior. Essa desigualdade, que os geneticistas chamam de assimetria sexual, torna-se evidente quando se comparam dois tipos de material genético. O primeiro é o DNA encontrado nas mitocôndrias, usinas de energia situadas na periferia das células. Transmitido pelas mães aos filhos de ambos os sexos, o chamado DNA mitocondrial permite conhecer a origem geográfica da linhagem materna de uma pessoa. O segundo tipo de material genético estudado é o cromossomo Y, que os pais passam apenas para seus filhos homens e serve como indicador da linhagem paterna. A equipe de Pena constatou que 85% dos pretos de São Paulo tinham DNA mitocondrial africano, enquanto apenas 48% apresentavam cromossomo Y característico da África. De modo semelhante, o grupo coordenado por Maria Cátira viu que, em 90% dos pretos do Rio e em 79% dos de Porto Alegre, o material genético africano era de origem materna. Do lado paterno, só 56% do Rio e 36% de Porto Alegre tinham material genético paterno típico da África. “Esses números comprovam a história de exploração sexual das escravas pelos brancos”, comenta Pena, “uma história nada bela porque se baseava em relação de poder”. Essa assimetria sexual confirmada pela genética já havia sido antes documentada e detalhada pelo historiador Sérgio Buarque de Holanda, no livro Raízes do Brasil, pelo antropólogo Darcy Ribeiro, em O povo brasileiro, além de nos livros de Gilberto Freyre. Ela se tornou inconteste quando Pena e Maria Cátira começaram há cerca de dez anos, em trabalhos paralelos e complementares, a investigar a formação genética de brancos e pretos brasileiros com o auxílio do DNA mitocondrial e do cromossomo Y. As primeiras evidências de que o brasileiro carregava em suas células o material genético de índios, africanos e europeus surgiram em abril de 2000, quando o país comemorou os cinco séculos da chegada do colonizador português a este lado do Atlântico ou os 500 anos do descobrimento do Brasil. Aproveitando a data oportuna, Pena publicou – primeiro na revista Ciência Hoje, de divulgação científica, e depois no periódico acadêmico American Journal of Human Genetics – o trabalho que chamou de “Retrato molecular do Brasil”. Nesse estudo com 200 brasileiros das regiões Norte, Nordeste, Sudeste e Sul, o geneticista da UFMG constatou que, na realidade, 33% descendiam de índios por parte de mãe e 28% de africanos. Em outro estudo, publicado em 2001, mostrou que 98% dos brancos descendiam de europeus pelo lado paterno. Obviamente, a colaboração de índios e negros variava de acordo com a região do país. Essa era a demonstração genética do que já se conhecia do ponto de vista histórico, sociológico e antropológico. Os primeiros grupos de colonizadores europeus que chegaram ao Brasil depois de 1500 eram formados quase exclusivamente por homens. Milhares de quilômetros distantes de casa, tiveram filhos com as índias. Mais tarde, com a chegada dos escravos durante o ciclo econômico da cana-de-açúcar, passaram a engravidar também as africanas. A análise do material genético de pretos feita por Pena e Maria Cátira reforça esses resultados: 85% dos pretos brasileiros têm uma ancestral africana, mas os homens africanos estão representados em apenas 47% dos pretos – o restante tem ancestrais europeus em sua linhagem paterna. “É o outro lado da moeda”, diz Pena.

Retrato molecular – Mas o que o DNA mitocondrial e o cromossomo Y de fato revelam? Depende. São ferramentas genéticas fundamentais para determinar a composição de uma população porque são blocos de DNA que não se misturam com outros genes e passam inalterados de uma geração a outra. Mas esse material genético contém muito pouca informação sobre as características físicas de um indivíduo. Ter DNA mitocondrial africano, por exemplo, indica apenas que em algum momento do passado – recente ou não – houve uma mulher africana na linhagem materna daquela pessoa. É por isso que alguém com cabelos louros e olhos azuis pode ter entre suas ancestrais uma africana de pele escura, assim como um homem de pele escura e cabelos encaracolados pode ser descendente de europeus. Na tentativa de detalhar essa razão, Pena decidiu investigar um terceiro tipo de material genético: o chamado DNA autossômico, que se encontra no núcleo de quase todas as células do corpo. Pena e Flavia Parra selecionaram dez trechos do DNA autossômico típicos da população africana e criaram uma escala chamada índice de ancestralidade africana: quanto mais desses trechos uma pessoa possui, mais próxima ela estaria de um africano. Em seguida, foram procurá-los na população brasileira. Os pesquisadores mineiros testaram esse índice em 173 homens brancos, pretos e pardos de Queixadinha, interior de Minas Gerais, e viram que, em média, os três grupos apresentavam proporções semelhantes de ancestralidade africana, que era intermediária entre a de um português do Porto, em Portugal, e a de um africano da ilha de São Tomé, na costa Oeste da África. Em outro estudo, Pena e a bióloga Luciana Bastos Rodrigues analisaram 40 outros trechos de DNA autossômico e descobriram que eles são suficientes para distinguir um indivíduo africano de outro europeu ou de indígena nativo das Américas. Ao comparar esses mesmos trechos de 88 brancos e 100 pretos brasileiros com os de africanos, europeus e indígenas, Pena e Luciana observaram altos níveis de mistura gênica: tanto os brancos como os pretos apresentavam características genéticas de europeus e de africanos. Essa mistura foi ainda mais evidente entre os pretos, que, segundo Pena, “resultam de um processo de intensa miscigenação”. Com base nesses resultados obtidos em dez anos de investigação das características genéticas do brasileiro, Pena e Maria Cátira não têm dúvida em afirmar que, ao menos no caso brasileiro, não faz o menor sentido falar em raças, uma vez que a cor da pele, determinada por apenas 6 dos quase 30 mil genes humanos, não permite saber quem foram os ancestrais de uma pessoa. O geneticista brasileiro Marcelo Nóbrega, da Universidade de Chicago, Estados Unidos, concorda, embora afirme que as diferenças genéticas entre populações de continentes distintos podem ser úteis na área médica – por indicar capacidades diferentes de metabolizar medicamentos – e usadas para definir raça. “Isso não significa que as raças sejam profundamente diferentes entre si nem superiores umas às outras”, diz. Para ele, o aumento da miscigenação nos últimos séculos erodiu as divisões entre esses grupos, como no caso brasileiro, e deve tornar obsoleto o conceito genético de raças. Como já disse Gilberto Freyre em Casa-grande & senzala, “todo brasileiro, mesmo o alvo, de cabelo louro, traz na alma, quando não na alma e no corpo – há muita gente de jenipapo ou mancha mongólica pelo Brasil –, a sombra, ou pelo menos a pinta, do indígena ou do negro”. ■

2014: preços de imóveis em queda

Posted in BRASIL, CURITIBA, ECONOMIA, GEOGRAFIA, MUNDO, OPINIÃO, POLÍTICA, VIDA URBANA by dibarbosa on 6 de julho de 2014


Bolha Imobiliária no Brasil não estoura mas começa a murchar.

home-pricesNos últimos dias surgiram comentários que o Brasil acompanhará uma crise após a Copa do Mundo, ou seja, haverá outro “crash” no planeta que se originará nos EUA e que será sentido aqui, especialmente no trato com o setor imobiliário. Agora, investidores deste mercado estão dizendo que tudo não passa de boato quando, visivelmente, estão tentando defender seu ganha-pão garantindo que está tudo bem e tentam acalmar os ânimos dos envolvidos no ramo em um contra-ataque meramente apaixonado, pois que sua didática argumentativa carece de uma boa base de dados com fundamentação na realidade econômica do país.

Chaves Imóvelfacebook-redondotwitter-redondog+redondoOra, eles precisam sobreviver, não é? Mas todos nós também, por isso não nos deixemos iludir com suas recentes publicações em que preveem um insistente aquecimento do mercado de imóveis. Isso é impossível, uma vez que os preços dos imóveis já atingiram, historicamente, seu ápice derradeiro.  Lembrando que este teve uma ascensão recorde (maior que a do Japão) a nível mundial tendo elevado seus preços em mais de 200%, extraordinariamente acima do PIB e da inflação nacionais em um período de pouco mais de 5 anos deixando muita gente com um lucro exorbitante em suas negociações oportunistas e especulativas. A grande realidade é que a economia do país padece e carece de soluções muito mais morais do que práticas, a exemplo do conhecido e já folclórico tráfico pútrido de influências que insiste em ocorrer nas três esferas do poder nacional e que é denominado de corrupção. Mas isso é uma outra história.

money-graphics-2008_871220aVoltando à questão, o Sindicato das Empresas de Habitação paulista, em uma previsão notadamente ilusionista, publicou em fevereiro que acredita em uma estabilização dos preços, mas revelou o óbvio: não há mais espaço para o crescimento do ramo. Em outra publicação, um diretor com mais de 20 anos de experiência financeira de uma empresa de investimentos voltada para pessoas físicas aconselha a espera para a aquisição de um imóvel explicando que a inflação corrói seu valor real quando estabilizado, acrescentando que a tendência é um esfriamento do mercado nos próximos anos.

a_ready_to_move_house_or_an_under_construction_houseEsse desaquecimento será, ainda, ajudado pelo lançamento de mais unidades ainda em construção, quando ocorrerá a inevitável luta pela sobrevivência de um setor que também tem contas a pagar. Esperam-se que tais imóveis novos tenham preços mais competitivos forçando à uma queda dos preços dos usados em um verdadeiro murchamento da dita bolha. Isso sim devemos esperar e não um estouro como ocorreu nos EUA onde as características das negociações são bem diferentes das nossas.

E para provar tudo o que digo, novamente menciono o Índice Fipe Zap que trata especificamente da performance e estatísticas dos imóveis dentro de seu mercado.o qual é um espelho confiável das práticas de preço em todo o Brasil. Selecionei alguns exemplos abaixo onde é possível notar a variação de queda entre alguns bairros pesquisados em Curitiba, notadamente nos últimos três meses. Claro que há bairros onde a curva está ascendente, mas ocorre especialmente onde o poder aquisitivo supera os demais bem como pelo fato de acompanhar o padrão de cidades diretamente influenciadas de maneira abrangente pela Copa do Mundo, no caso o Rio de Janeiro que teve seus gráficos com linha em aclive neste mês demonstrando uma realidade especulativamente falsa.

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Imóveis: melhor esperar até 2017?

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA, OPINIÃO, POLÍTICA by dibarbosa on 2 de julho de 2014

Bolha Imobiliária ou não, o fato é que o setor de construção civil definitivamente perdeu seu ritmo. São dados oficiais do CAGED¹, PME² do IBGE e da equipe de Sondagem da Construção da FGV³. Todos já perceberam em qual intensidade ocorreu a disparada especulativa no Brasil. E em se tratando do consumidor investidor, este abandonou o barco e já deve ter arranjado outro negócio promissor. Quanto ao consumidor morador, ainda sonha e tem a expectativa da verdade que, ao menos por ora, não lhe será servida de bandeja em noticiários jocosos.

Mesmo o primeiro tendo dado no pé, o segundo tem um vago entendimento do assunto e pode, ainda, ser vítima de algum representante da bolha. Dizem por aí que depois da Copa o mundo será vítima de outro Crash. Mas os imóveis já deixaram de ser um investimento lucrativo e, ante a inevitável estagnação do consumo, pode ser que haja uma estabilização nos preços que levará anos até uma considerável redução representativa.

Última notícia: 2014 PREÇOS DOS IMÓVEIS EM QUEDA

Neste ínterim, eventualmente algum valor despencará por motivo de uma urgência qualquer. Mas como isso foi acontecer? É muito fácil mentir para você, desviar tua atenção e, legalmente, apoderar-se de tuas suadas economias enquanto você assiste a uma boa partida de futebol (não que isso seja ruim). Você está dentro de um poderoso sistema financeiro onde tudo o que você consome foi cuidadosamente planejado anteriormente por alguém que, num âmbito geral, possui todas as tuas informações e sabe exatamente a quantia que você pode dispor para continuar sobrevivendo. O que sobra está na mira deste especulador que sempre está pensando em alguma maneira de colocar a mão no teu bolso. Quer entender? No apogeu do boom dos imóveis as construtoras disseram, com o aval de analistas financeiros, que a valorização estaria infinitamente na casa entre 25 e 30 % ao ano e que bolha imobiliária era meramente o resultado da inveja dos menos providos de capital imobiliário. Fácil acreditar, especialmente se você vive no país da Copa e das Olimpíadas com status de potência, quando se desenvolve naturalmente a crença em uma infalibilidade econômica. Mas os preços desaceleraram e, dos noticiários, vieram eufemismos como “ajuste”, “adequação”, “acomodação dos preços”, “ritmo menor de valorização”.

Pronto! Formaram a tua opinião antes mesmo que você pudesse iniciar teu estado analítico e conclusivo, o que interrompeu e travou qualquer iniciativa mental que pudesse brotar com naturalidade racional de tua massa encefálica. E quando os sinais foram mais evidenciados com as quedas nas vendas e nos preços, deram desculpas de que eram fatos isolados longe de caracterizar uma bolha dizendo que o Brasil é imune à crises, como se existisse vacinas para todos os retrovírus que ameaçassem a economia nacional. Até mesmo quando obras atrasadas, não entregues e canceladas, distratos, além das perdas bilionárias na Bolsa passaram a fazer parte dos balanços das empresas do setor, disseram que tudo não passava de “reflexo” da economia mundial e consequente desaquecimento do mercado interno. Quem acredita está, junto com a grande massa brasileira, viajando na maionese. O maior percentual de nosso povo tem paixões abruptas que irrompem qualquer reflexão mais prolongada, o que é avassalador. A crise imobiliária é mais do que real, e não há como negá-la. Sobre o Crash, o melhor a fazer é investir na poupança ou em títulos públicos prevenindo-se de uma eventual inflação que poderá até mesmo vir maquiada, a exemplo do que ocorre atualmente no mercado de imóveis.

¹CAGED Cadastro Geral de Empregados e Desempregados ²PME Pesquisa Mensal de Emprego ³FGV Fundação Getúlio Vargas

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Uma Ilha 100 por cento renovável

Posted in AMBIENTALISMO, GEOGRAFIA, MUNDO, SUSTENTABILIDADE, TECNOLOGIA by dibarbosa on 28 de junho de 2014

Parque eólico da Ilha El HierroEspanholirlandêsInglêsEl Hierro (Ferro) nas Ilhas Canárias – arquipélago pertencente à Espanha, inaugura sua central hidro-eólica e se torna primeira ilha do mundo 100 por cento renovável.

reservatórioFerro, a menor das ilhas Canárias, inaugura sua Central hidro-eólica e é a primeira ilha do mundo a conquistar a independência energética, graças a um projeto auto-suficiente em energia renovável que levou trinta anos de estudo, concepção, desenvolvimento e execução. A empresa responsável pelo feito, a Gorona Del Viento El Hierro S/A, que aplicou um sistema inovador na área de dupla insularidade, iniciou em 27 de junho o funcionamento do mecanismo das turbinas do parque eólico em Ferro composto por cinco máquinas de vento, as quais serão responsáveis pelos primeiros quilowatts renováveis. Esquema-maqueteO modelo torna-se um ícone para a transição energética mundial e é observado por vários países ao mesmo tempo em que abre um leque de oportunidades para o desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a sustentabilidade e inovação com foco nas alterações climáticas. O parque eólico e a central hidráulica que compõem o sistema hidro-eólico de Ferro foram interligados com o atual sistema elétrico pertencente à UNELCO-ENDESA eliminando-se sua dependência de combustíveis fósseis e, consequentemente, reduzindo-se prejuízos ambientais com grande economia, apesar da instabilidade que o conjunto de eletricidade poderá sofrer devido à escassez ocasional de ventos. O projeto integra um parque eólico, uma estação de bombeamento, dois tanques de água, uma usina hidrelétrica e uma central de motores Diesel. O parque eólico realiza a captura e conversão de energia eólica em energia elétrica fornecendo-a à rede e ao mesmo tempo alimentando a unidade de bombas que direciona a água até um reservatório superior para armazenar excedentes de energia funcionando como um gerador. A hidrelétrica usa a energia potencial armazenada, garantindo o fornecimento de energia e estabilidade de rede. A energia dos motores a Diesel (11,36 MegaWatts) deverão entrar em funcionamento apenas nos casos de inércia aérea. Assim, uma fonte de energia intermitente está sendo transformada em uma oferta controlada e constante de energia elétrica, maximizando a utilização de energia eólica e minimizando o consumo de combustíveis fósseis. A demanda da ilha em 2005 era de 35 GigaWatts e será estabilizada em um prazo de até 5 anos sendo que para 2015 a projeção é de 48 GigaWatts.

fonte: goronadelvientoelhierrosa

FAVELA – a origem

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, FOTOGRAFIA, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, Imagens, POLÍTICA, VIDA URBANA by dibarbosa on 26 de junho de 2014

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Adaptado por UrbsMagna / fonte: Facebook – 26/junho/2014 03:15GMT

Você já parou para pensar qual o motivo de chamarmos os bairros pobres e sem infraestrutura de “FAVELAS”? Eu sempre achei que fosse um nome indígena ou qualquer coisa assim,mas a história é bem mais interessante que isto. O nome “FAVELA” remete a um fato marcante ocorrido no Brasil na passagem do século XIX para o século XX: a Guerra de Canudos. 

canudos - tropas de antonio conselheiroNa Caatinga nordestina, é muito comum uma planta espinhenta e extremamente resistente chamada “FAVELA” ( Cnidoscolus Phyllancatus) que produz óleo comestível e combustível. Entre 1896 e 1897, liderados por Antônio Conselheiro, milhares de sertanejos cansados da humilhação e dificuldades de sobrevivência num Nordeste tomado de latifúndios improdutivos e secas, criam a cidadela de Canudos, no interior da Bahia, revoltando-se contra a situação calamitosa em que viviam. Em Canudos, muitos sertanejos se instalaram nos arredores do “MORRO DA FAVELA”, batizado em homenagem a esta planta. Com medo de que a revolta minasse as bases da República recém instaurada, foi realizado um verdadeiro massacre em Canudos, com milhares de mortes, torturas e estupros em massa, num dos mais negros episódios da história militar brasileira, feito com maciço apoio popular. Quando os soldados republicanos voltaram ao Rio de Janeiro, deixaram de receber seus soldos, e por falta de condições de vida mais digna, instalaram-se em casas de madeira sem nenhuma infraestrutura em  morros da cidade (o primeiro local foi o atual “Morro da Providência”), ao qual passaram a chamar de “FAVELA”, relembrando as péssimas condições que encontraram em Canudos. Após abolição ex escraqvos possam, mas sã proibidos de sorrir, 1888Este tipo de sub-moradia já era utilizado a alguns anos pelos escravos libertos, que sem condições financeiras de viver nas cidades, passaram também a habitar as encostas. Ocupação irregular da área do Morro da Providência em 1920O termo pegou e todos estes agrupamentos passaram a chamar-se FAVELAS. Mas existem vários “MITOS” sobre as Favelas que precisam ser avaliados

ENGANOS NOSSOS SOBRE O ASSUNTO:

  1. Maharashtra-na-India-a-maior-favela-do-mundoCostumamos achar que as maiores Favelas do mundo encontram-se no Brasil, mas é um engano. Nenhuma comunidade brasileira aparece entre as 30 maiores do Mundo. A Índia possuir a maior delas, mas México, Colômbia, Peru e Venezuela juntas lideram o Ranking, em mais um triste recorde para a América Latina.

  2. chabola recém-incendiada a espanhaOutro engano comum é achar que as Favelas são um fenômeno “terceiro-mundista”, restrito a países subdesenvolvidos ou emergentes. Apesar de em quantidade bem menor, países desenvolvidos como Espanha também tem suas Favelas, chamadas por lá de “Chabolas”.

  3. catacumba1catacumba2O 3º mito é que as Favelas apenas aumentam, mas a especulação imobiliária e planos governamentais já acabaram com algumas favelas. O caso mais famoso é o da Catacumba, ao lado da Lagoa Rodrigo de Freitas, que foi extinta em 1970.


A HISTÓRIA DE ALGUMAS FAVELAS FAMOSAS:


Favela do LemeMORRO BABILONIABabilônia
 A vegetação exuberante e a vista privilegiada de Copacabana levou os moradores a compararem o local com os “Jardins Suspensos da Babilônia”. A ocupação do morro ocorreu de cima para baixo. Em 1908 as primeiras casas foram erguidas num espaço de terra íngreme e sem estrutura. 

rocinha1Rocinha – Nos anos 30, após a crise da Bolsa de 1929 que levou vários produtores de café à bancarrota, o  terreno da Fazenda Quebra-Cangalha foi invadido e dividido em pequenas chácaras, que vendiam sua produção na Praça Santos Dumont, responsável pelo abastecimento de toda a Zona Sul da cidade. Quando os clientes perguntavam de onde vinham os legumes, diziam: “-É de uma tal Rocinha lá no Alto da Gávea”

maracanãMangueira – Nos anos 40, na entrada da trilha de subida do Morro, que na época ainda era coberto pela mata, foi colocada uma placa que dizia: “Em breve neste local, Fábrica de Chápeus Mangueira”. A fábrica nunca foi construída, mas a placa permaneceu, batizando uma das mais emblemáticas comunidades cariocas. Sua localização é próxima ao Estádio do Maracanã, do outro lado da estação de trem.

vidigalVidigal – Em homenagem ao dono original do terreno onde hoje se localiza a Favela, o Major Miguel Nunes Vidigal, figura muito influente durante o Império. Sua localização está entre as praias do Leblon e de São Conrado, na encosta sobre a Av. Niemayer, um verdadeiro Cartão Postal do Rio de Janeiro.

Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender e, se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.

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Nelson Mandela

Além do placar de Espanha x Chile

Posted in Copa do Mundo do Brasil 2014, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MUNDO by dibarbosa on 19 de junho de 2014

 

tOURO MORTO POR CHILENOSCOPA DO MUNDO 2014 – Chile 2 x 0 Espanha. Da invasão da torcida do Chile no Maracanã no dia do jogo¹ à abdicação do Rei da Espanha, a vitória da seleção sul-americana sobre a atual campeã mundial é o tema mais pesquisado na internet no feriado de Corpus Christi. Chile finalmente dá troco à Espanha no mesmo Maracanã e pelo mesmo placar que também os eliminou da Copa de 1950.

Ainda que vítima da mais grave crise de sua história, o Reino Espanhol é um país antigo, tradicional e presente em todos os estudos sobre a origem do homem na história do mundo. E exatamente por ser um país velho, tem o nono PIB e um dos melhores índices de desenvolvimento humano. Na classificação do ano de 2012 a Espanha está posicionada na 23ª posição e  o Chile na 40ª, o que confere a ambos a classificação ‘muito alto’. Para se ter uma idéia, o Brasil está na 85ª posição, onde pontua aparecendo na classificação imediatamente inferior ‘alto’. Quanto ao Chile, um país que teve movimentos de independência da Espanha em meados de 1820 e que viveu sob o domínio do imperialismo americano durante todo o início do século XX, teve o início de seu derradeiro nascimento político entre as décadas 50 e 60 com o surgimento de poderosos movimentos populares em defesa da liberdade. No final da década de 60 e início da década de 70, o Chile, bem como outros países do cone sul, teve sua progressão democrática interrompida por um golpe militar que levou o país à uma duradoura ditadura atribuída, por muitos, a uma ‘cooperação’ imperialista dos EUA que incidiu por quase 20 anos sobre todas as Américas, finda a qual teve início a sua recuperação a passos largos, marcada pelo humanitarismo e união das classes, o que trouxe muitos avanços em várias áreas. Assim, o Chile da atualidade é um dos mais estáveis países da América do Sul sendo o mais desenvolvido, competitivo, qualitativo, globalizado, livre, igualitário e democrático país do ‘terceiro mundo’, além do menos corrupto. E enquanto, na Espanha, o Rei Juan Carlos abdica ao trono no início do mês da Copa, dando sua vez ao Príncipe Felipe de 46 anos de idade para tentar abrir uma nova etapa de esperança ao povo espanhol, o Chile sonha em subir derradeiramente no tão sonhado patamar social dos nobres, marcando o seu lugar na história contemporânea do mundo, e sair definitivamente da amarga condição histórica de clero.

¹ Em mais uma história mal contada onde a imprensa e o governo brasileiro tentam proteger a imagem do Brasil na Copa do Mundo, os torcedores chilenos saíram com imagem de baderneiros. Eles afirmam que entraram na sala da imprensa erroneamente, quando protestavam e tentavam, em vão, adquirir ingressos para o jogo, os quais foram mal distribuídos deixando-os do lado de fora após viajarem quilômetros com a garantia de assistir seu país na Copa do Mundo.

8cc06aa947846dfc7071449392971fb5Copyright © 2014 UrbsMagna

Brasil posa de potência mas gringo ainda toma nosso Nióbio

Dr. Adriano BenayonEntrevista com o Dr. Adriano Benayon – Doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, ex-diplomata do Itamarati e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento – sobre a exportação subfaturada (ou contrabando) do nosso mais valioso minério de ferro em Araxás – MG, onde está localizada a maior reserva mundial (97%) do mineral Nióbio (Elemento Químico Nb da tabela periódica com nº atômico 41 e massa atômica 92,9u.) – componente de liga indispensável à produção do aço utilizado pelas indústrias automobilística e aeroespacial devido à resistência à altas temperaturas e à ferrugem. O Canadá tem 3% das jazidas, com o qual mantém um admirável sistema gratuito de saúde e educação.

Nb41-vert“Ao meu ver precisamos ter muito mais autonomia política. O Brasil, e todo o mundo, entrou em um modelo das chamadas democracias representativas, onde são eleitos representantes para o congresso, governos e ministérios. As eleições estão muito dominadas pelo dinheiro. Toda campanha eleitoral depende de recursos financeiros e ao mesmo tempo depende de acesso à mídia. E a mídia é, praticamente, controlada pelos mesmos interesses (principalmente estrangeiros) que dominam a economia brasileira. Então o Brasil fica em um impasse, não só econômico mas também político. Penso exatamente que o Nióbio seria um tema muito bom para servir à convocações de movimentos populares, principalmente pelo fato de ele ser emblemático – representa todo o problema do Brasil. Embora ele seja uma coisa específica ele nos remete a toda essa questão que é geral como a desindustrialização, a desnacionalização e, ao mesmo tempo, o controle que isso implica sobre a política brasileira. Nesse caso você não tem o que fazer. O povo vai ficando cada vez mais sem meios de ação. Porque a mídia não publica, geralmente, aquilo que se aponta de verdade, então o grosso das pessoas acaba nunca tomando conhecimento. Depende de uma mobilização. Depende que alguns, ou que muitos que tenham tomado conhecimento, multipliquem a mensagem e formem uma massa crítica capaz de reivindicar isso. Então quando você chama a questão do Nióbio com toda essa informação que mostra tanto prejuízo para o Brasil, em função só do Nióbio, a gente tem que ter presente que esse caso é muito grande, muito importante, mas é só um entre muitíssimos outros casos, e é um caso, como eu digo, representativo de toda uma estrutura econômica e política que não tem como tirar o Brasil do empobrecimento em que ele está caindo cada vez mais. Então não adianta ficar posando de potente sem ter poder nenhum dizendo que é país emergente ou potente. Não, nós temos é que partir a realizar e chegar um dia lá, mas chegar com fatos, não com um discurso na ONU que aquilo é um blá-blá-blá que não serve pra nada.”

Fonte: youtube

Energia Lunar: Lua e Marés gerando energia para a Terra

Posted in AMBIENTALISMO, CIÊNCIA, ECONOMIA, GEOGRAFIA, MUNDO, TECNOLOGIA by dibarbosa on 1 de junho de 2014

Lua: fonte de energia

Última atualização set2016

InglêsEspanholAlemão

mare powerA energia das marés, o poder da lua sobre os corpos líquidos da Terra, indubitavelmente é uma grande fonte de energia. As flutuações das marés causadas por nosso satélite natural poderiam substituir toda a nossa energia no futuro.

imagesSegundo um estudo recente, a Escócia possui recursos de marés muito significativos, o que poderia abastecer até 50% de suas necessidades energéticas. Mark Baker, um administrador de energia marítima da companhia GE Power Conversion, comentou recentemente sobre o tema dizendo que em alguns lugares do Reino Unido há movimentos de marés que oferecem um potencial tentador para a geração de energia. A GE Power Conversion atualmente está testando novas turbinas submersas de marés e outras tecnologias nas águas das Ilhas da Escócia e do País de Gales. Segundo Baker, este processo experimental é promissor e a General Electric busca ampliar sua variedade de turbinas de marés previstas para instalação em Pentland Firth, um canal estreito que separa as ilhas Orcadas do extremo norte de Escócia. São muitos megawatts que poderiam estar sendo aproveitados. Duas vezes por dia, a gravidade da lua provoca o fluxo e refluxo dos mares, que são uma fonte perfeita de energia ainda mais previsível e confiável do que a energia solar. Tanto que a BBC  descreveu recentemente que a Escócia é como uma Arábia Saudita em potencial de energia renovável. O projeto em Pentland Firth sozinho poderia fornecer quase metade das necessidades de electricidade da Escócia – algo em torno de 1,9 gigawatts.

mare power 2As turbinas de marés se assemelham a grandes hélices de aeronaves submersas entre 180 e 240 metros de profundidade. Seu posicionamento está em um delta onde as marés se movimentam em velocidades mais altas. Elas podem capturar a energia dos movimentos verticais e horizontais das ondas. Paralelamente, e para complementar todo o projeto também há bóias que geram eletricidade a partir do movimento ascendente e descendente das marés.  Baker acredita que matrizes de geração de energia das marés aparecerão mais frequentemente no Reino Unido e no resto do mundo numa geração de energia elétrica em escala.” 

Fonte: GE Reports

LUA

 

O Brasil é uma piada

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Se você ainda não sente VERGONHA DE SER BRASILEIRO, leia isso:

O Brasil é a piada do momento em toda a face da Terra

O mundo inteiro está contando piada de brasileiro e você nem sabe. Os brasileiros, em sua grande maioria, se acham os donos do pedaço quando na verdade são burlescos e uma grande vergonha mundial, especialmente após as últimas manchetes a respeito da nossa corrupção, da Copa de 2014 e das Olimpíadas 2016. 

E não é só pelo motivo da Copa, da corrupção ou das Olimpíadas. É pela própria tradição da desordem do país. Que o país deu um grande salto em sua economia é fato, mas a tradição mundial ainda nos posiciona no Terceiro Mundo. Pertencemos ao BRICS (Brasil-Rússia-Índia-China-África do Sul), que é o grupo de países emergentes. Até a China que se tornou recentemente a número um em exportações mundiais ainda é emergente. E ser um país emergente não significa ter todos os problemas internos solucionados. Os países emergentes ainda estão distantes das melhores colocações mundiais do IDH. Por mais que tenhamos alcançado boas colocações em alguns setores de desenvolvimento, ainda temos uma infra-estrutura frágil. E para complicar o brasileiro é, por natureza, desorientado nas questões políticas. Quer um exemplo? Com todas as manifestações que temos visto sabemos que há grande insatisfação popular que, propositalmente, coincide com o advento do Mundial de Futebol exatamente por estarmos assistindo a um dos maiores escândalos de corrupção sem que, ao menos, os corruptos tentem se esconder. Com tantas obras superfaturadas, com toda essa montanha de dinheiro investido em estádios de futebol luxuosos e inteligentes, o povo percebeu alguma coisa errada. Que todo esse volume financeiro não era necessário. Que tudo custou muito caro e por mais que tenha qualidade não justifica seu valor estratosférico. Não direi que o gigante acordou, mas algo o incomodou bastante. Mas basta que os Black Blocs dêem um tempo desaparecendo do cenário na hora nobre, dando a entender que “deu uma acalmada”, para todo mundo esquecer esse papo. Me pergunto: como é possível esquecer? A impressão que dá é que, no Brasil, ainda é possível subir em um palanque, dizer meia dúzia de palavras extraídas do Aurélio, incorporar um santo popular e esbravejar aos quatro ventos fingindo ser o salvador da humanidade para ser eleito democraticamente. Ora, o brasileiro mal sabe dos ministérios do Brasil, muito menos de seus ministros. A Voz do Brasil, um programa de rádio com obrigatoriedade de exibição diária e em cadeia, é ridicularizada pela turba verde e amarela ao passo que, nas universidades do país, é recomendada pelos professores mais respeitados exatamente por seu conteúdo abranger os fatos mais relevantes da política nacional. E o brasileiro, que sempre desligou o botão de seu “radinho” por décadas habituou-se a se alienar de tudo. Agora então, em vias de receber a internet popular de presente do governo do Brasil, o que é muito bom na medida em que as operadoras viabilizarem planos coerentes, o brasileiro terá a oportunidade de conhecer o mundo inteiro à partir de seu sofá. Pode ser até que ele descubra que o seu mundo particular já era muito bem conhecido lá no exterior sendo burlesco, um motivo de chacota internacional. Se aprender alguma língua estrangeira então, vai ler e saber que os nossos produtos com maiores volumes de exportação, e que nos fazem famosos em todo o Planeta, é jogador de futebol e prostituta. Certamente você vai se perguntar: “isso é alguma piada?” Precisa responder? Então veja este site.

Brasil é o maior produtor de Nióbio do planeta – A História do Nióbio

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, TECNOLOGIA by dibarbosa on 14 de maio de 2014

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niobio mundialO nióbio é um elemento químico, de símbolo Nb, número atômico 41 (41 prótons e 41 elétrons) e massa atômica 92,9u. É usado principalmente em ligas de aço para a produção de tubos condutores de fluidos. Em condições normais, é sólido. 

O nióbio finalmente foi reconhecido como elemento químico em 1949 pelo químico alemão Heirich Rose, que acabou com uma polêmica de 148 anos ao estabelecer definitivamente que o elemento é encontrado em minérios de tântalo. Antes disso, no ano de 1801, o químico inglês Charles Hatchett já o havia feito batizando o novo elemento como colúmbio, mas em 1809 um outro químico inglês chamado William Hyde Wollaston criou um duradouro engano que retardou os avanços do conhecimento sobre o novo elemento ao declarar que colúmbio e tântalo eram a mesma coisa. Tudo isso deveu-se à dificuldade de distinção entre ambos uma vez que hoje todos sabem que Nb e Ta são muito similares em se tratando das propriedades físicas e químicas. Para complicar, as nomenclaturas nióbio e colúmbio foram utilizadas para o mesmo elemento por quase um século de forma intercambiável. Portanto, o nióbio não era comercializado antes do século XX.
Existem apenas três minas de nióbio com viabilidade econômica no planeta e o Brasil, com duas jazidas, é o maior produtor mundial de nióbio e ferronióbio (uma liga de nióbio e ferro). A terceira fica no Canadá e representa apenas 2%, mas com esse percentual, aquele país mantém educação e saúde públicas gratuitamente para a população. Isso graças à sua grande importância industrial com uma utilização comercial voltada para as ligas de aço a uma proporção de tão somente 1g/kg (um grama de nióbio para 1 quilograma de aço) ou 1kg/1t(um quilograma de nióbio para uma tonelada de aço),  pois esta pequena dosagem confere maior resistência a ligas de aço de gasodutos, motores de aeroplanos, além de conferir estabilidade térmica à superligas da propulsão de foguetes e em muitos outros materiais supercondutores como é o caso de ímãs usados na obtenção das imagens por ressonância magnética. Também aplica-se nióbio em soldagens, na indústria nuclear, na indústria eletrônica, na indústria óptica, na indústria numismática e na produção de joias.

Ele deu o nome de “columbium” ao novo elemento. Em 1844, Heinrich Rose, um químico alemão, acreditou – de maneira enganosa – ter descoberto um novo elemento enquanto trabalhava com amostras de tantalita. Ele deu ao elemento o nome de “niobium”, inspirando-se em Níobe – a filha do Rei Tântalo, da Mitologia Grega. A União Internacional de Química Pura e Aplicada – IUPAC – adotou, em 1950, o nome oficial de nióbio para o elemento 41. Até a descoberta quase simultânea de depósitos de pirocloro no Canadá (Oka) e no Brasil (Araxá), na década de 1950, o uso do nióbio era limitado pela oferta restrita (era um subproduto da produção do tântalo dos minérios columbita/tantalita), o que resultou em custos elevados. Com a produção primária de nióbio, o metal tornou-se abundante e ganhou importância no desenvolvimento de materiais de engenharia. Na década de 1950, com o início da corrida espacial, aumentou muito o interesse pelo nióbio, o mais leve dos metais refratários. Ligas de nióbio, como NbTi, NbZr, NbTaZr e NbHfTi, foram desenvolvidas para utilização nas indústrias espacial e nuclear. O NbTi e Nb3Sn são usados para fins relacionados à supercondutividade. Os tomógrafos de ressonância magnética para diagnóstico por imagem utilizam magnetos supercondutores feitos com estas ligas de nióbio. Outro desdobramento importante da década de 1950 foi o aço microligado. Estudos conduzidos na Inglaterra, na Universidade de Sheffield e na British Steel, e também nos Estados Unidos, tornaram o aço microligado uma realidade industrial quando a Great Lakes Steel entrou no mercado, em 1958, com uma série de aços contendo cerca de 400 gramas de nióbio por tonelada, dotados de resistência mecânica e tenacidade simultaneamente. A descoberta de que a adição de uma pequena quantidade de nióbio ao aço carbono comum melhorava consideravelmente as propriedades deste, levou à utilização em grande escala do conceito de microliga, com grandes vantagens econômicas para a engenharia estrutural, para a exploração de óleo e gás e para a fabricação de automóveis. Atualmente, os aços microligados representam o uso mais importante do nióbio. São materiais sofisticados, desenvolvidos a partir de princípios de metalurgia física que refletem o esforço conjunto da pesquisa e desenvolvimento conduzidos na indústria e nos laboratórios de universidades. O conhecimento científico se revelou essencial para o elemento 41. Os avanços conseguidos até aqui ampliaram o raio de aplicação do nióbio em aços, superligas, materiais intermetálicos e ligas de Nb, bem como em compostos, revestimentos, nanomateriais, dispositivos optoeletrônicos e catalisadores. E tudo indica que esta lista continuará a crescer.

Fonte: Cia. Brasileira de Metalurgia & Mineração

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Favela vertical Torre de David: vergonha da Venezuela

Posted in AMBIENTALISMO, GEOGRAFIA, MUNDO, VIDA URBANA by dibarbosa on 4 de maio de 2014

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8cc06aa947846dfc7071449392971fb5UrbsMagna adaptado de: The New York Times, Urban Think Thank e Venezuela Report

InglêsEspanholAlemãoFrancêsRussoArábia Saudita

compartilhar-facebookEsta torre no centro de Caracas, Venezuela, é apelidada de “Torre de David”, desde a morte, em 1993,  de seu principal investidor, o influente banqueiro David Brillembourg. O governo assumiu o controle do edifício sem elevadores, energia elétrica, água corrente, grades de varanda, janelas e, nem mesmo, algumas paredes. Durante a crise bancária de 1994, que levou o país a necessitar de uma ajuda internacional de US$ 11 bilhões (cerca de 5% do PIB), a inflação chegava a 70,8% e o Bolívar, moeda oficial venezuelana, se desvalorizou 50% desestruturando todo o sistema econômico. Na época, a ira social acelerou a derrubada dos partidos políticos tradicionais ante as trapalhadas do governo de Rafael Caldera fazendo com que o militar Hugo Chávez avançasse sobre os escombros de um país desfeito por suas próprias apostas de gigantismo econômico e enormes injustiças sociais. Consequentemente, surgiu um déficit habitacional maciço, o que levou à ocupação do edifício por posseiros em outubro de 2007. Com o tempo, os moradores improvisaram muitos serviços básicos de utilidade pública como água, por exemplo, que agora chega até o 22º andar. Para o acesso às residências existe um serviço de motocicletas para subir e descer os primeiros 10 pavimentos. Os moradores mais recentes usam as escadas para os níveis restantes onde vivem até o 28º andar. Há muitos serviços para a comunidade com várias lojas operando e alguns moradores possuem até mesmo carros, que estacionam na garagem do edifício. Os poucos residentes que têm automóvel próprio têm direito a uma vaga. As demais são alugadas a pessoas de fora, o que constitui uma importante fonte de renda para a comunidade.

Todos são chavistas que agora apoiam Maduro, e, mesmo não tendo uma resposta definitiva do Estado sobre a falta de escritura dos imóveis, as famílias consolidam suas moradias subindo móveis e materiais de construção pelas escadas sem corrimão, mas somente até o 28º andar, por recomendação de bombeiros, acima do qual haveria uma exposição aos ventos cruzados. Além disso, subir parte dos 46 andares, a partir do 10º, exige pernas de atleta e muito cuidado para não pisar no vazio. Existem crateras de 6 metros quadrados onde ficariam os elevadores, de onde um automóvel despencou do nono andar com quatro ocupantes. Mas há grande segurança e organização. Na Torre de David há normas rígidas para a convivência. Uma guarita na entrada contribui para a segurança. Estima-se que existe 1.480 crianças, segundo censo de 12/2013 feito por cartas enviadas a órgãos públicos e empresas pedindo presentes de Natal. Elas correm à beira de abismos, mas são proibidas de brincar sem o olhar de adultos. Há limites de horário para festas. É proibido vender bebidas alcoólicas e drogas. Um serviço informal de vigilância é pago pelos próprios residentes, incluído nas mensalidades do condomínio definido pela “diretoria” composta pelos invasores mais velhos e por “coordenadores” de cada andar. Acima de todos eles, como autoridade inapelável, está um enigmático personagem: Alexander “El Niño” Daza, pastor evangélico e ex-presidiário, quase inacessível.2-alexander-daza

“Nós construímos um espaço onde podemos viver em paz e harmonia. Não queremos violência, drogas, derramamento de sangue, nada disso. Não roubamos nada. Pagamos eletricidade e água dentro da lei. Cada família paga cerca de 15 dólares por mês para viver aqui. É o mínimo que a nossa comunidade necessita. Estamos tentando agir legalmente, pois se o governo tentar nos expulsar, teremos a papelada pronta”, diz a personalidade maior do TD, que realiza cultos 3 vezes por semana.

Entre os 5 mil residentes, há muitos funcionários de órgãos públicos, policiais, funcionários administrativos e imigrantes. Cada um terminou de construir seu “apartamento” à sua maneira e por isso cada habitação tem um estilo peculiar. As mais consolidadas valem muito mais do que as outras. Se alguém quer vender, a “diretoria” faz uma avaliação de quanto foi gasto em material de construção e mão de obra e fixa um preço a ser pago pela nova família autorizada a se instalar. Nos corredores, há cartazes com as regras obrigatórias, datas de reuniões para discutir problemas e os números de contas a pagar. Cada uma das 27 famílias de cada andar tem um dia marcado para limpar corredores, terraços, escadas e sótãos. Quem não cumprir é sancionado com “trabalho social” ou com a suspensão de serviços de luz e água.

Ainda assim, toda a movimentação de invasão e organização do Edifício Confianza é resultante da degradação da economia da Venezuela. E este exemplo de degradação acabou se tornando um centro de peregrinação para arquitetos do mundo inteiro, pois tais soluções habitacionais engenhosas desenvolvidas pelos habitantes da Torre de David, mencionadas acima,  resultaram em uma exposição premiada com o Leão de Ouro na Bienal de Veneza 2012. O evento é promovido duas vezes ao ano para a premiação arquitetônica no mundo inteiro. Então quer dizer que o Torre de David ganhou um prêmio de arquitetura? Não exatamente. Mas sim toda a estrutura habitacional criada em torno da TD para transformá-la em um lugar habitável que o mundo conheceu graças ao Urban Think Tank, um escritório de arquitetos com sede na Suíça e em Caracas, que ganhou a Bienal com um livro, uma exposição e uma transgressora proposta de transformar essa vizinhança em um meio mais humano para os que a habitam. “Uma intervenção prática e sustentável”, avaliaram os arquitetos. Com isso, receberam o Leão de Ouro, que na verdade não é de ouro e que foi doado ao edifício. O prêmio chamou a atenção e desatou uma polêmica já superada. Os críticos chamam a torre de favela vertical, no meio de uma metrópole, mas tem características próprias, diferentes das de uma favela tradicional, como as que vemos em toda a América Latina. Para os críticos, essa é uma visão eurocêntrica, que elogia o exotismo da miséria latino-americana. Os defensores respondem que o prédio tem saídas sustentáveis de baixo custo levando em conta novas formas de composição familiar com particularidades em cada espaço, podendo ser replicadas em outros países. Mas os críticos afirmam que a torre passou de um conceito inovador, progressista, de alta qualidade, de Primeiro Mundo, para um símbolo de marginalidade, deterioração e mediocridade muito parecido com o que ocorreu com o resto do país. Eles estimam o valor da torre, atualmente, esteja entre 600 e 800 milhões de dólares e sua recuperação exigiria de 250 a 300 milhões de dólares, além de concordarem que, para o país, o estado atual do TD é um desprestígio, ainda mais pelo fato de ter se tornado conhecido no mundo por meio da Bienal de Veneza.

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Neanderthais eram inteligentes

Posted in AMBIENTALISMO, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, HISTÓRIA, MUNDO, OPINIÃO by dibarbosa on 1 de maio de 2014

78011889-neanderthal-germany_custom-42d89799cc7637940f727b55ed21afda380eecee-s6-c30Não, os Neanderthais não eram estúpidos. Esta ideia de que tinham inteligência menor, comparativamente ao homem moderno, não é apoiada por nenhuma evidência científica.

Se você é uma daquelas pessoas que acredita que os Neanderthais eram estúpidos e primitivos, é hora de mudar de idéia. Na verdade, essa ideia generalizada de que os Neanderthais eram estúpidos, não qualificados e inferiores deu fundamentação à uma suposta teoria de extinção. Mas já há um estudo publicado na Plos One por um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado, em Boulder, que prova o oposto.
Sabemos que os Neanderthais eram os únicos europeus durante centenas de milhares de anos. Prosperaram por uma vasta faixa entre a Europa e a Ásia entre 350.000 e 40.000 anos atrás, tendo desaparecido pouco depois que os nossos antepassados – um grupo de seres humanos “anatomicamente modernos” – vieram para o Velho Continente. Muitos pesquisadores têm tentado explicar o  desaparecimento dos Neanderthais, sugerindo que os recém-chegados, os nossos antepassados, eram superiores a eles em uma série de questões-chave, incluindo a habilidade de caçar, comunicar-se, inovar e se adaptar a diversos ambientes. Extensa pesquisa conduzida por Paola Villa, da Universidade do Colorado em Boulder, e Will Roebroeks, da Leiden University na Holanda, argumenta, com efeito, que a evidência disponível não suporta a idéia de que os Neandertais eram menos avançados do que os seres humanos anatomicamente modernos. “Testes de inferioridade cognitiva (por Neandertais) simplesmente não existem”, diz Villa. “O que estamos dizendo é que nossa visão tradicional do homem de Neandertal é uma mentira.”

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Paolla Villa e Will Roebroeks

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créditos: Museu de História Natural e Internet

Villa e Roebroeks repassaram cerca de uma dúzia de explicações comuns para a extinção dos Neanderthais, baseadas principalmente na idéia de que “as outras espécies humanas” foram inferiores aos nossos antepassados. São afirmações como: os Neanderthais não foram capazes de utilizar a comunicação simbólica complexa; eram caçadores menos eficientes e tinham armas inferiores; tinham uma dieta muito limitada.

Para a surpresa de muitos, os pesquisadores descobriram que nada disso era apoiado por pesquisas que fornecessem provas concretas. Outrossim, muitos fósseis de Neanderthais têm sido encontrados em assentamentos na Europa indicando que caçavam em grupos e de acordo com o terreno, estratégia também usada profusamente por nossos ancestrais.
No sudoeste da França, por exemplo, há evidências de como os Neanderthais consumiram várias centenas de bisontes por meio da pecuária. Outra evidência é apontada nas ilhas de um canal na Inglaterra onde restos fósseis de 18 mamutes e rinocerontes foram descobertos no fundo de uma ravina profunda, em um período anterior à chegada dos humanos modernos. Estes resultados, portanto, sugerem que os Neanderthais eram capazes de planejar suas ações, elaborar estratégias para o grupo e efetivamente tirar proveito dos benefícios do meio ambiente.
Outras evidências arqueológicas têm oferecido razões suficientes para acreditar que os Neanderthais também tinham uma dieta muito diversificada. Microfósseis de restos de comida encontrados nos dentes dos Neanderthais indicam que comiam ervilhas, pistache, sementes, olivas selvagens, tâmaras e pinhões, dependendo do que estava disponível na sua frente. Além disso, os investigadores encontraram ocre, um tipo de pigmento, em vários locais habitados por Neanderthais, o que sugere que poderia ser utilizada para a pintura do corpo. Muitos ornamentos também foram encontrados em assentamentos Neanderthais e túmulos. Tomados em conjunto, estes resultados sugerem fortemente que os Neanderthais realizavam rituais culturais complexos e dominavam, muito particularmente, uma comunicação cheia de simbolismos.
Villa e Roebroeks garantem que erros de interpretação têm ocultado todas as habilidades cognitivas dos Neanderthais até hoje devido à tendência de pesquisadores em compará-los com humanos modernos que viveram muito mais recente, nos tempos do Paleolítico Superior. Nas palavras de Villa “os pesquisadores não estavam comparando os Neanderthais com seus contemporâneos que viveram em outros continentes, mas com seus sucessores. Seria como comparar o desempenho de um Ford T, amplamente utilizado nos Estados Unidos e Europa no início do século passado, com o de um Ferrari moderno e concluir que Henry Ford foi cognitivamente menos capaz que Enzo Ferrari”.

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Embora muitos ainda procurem uma explicação para o desaparecimento dos Neanderthais fundamentada em sua inferioridade tecnológica ou cognitiva, a evidência disponível não suporta essa interpretação. A questão agora é: se os eles não eram nem tecnológica nem cognitivamente menos que nossos antepassados ​​diretos, por que não sobreviveram? Os pesquisadores argumentam que as verdadeiras razões para isso são muito complexas. Estudos genéticos sugerem que Neanderthais e humanos modernos se misturaram, o que pode ter reduzido a fertilidade das crianças nascidas deste envolvimento. Outra pesquisa recente também sugere que os Neanderthais viviam em pequenos grupos. Ambos os fatores podem ter contribuído para o declínio de uma espécie que foi gradualmente substituída até sua total extinção.


jose manuel nievesde: José Manuel Nieves/Madrid/ABC01/05/2014  adaptação: UrbsMagna 
 

Como o pensamento se move (ensaio original em text color)

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, FILOSOFIA, FOTOGRAFIA, GEOGRAFIA, OPINIÃO, poesia by dibarbosa on 11 de abril de 2014

 

Ensaio Original

ALMIRANTE TAMANDARÉ, 10 Abr 2014 – 12:00h AM

Olhando para esta fotografia, me recordo de quando a produzi. Na verdade me lembro de que parei o carro e olhei para baixo e vi uma casa dentro de uma cratera. Esta era a sensação, pois não era uma cratera. O terreno situava-se em um baixo relevo extremo. E ali, olhando para baixo, comecei a pensar em como devia viver o habitante daquela pequena casa que ao abrir sua porta tinha que olhar para cima e avistar a escada que construíra para subir e alcançar a rua. Talvez ele visse um jardim ao seu redor, dentro de uma floresta, todas as vezes que a luz do dia adentrasse sua tenda ao invés de se sentir desanimado com a escalada inevitável. Mas não se pode ignorar a possibilidade de algum pesadelo, como o de ser engolido pelo buraco repentinamente e desaparecer tragado pelas entranhas da Terra. Blá, Isso pode não fazer sentido algum, mas foi diante desta imagem que iniciei o pensamento: “Não passará um dia sem que a esperança deixe de exercer seu papel no coração de algum homem, e amanhecerá, e este homem saltará de seu sonho noturno e enevoado, logo o esquecendo ao contemplar, da janela, a paisagem. E todo sonho sempre se dissipará revelando a vista que se deverá mirar logo após e, assim, ele se situará na geografia que compreende sua razão”Que tipo de pensamento é? E que influência isso pode causar na mente de um homem que é igual a outro que vive em condições adversas? Pois que longe daqui existe, também, outro homem que desperta para a vida real e que, como o primeiro, novamente se situa se vendo, desta vez, em uma grande edificação predial, sobre um terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo homem e assim por diante por tantos quantos forem os andares construídos em seu habitat. Decerto, a paisagem o situa na geografia que o encurrala limitando seus movimentos de longo alcance. Tais movimentos são diferenciados para cada ser humano, de acordo com sua geografia. Este é o próprio movimento do pensamento. A mobilidade do pensamento está diretamente ligada ao alcance da visão que se pode contemplar do ponto que se está desperto.facebook-redondogoogle+

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Aquecimento agravará segurança mundial

Posted in ALIMENTAÇÃO, AMBIENTALISMO, GEOGRAFIA, MUNDO, SAÚDE by dibarbosa on 30 de março de 2014

Cientistas da ONU vinculam, pela primeira vez, o aquecimento global a conflitos em várias partes do mundo.

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30/03/2014 – Eles alertam que a mudança climática vai complicar e agravar as questões de segurança global atual, como guerras civis, conflitos entre as nações e os fluxos de refugiados. Os especialistas não dizem que a mudança climática vai desencadear a violência, mas disputas por recursos como água, energia e alimentos em um clima extremo serão ingredientes que contribuirão para a desestabilização do mundo.
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O aumento das temperaturas globais desafiam a capacidade do mundo de se desenvolver de forma sustentável. O clima afeta a todos os aspectos da vida, ameaçando o equilíbrio ecológico, desenvolvimento econômico, segurança alimentar e harmonia social. Por isso, esforços mundiais são necessários para reduzir o aquecimento global e seus efeitos através de novas fontes de energia e desenvolvimento de tecnologia. 

A nova posição é uma grande mudança desde o último relatório do IPCC há sete anos, quando não foram mencionadas as questões de segurança não havendo progresso nas investigações. Desde então as pesquisas científicas e sociais têm encontrado mais ligações entre o clima e as crises do planeta. Em março de 2014, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos chamou a mudança climática de um ” multiplicador de ameaças ” associando-a à pobreza e à instabilidade política acarretada palas tensões sociais no mundo.

O aquecimento global trará novos problemas, mas também proporcionará novas oportunidades para os países em termos de recursos e rotas marítimas em regiões como o Ártico, onde ocorre aceleradamente o derretimento do gelo das calotas polares, disse o Pentágono.

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Fonte: LaTercera

Alguns esclarecimentos importantes sobre Pasadena

Posted in BRASIL, ECONOMIA, EUA, GEOGRAFIA, POLÍTICA by dibarbosa on 23 de março de 2014

Os brasileiros foram enganados mais uma vez pela mídia

23 de março de 2014 | 17:53 Autor: Miguel do Rosário

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Agora as coisas ficaram mais claras. As notícias sobre a refinaria de Pasadena trazem informações vergonhosamente manipuladas. O assunto foi politizado com fins eleitorais, de maneira que o PT tem a obrigação de vencer o seu medo já patológico da mídia e enfrentá-lo de cabeça erguida. Até porque está em jogo aqui muito mais do que o PT. Estão jogando contra a Petrobrás e, portanto, contra a nossa soberania econômica. Mais que isso, estão tentando passar a perna nos brasileiros e matar vários coelhos com uma só pancada. Desgastar a presidente, tirando-lhe e votos, e de bucha forçar a Petrobrás a vender por alguns trocados uma refinaria que, para ser construída novamente, num lugar tão estratégico como o canal de Houston, custaria talvez mais de 2 bilhões de dólares. Talvez muito mais que isso. Eu tiro esse valor de duas fontes. Em 2003, em sua coluna no Baltimore Sun, o jornalista Jay Hancock estima que construir uma refinaria igual à de Pasadena custaria mais de 1 bilhão. O New York Times, por sua vez, informa que a estimativa inicial do governo do Paquistão para construir uma refinaria de petróleo com capacidade para 40 mil barris por dia, é de 600 milhões de dólares. A construção da Abreu Lima, em Pernambuco, com capacidade de 230 mil barris por dia, está custando US$ 17 bilhões. Qual o objetivo em nos fazer acreditar que uma refinaria situada no coração do corredor petrolífero dos EUA, funcionando a pleno vapor, com capacidade para processar até 120 mil barris por dia, não vale os US$ 1 bilhão pagos pela Petrobrás? Sem contar que, neste bilhão estão incluídos estoques e milionários custos processuais. O preço efetivamente pago pela refinaria foi a metade disso.

Pasadena, aliás, vale mais que dinheiro. Como tudo que envolve segurança energética, ela também possui um valor estratégico e político. Para adaptar-se às novas exigências ambientais, a refinaria de Pasadena passou a adotar, a partir de 2005, um sistema que reduz drasticamente a emissão de gases poluentes na atmosfera. A implantação dessa tecnologia pela Astra foi um dos motivos que fizeram seu preço subir tanto de 2005 para 2006. Uma coisa é comprar uma refinaria com gravíssimos problemas ambientais, trabalhistas e logísticos. Outra coisa é comprar uma refinaria que investiu mais de US$ 100 milhões para se adaptar às rígidas exigências ambientais vigentes hoje nos Estados Unidos, e que também resolveu suas outras pendências. A mídia repete que a Petrobrás pagou US$ 360 milhões por uma refinaria que tinha sido vendida por apenas US$ 42 milhões no ano anterior. E aí houve uma incompetência incrível por parte da comunicação da Petrobrás e do governo. O próprio Gabrielli confundiu a opinião pública ao dar a informação, até hoje não confirmada, aliás, por nenhum documento, nem mesmo por um mísero link para alguma reportagem, sem contextualizá-la adequadamente. Fica parecendo que estamos falando de um carro que alguém compra por 42 mil reais e depois revende por 360 mil. Refinaria não é carro. O valor de uma refinaria é medido pelo seu posicionamento estratégico (no caso de Pasadena, ela está localizada no coração do principal “corredor” energético da maior potência do planeta), pelo maquinário usado, assim como pela existência ou não de pendências tributárias, trabalhistas e ambientais. A Astra comprou uma refinaria cheia de problemas. Pasadena tinha vivido, a partir de meados dos anos 90, a maior greve da história da indústria petrolífera, a qual apenas foi resolvida em 2002. A poderosa OCW, o principal sindicato de trabalhadores da indústria petrolífera dos EUA, vinha lutando há muitos anos contra a Crown Central Petroleum (nome da refinaria antes de ser comprada pela Astra, em 2005). A Crown era acusada de violar direitos humanos, racismo, poluição, falta de segurança, entre outros problemas.

Em 1999, a estatal petrolífera da Noruega informa que não iria mais trabalhar com a Crown Central Petroleum enquanto ela não respondesse às denúncias. Todos pareciam odiar a refinaria, e com razão. A empresa, então controlada por Henry Rosenberg, era acusada de racismo contra trabalhadores afrodescendentes, e de não tomar cuidado para evitar a poluição jogada sobre a vizinhança pobre, a maior parte composta de latino-americanos. Para piorar, uma série de explosões vinham causando transtornos à refinaria. Só em 2001, foram três. É preciso considerar todos esses fatores quando se analisa o negócio feito pela Astra no início de 2005. Sob a nova direção, todos esses problemas seriam resolvidos. Astra ainda ganharia a sorte grande, na forma de uma tragédia, ocorrida no mesmo ano. Os furacões Katrina e Rita causaram danos a inúmeras refinarias do Texas. Pasadena sofreu alguns danos, mas poucos. Entretanto, com a redução da oferta causada pela paralisação de dezenas de refinarias da região, as cotações do produto refinado disparariam, aumentando exponencialmente o faturamento daquelas que permaneceram em atividade. E aí entra a Petrobrás na história. O ano é 2006 e o seu presidente era Sérgio Gabrielli. A Petrobrás ainda vivia a era anterior à descoberta do pré-sal. Mas já tinha planos ambiciosos de expansão internacional. Quer dizer, à luz dos projetos atuais da estatal, de centenas de bilhões de dólares, o plano de investimento da Petrobrás em 2006, para o período 2007 a 2011, parece até tímido. Em 2006, Gabrielli viaja à Londres, Nova York e Boston para apresentar o novo plano de investimento da empresa. Segundo esta apresentação, a empresa pretendia investir US$ 75 bilhões no período, sendo US$ 12 bilhões fora do país

 

Grande parte desses investimentos internacionais seria feito na exploração de petróleo no golfo do México. A empresa esperava aplicar, fora do Brasil, o seu know how de prospecção e exploração em águas profundas. Deu certo. De 2001 a 2005, a Petrobrás vinha anunciando várias descobertas no Golfo. Comprar uma refinaria nos EUA era um sonho da companhia desde 1999. Com sua entrada no golfo do México, a ideia agora parecia ainda melhor. A razão é simples. A Petrobrás exploraria petróleo no golfo e usaria a refinaria de Pasadena para processar o óleo cru e vendê-lo ao consumidor norte-americano. Negócios com refinaria, como qualquer outro do setor de petróleo, sofrem com as variações bruscas de preço. Naquele momento, o preço dos derivados vinha subindo rapidamente, e as perspectivas eram excelentes. É muito fácil, hoje, criticar Gabrielli e o Conselho de Administração por decisões feitas em 2006. Os anos de 2006 a 2007 foram férteis em decisões que se revelaram, no mínimo, questionáveis, ou mesmo desastrosas, nos anos seguintes. Em 2008, algumas das melhores e mais tradicionais empresas do mundo, como a General Motors e a Lehman Brothers, declaram-se à beira da falência. A primeira é praticamente estatizada pelo governo americano, em mais uma prova de que a ideologia neoliberal é um dogma apenas para economistas subdesenvolvidos. A secular Lehman, por sua vez, vai pro saco. A utopia hegemônica pós-queda do muro de Berlim, de que um mundo regido pelas leis do mercado e pela competência da iniciativa privada traria uma longa e estável prosperidade, terminou em pesadelo. Governos do mundo desenvolvido tiveram que torrar trilhões de dólares para tampar o buraco deixado pela má-gestão temerária de até então respeitadas corporações privadas.

Em 2008, a crise financeira mundial faz o preço dos derivados de petróleo despencarem, reduzindo a lucratividade das refinarias. É neste momento que a Petrobrás, que vinha descobrindo, sucessivamente, novas reservas gigantes de petróleo em águas ultraprofundas da costa brasileira, decide suspender, por tempo indefinido, seus planos de investir na refinaria de Pasadena. Até então, a Petrobrás planejava investir quase US$ 2 bilhões em Pasadena para dobrar a sua capacidade de refino, dos então 100 ou 120 mil barris para algo próximo de 200 mil barris/dia. O projeto previa a construção de uma nova unidade processadora, dentro da refinaria, voltada para óleos pesados, como é o petróleo brasileiro até hoje extraído nas áreas do pós-sal. Desistiu disso, por enquanto. Paradoxalmente, o pré-sal trouxe um grave problema de caixa à Petrobrás. Para que a empresa possa converter aquele óleo sujo e malcheiroso, situado a milhares de metros abaixo da superfície marinha, em dinheiro para aplicarmos em educação, ela antes tem que investir dezenas ou mesmo centenas de bilhões de dólares em maquinários, plataformas, tecnologia e mão-de-obra. A empresa está numa caça alucinada por recursos, vendendo seus ativos no mundo inteiro, numa tentativa de fazer caixa e focar investimentos nas novas reservas descobertas. Está vendendo inclusive alguns ativos que possuía no Golfo do México. No momento, a Petrobrás parece não saber o que fazer com a refinaria de Pasadena. Vender agora não valeria a pena, porque não conseguiria o preço que deseja. Desde 2012, entretanto, o mercado de refino tem melhorado, elevando a lucratividade das refinarias. Em outubro de 2012, o New York Timespublicou um artigo cujo título, traduzido livremente por mim, significa: “Refino de petróleo volta a criar fortunas”.

A descoberta de novos campos de gás e petróleo no golfo e no Texas trouxe vida nova às refinarias da região, onde também se localiza a de Pasadena, porque lhes deu competitividade sobre suas concorrentes no exterior. Ao invés de pagar altos preços por petróleo importado do oriente médio, as refinarias texanas agora podem se beneficiar de novos campos descobertos no sul do estado, que lhe fornecem matéria-prima a um custo muito menor. Segundo o New York Times, o lucro das refinarias da região cresceu 400% de 2008 a 2012. Em julho do ano passado, o site especializado Oil Price fez uma entrevista com Fadel Gheit, diretor e analista sênior de uma respeitada empresa do setor, na qual Gheit afirma que o negócio com refinarias, que durante tanto tempo foi o patinho feio da indústria do petróleo, agora estava se tornando num lindo cisne. O título da matéria vai direto ao ponto: “O negócio com refinaria nos EUA serão a gema da indústria do petróleo”. Repare bem o que ele disse: refinarias nos EUA. É preciso muito cuidado, portanto, para evitar que interesses obscuros utilizem o momento eleitoral para pressionar a Petrobrás a vender uma refinaria estratégica, situada no centro do cinturão petrolífero do país mais rico do mundo.

fonte: Tijolaço

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Interior da Terra tem mais água que todos os mares

Posted in CIÊNCIA, GEOGRAFIA, MUNDO by dibarbosa on 12 de março de 2014

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Adaptação do fotograma do filme Viagem ao Centro da Terra

by UrbsMagna 

JÚLIO VERNE estava certo: uma pequena mostra de um mineral contido em um diamante confirma que nas profundezas do manto terrestre existe uma reserva de água equivalente a todos os oceanos.

Araceli Acosta/ Madrid ♦ ABC.ES ♦ 12/03/2014 – 19.31h

Em sua “Viagem ao Centro da Terra (1864)” Julio Verne imaginou um oceano no interior de nosso planeta. Tal água está retida em minerais da crosta terrestre, na zona de transição entre os mantos superior e inferior, a uma profundidade entre 410 e 660 quilômetros. Os minerais são conhecidos como “ringwoodita” uma forma de olivina formada em alta pressão e que até agora apenas era encontrada em meteoritos.

A confirmação da teoria movimentou pesquisadores da Universidade de Alberta (Canadá), que identificaram uma amostra de “ringwoodita” dentro de um diamante encontrado no Brasil. O diamante, que foi encontrado enterrado no leito de um rio, teria sido “empurrado” para a superfície da Terra por uma rocha vulcânica chamada de “kimberlito” a mais profunda de todas as rochas vulcânicas, relatam cientistas na última publicação de NATURE. O principal autor da pesquisa, Graham Pearson, garante que “essa área da Terra, a zona de transição, poderia ter tanta água quanto todos os oceanos do mundo juntos.”

A descoberta da amostra mineral ocorreu no Mato Grosso, Brasil, em 2008, de uma forma quase acidental, segundo Pearson. “O diamante foi comprado de garimpeiros locais no Brasil em 2008, mas a ringwoodita não havia sido descoberta até a pesquisa em 2009″, explicou Pearson à ABC. O diamante, de 3 milímetros de largura e de aparência suja, continha o mineral que é invisível a olho nu e revelou esta incrível descoberta científica, após anos de análise para chegar à confirmação oficial de que é ringwoodita.

Hans Keppler, da Universidade de Bayreuth, na Alemanha, disse que ninguém jamais havia visto a ringwoodita do manto da Terra, apesar de geofísicos afirmarem sua existência. Ele conclui dizendo que as amostras deste mineral oriundos da zona de transição e manto inferior são quase impossíveis de se observar, pois estão a centenas de quilômetros, e perdem suas qualidades originais com o passar dos milênios. Segundo Keppler, mesmo dentro de um diamante a diminuição da pressão ambiente à medida que sobe em direção à superfície da Terra faz com que o ringwoodita se transforme em olivina. Mas aquele diamante do Mato Grosso teve sua estrutura original mantida, o que sugere que seu transporte até a superfície deve ter sido extremamente rápido, possivelmente provocado por uma erupção vulcânica explosiva, alimentada diretamente pelo magma produzido na zona de transição. Até hoje os cientistas se mantinham divididos sobre a questão da composição da zona de transição: se era preenchida com água ou era um deserto.

Comovente: mãe chora seu bebê pinguim congelado

Posted in AMBIENTALISMO, FOTOGRAFIA, GEOGRAFIA, MUNDO by dibarbosa on 9 de fevereiro de 2014

Na Espanha, indústria tributará produção caseira de eletricidade com “pedágio”

Posted in AMBIENTALISMO, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, IBGE, MUNDO, POLÍTICA by dibarbosa on 4 de fevereiro de 2014
  • Custará 27% a mais que a eletricidade convencional. Ajustes asfixiarão 30 mil famílias que já utilizam a nova tecnologia

O Governo da Espanha anunciou que o auto-consumo energético — produção da própria energia mediante painéis foto-voltaicos ou mini-eólicos e consumidos no momento – , se implantará de forma muito controlada diante da “complexa situação econômica” que afeta o setor elétrico.  O rascunho do decreto de auto-consumo, esperado impacientemente por milhares de cidadãos espanhóis, incluiu um pedágio, denominado de “respaldo”, que, de momento, eleva a tarifa daqueles que a utilizam.

LEIA TAMBÉM: Espanha privatiza o sol. Proibido gerar energia para autoconsumo

O decreto sobre o auto-consumo chegou com mais de um ano de atraso. O Ministério da Indústria o enviou à Comissão Nacional de Energia, que teve 15 dias para emitir um informe que será ouvido, ainda que não seja vinculativo. A redação do texto reserva ao Governo o poder de alterar o valor do pedágio dependendo do andamento da implantação dos modelos de auto-geração elétrica. Um dos grandes medos das companhias elétricas é que a auto-geração se descontrole e o sistema atual entre em colapso. Os preços dos primeiros pedágios de respaldo estão no rascunho do decreto elaborado pelo Ministério da Indústria. Segundo cálculos da União Espanhola Fotovoltaica (Unef), será 27% mais caro do que o consumo convencional e serão abonados caso se opte pelo uso tradicional da rede. 

Rússia espera catástrofe demográfica

Posted in GEOGRAFIA, MUNDO, RÚSSIA by dibarbosa on 2 de fevereiro de 2014

Cientistas, médicos e figuras públicas da Rússia se reuniram para discutir o problema demográfico que vai afetar o país na próxima década.

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Os participantes da conferência realizada na cidade de Yekaterimburg discutiram a situação demográfica na Rússia de hoje e no futuro. Igor Beloborodov, do Instituto de Estudos Estratégicos da Rússia, acredita que na próxima década o país irá mergulhar em um profundo buraco demográfico. “Em 2025 as mulheres em idade fértil de 20 a 29 anos estarão reduzidas quase duas vezes. Existem cerca de 12 milhões delas, mas em 11 anos serão menos que 6 milhões e terão que ter três filhos para manter a população no nível atual” disse o especialista. Na reunião foram abordados temas como o divórcio e o aborto. Segundo as estatísticas russas, cerca de 60% das famílias se divorciam durante os primeiros 9 anos de convivência. As doenças ginecológicas também entraram na pauta, pois estão cada vez mais levando as mulheres à infertilidade

Na década de 90, este fracasso demográfico teve inicio à partir das reformas de choque, quando a URSS deixaram de existir para dar lugar, gradativamente, à Rússia como a conhecemos hoje. Atualmente, há uma taxa de natalidade muito baixa e, numericamente, poucas famílias, daí todos os problemas. E nem as autoridades, nem os especialistas sabem como lidar com o problema, uma vez que tentam, ao mesmo tempo, impulsionar a industrialização do país e lidar com situações onde a mortalidade masculina jovem está baixando a expectativa de vida do homem russo. Para isso pensaram em melhorias salariais para as famílias, ou mulheres, que tiverem mais de três filhos, livrando-os da miséria, juntamente com outras políticas mais agressivas que começam a surgir pensadas em caráter extraordinário numa tentativa de apoiar estes pequenos e cada vez mais raros núcleos sociais.

Adaptado do texto fonte de Tatiana Ruppel “detimail.ru”

Gás de xisto: população em risco também no Paraná

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, CIÊNCIA, ECONOMIA, GEOGRAFIA by dibarbosa on 28 de janeiro de 2014

Proibido em vários países do mundo, a exploração do gás de xisto, conhecida como fraturamento hidráulico, está começando a ser usada no Brasil. A ANP (Agência Nacional de Petróleo) realizou um leilão para reservas de gás em todo país, incluindo uma área de 123 municípios das  Regiões Sudoeste e Noroeste do Paraná. A Comissão de Direitos humanos e Cidadania da Assembléia Legislativa participou de audiência pública realizada no dia 6 de dezembro quando especialistas e ambientalistas alertaram sobre os riscos de contaminação das águas subterrâneas pela tecnologia,  além de inúmeros impactos ambientais como tremores de terra. A exploração de gás de xisto também esgota as fontes de água, já que a técnica exige perfuração de poços cujo rendimento cai em noventa por cento após um ano de extração. No Paraná, várias das áreas para a possível extração do gás estão localizadas sobre o Aquífero Guarani, o maior reservatório de água doce do mundo. É possível imaginar o estrago que este tipo de atividade econômica pode causar no nosso estado.

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O dinheiro do brasileiro. Quanto você ganha?

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA, INTERNET, OPINIÃO, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL, TENDÊNCIAS by dibarbosa on 22 de janeiro de 2014

 O BraZil é mesmo tão pobre assim?

Esta pirâmide fo divulgada pelo datafolha em 2013 

Este início de ano está sendo marcado pelos rolês de adolescentes em shoppings centers de todo o país, especialmente nas cidades onde o fluxo de idéias e a comunicabilidade tem mais agilidade, como São Paulo e Rio de Janeiro. Com os protestos de junho de 2013 ainda na memória mais imediata, o Brasil está experimentando a convivência com novos perfis de cidadãos que, ainda que não se possam chamar de patriotas, buscam a canalização de toda uma insatisfação com os gestores da nação, a qual parece ter sido herdada de sua genealogia mais próxima.

Mas um colunista da Folha diz que o Brasil evoluiu muito na década que antecedeu Dilma, o que á a mais pura verdade, quando aconteceu uma ascensão das classes D e E para a C. Na época houve um grande aumento de impostos, o que levou à massificação das bolsas sociais e benefícios da previdência. Ele fala que “milhões foram tirados de suas cavernas em uma distribuição de renda forçada, o que, por sua vez, acabou por achatar a classe média devido à maior oferta de empregos, melhores salários e à melhoria da renda geral.” O colunista completa que o  “aumento do crédito acarretou no endividamento das famílias e serviu de mola para o desdobramento do consumo implicando na recolocação social de 40 milhões de brasileiros direto para a classe C, sendo que esta nomenclatura se aplica exclusivamente ao consumo, e dela se exclui o lazer e a educação, apesar de que o acesso à estes dois últimos, inclusive à internet, foram ampliados”. O colunista da Folha completa dizendo que “o bom ritmo dos anos Lula diminuiu à metade sob o governo Roussef” e chamou sua lógica econômica de rudimentar acrescentando que o país ainda é pobre “com empregos mal remunerados” e com um povo ainda das classes mais baixas vivendo em outro patamar, pressionando por mais serviços públicos e mais lazer. Será mesmo que ele,(Fernando Canzian é o nome do homem) têm razão ao dizer que “os ex-excluídos estão do lado de fora, do outro lado da porta da classe média, querendo meter o pé a qualquer momento”? 

Insatisfação popular com as elites políticas coloca o Brasil em risco elevado de agitação social em 2014, de acordo com The Economist

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA, MUNDO, OPINIÃO, POLÍTICA, PROTESTOS NO BRASIL, TENDÊNCIAS by dibarbosa on 5 de janeiro de 2014

Em 2014 o planeta terá 65 países com propensão a conflitos sociais e protestos. O Brasil é um deles. A revista “The Economist” vê “elevado risco” de agitação social por aqui, neste ano, bem como na Espanha, África do Sul e Paquistão, por exemplo. Na Grécia, a situação poderá ser mais grave, com um risco “muito elevado”.

A Economist Intelligence Unit mediu o risco de agitação social em 2014 em 150 países de todo o mundo, tentando perceber onde é mais provável o surgimento de protestos, uma realidade que vem crescendo ao longo do tempo. “De movimentos anti-austeridade a revoltas de classe média, tanto nos países pobres quanto nos ricos, a agitação social tem aumentado em todo o mundo”, escreve a revista sobre o estudo que concluiu que 65 dos 150 países têm um “elevado” ou “muito elevado” risco de instabilidade social em 2014. No caso europeu, os protestos têm sido vistos como respostas à crise econômica.

A pesquisa constatou “um profundo sentimento de insatisfação popular com as elites políticas e instituições em muitos mercados emergentes”. The Economist identificou que os protestos populares serão embalados pelas “aspirações de novas classes médias nos mercados emergentes de rápido crescimento (seja na Turquia ou no Brasil)”. O analista da revista britânica destacou que “a agitação nos últimos tempos parece ter sido uma erosão da confiança nos governos e instituições: a crise da democracia” – o que descreve bem o quadro conjuntural brasileiro. Ainda, The Economist diz que, de um modo geral, a instabilidade é uma consequência natural em todo o mundo não só pela crise econômica mas devido a fatores como a desigualdade salarial, os reduzidos níveis de apoio social, as tensões étnicas e, mais importante, a crise na democracia, que mina a confiança nas instituições e na elite política.

Há países numa situação potencialmente pior. Um deles é a Grécia, que vive a mais aguda situação desencadeada pela crise da dívida europeia. Líbia, Argentina e Egito são outros dos países com “muito elevado” risco de ocorrência de protestos. São 65 países com “elevado” ou “muito elevado” risco em 2014, 43% do total, mais 19 do que há cinco anos, explica a publicação. A Irlanda, em 2014, vai provar se consegue libertar-se das “amarras” da troika, algo que iniciou no final deste ano, apresenta um risco “médio” no mesmo indicador, ao lado de Angola, Cabo Verde, Moçambique e Itália. Áustria e Japão estão entre os países que não se precisam de preocupar por não serem propícios a revoltas neste ano, dado o “muito baixo” risco. Com um risco “baixo” está a Alemanha mas também se encontram os EUA ou Hong Kong.

A ESCALADA DO SALÁRIO MÍNIMO APÓS O PLANO REAL

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA by dibarbosa on 5 de janeiro de 2014

Pode-se questionar os critérios adotados pelo governo, que considera classe média famílias com renda mensal entre R$ 291 e R$1.019 por pessoa, em valores do ano passado. Mas é fato que o piso salarial há muito tempo não descreve os segmentos mais pobres do país. Desde que o Plano Real controlou a inflação e permitiu um cálculo mais seguro do poder de compra, o mínimo acumula alta de quase 150% acima da inflação. Em outras palavras, um aumento de duas vezes e meia na capacidade de gastar com alimentação, moradia, transporte e vestuário _as principais despesas nessa faixa de renda. É o que explica a perda de prestígio desse indicador entre os formuladores da política social. Reajustes adicionais do salário mínimo não afetam mais as taxas de miséria e de pobreza do país. Os programas de distribuição de renda vinculados ao salário mínimo, por isso, são considerados menos eficientes do que, no exemplo principal, o Bolsa Famíla, que mira diretamente os setores mais vulneráveis da população. Previdência Social, seguro-desemprego, abono salarial, benefícios assistenciais a idosos e deficientes, que têm como base o piso salarial, consomem quase metade dos gastos não financeiros do governo. Foram R$ 385 bilhões no ano passado.

Já a ampliação de benefícios do Bolsa Família, que gastou pouco mais de R$ 20 bilhões no ano passado, tem efeitos mais imediatos na distribuição de renda. Sem falar nas estatísticas: cada família que ultrapassa a renda de R$ 70 mensais por pessoa deixa a lista dos miseráveis. O valor do mínimo mantém, é claro, seu apelo político. Propostas mirabolantes de reajustes estão em quase todas as campanhas: em 2002, Lula prometeu dobrar o poder de compra do salário em quatro anos; em 2010, Serra prometeu uma alta de 10% acima da inflação para o dia da posse. Mas, discretamente, a administração petista tratou de moderar o ritmo de reajustes nos últimos cinco anos, com a regra de vincular o aumento do poder de compra ao crescimento da economia. Essa política é criticada pelos defensores do controle das despesas permanentes do governo. Mas a experiência anterior mostra que, ao sabor dos humores da política, os reajustes acabavam sendo maiores.fonte: folhadesaopaulo

Viver no Rio é uma merda, mas é muito bom

Posted in AMBIENTALISMO, BRASIL, GEOGRAFIA, MUNDO by dibarbosa on 28 de dezembro de 2013

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Se você vier ao Rio de Janeiro vai se deparar com um fenômeno paradoxal: o primeiro destino turístico do Brasil, da América Latina e do hemisfério Sul não está devidamente preparado para receber turistas. Se dependesse unicamente dos questionáveis serviços que oferece a cidade maravilhosa, provavelmente não estaria no ranking dos locais mais visitados do mundo. Mas como quem nasce bonito e morre bonito, o Rio de Janeiro tem a sorte de ser um dos recantos do planeta abençoados com uma natureza que corta a respiração de quem chega aqui pela primeira vez. O Rio é, sem dúvida, uma das cinco cidades mais impactantes do planeta. Tem uma sofisticação natural e uma atmosfera vibrante que a convertem em um local único. Também é uma cidade que não deixa ninguém indiferente, que provoca reações extremas: “Ou ama ou odeia”, afirma o compositor carioca, Carlos Althier de Sousa Lemos Escobar, o Guinga, um dos grandes trovadores contemporâneos da capital fluminense. Mais explícito foi em sua época o maestro dos maestros, o compositor Antonio Carlos Jobim, que ao se referir a sua cidade natal disse com muita indolência: “Viver no Rio é uma merda, mas é muito bom”.

Efetivamente, quando o viajante desprevenido aterriza no aeroporto internacional Antonio Carlos Jobim (Galeão para os cariocas) se deparará  com a pouca eficácia do serviço de entrega de malas  e com umas instalações impróprias de uma futura sede da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos (isto deve melhorar depois da recente privatização do aeroporto). A ausência de um serviço de táxis organizado e de um tarifário oficial claramente definido e exposto ao público, representam o primeiro aviso aos navegantes: os preços no Rio representam um assunto sensível. No caso dos táxis, variam entre 200 reais (85 dólares) ou o mínimo que marque o taxímetro, dependendo do bairro de destino, da boa vontade do taxista e da capacidade negociadora do visitante. Uma vez na rota para a cidade, o turista atravessará uma extensão interminável de favelas, percorrerá vários bairros populares da zona norte, deixará o centro da cidade a sua esquerda e, depois de percorrer os 2.800 metros do Túnel Rebouças, penetrará em um universo totalmente diferente: uma fantástica panorâmica da lagoa Rodrigo de Freitas para dar as boas-vindas. É o sinal inequívoco de que já chegou à zona sul, a faixa turística composta principalmente pelos bairros praieiros de Copacabana, Ipanema e Leblon, onde as autoridades estão investindo grandes esforços face ao turismo internacional.

A segurança pública no Rio é um tema que preocupa a todos: tanto às autoridades, como aos cariocas e aos turistas. Desde que se lançou em 2008 a plausível estratégia de pacificação de favelas (hoje, mais de 200 comunidades estão ocupadas por Unidades de Polícia pacificadora – UPP), as cifras de criminalidade melhoraram substancialmente. No entanto, nos últimos meses detectou-se uma retomada de certos crimes, como os roubos a transeuntes, que propõem inquietantes perguntas. De qualquer forma, hoje se pode passear pelos corredores turísticos do Rio de Janeiro com uma certa tranquilidade, algo impensável há uma década.

Como em todos os grandes polos turísticos, no Rio existe um percurso inevitável para qualquer turista: a visita ao Cristo Redentor, ao Pão de Açúcar, ao estádio do Maracanã, um passeio pelo calçadão (um tipo de passeio marítimo) de Copacabana e pelo Jardim Botânico, uma tarde de compra em Ipanema e várias sessões intensivas de praia. Pela noite os scripts turísticos também recomendam fazer uma imersão no boêmio bairro da Lapa, onde o visitante pode se atrever a dar uns passos ao ritmo da samba em qualquer de suas variações. No entanto, o Rio de Janeiro é bem mais que esta lista de deveres para o visitante.

O Rio, por exemplo, é um café no silêncio do pátio da escola de artes visuais (EAV) do bucólico Parque Lage. O Rio é uma cerveja gelada em uma mesa da esplanada do Círculo Militar de Praia Vermelha, em frente a uma imponente e inusitada vista do Pão de Açúcar. O Rio é uma exposição no Centro Cultura Banco do Brasil (CCBB) ou um delicioso prato de cabrito assado no velho restaurante português Nova Capela, no coração de Lapa. O Rio também é um passeio pelo bairro de Santa Teresa ou, por que não, pela favela do Vidigal, de onde se pode desfrutar uma panorâmica do oceano Atlântico e das ilhas Cagarras que poderia fazer as vezes de antidepressivo. O Rio é o simples grito das crianças que jogam bola em uma favela anônima ou o cheiro dos premiados feijões que prepara David em seu botequim da comunidade de Chapéu Mangueira.

Uma grande novidade nesta cidade é o crescimento da oferta cultural, uma das contas pendentes que a distanciava anos luz de São Paulo. A recente abertura do Museu de Arte de Rio (MAR), da Casa Daros (filial da Fundación homônima suíça) e da Cidade das Artes, assinada pelo arquiteto francês Christian de Portzamparc, e a próxima inauguração do Museu da Manhã, do espanhol Santiago Calatrava, ou do Museu da Imagem e do Som (MIS) na praia de Copacabana, representam uma prova irrefutável de que algo mudou. O cartaz semanal de concertos, musicais, teatro ou exposições também é consideravelmente mais variada e interessante do que anos atrás.

O Governo brasileiro e as autoridades locais estão apostando todas as fichas na refundação do Rio. Para isso ainda terão que redobrar a aposta em temas chave, como as deficientes redes de transporte urbano (a ampliação da linha 4 de metrô até Barra de Tijuca ou a criação de corredores rápidos de ônibus representam uma boa tentativa) ou o déficit crônico de vagas em hotéis (hoje o Rio oferece pouco mais de 34.000 leitos). O manual básico de economia diz que quando a oferta é menor que a demanda, os preços aumentam. E é justamente isto ocorre no primeiro destino turístico do hemisfério Sul, que tem o privilégio de se consagrar como a segunda capital mais cara da América Latina para fazer turismo (atrás de Caracas), segundo o portal Tripadvisor. Se o Rio pretende se consolidar como uma capital turística que concorra em pé de igualdade com cidades como Paris, Roma, Madri ou Nova York, terá que tomar medidas drásticas para melhorar a qualidade e o preço de seus serviços.

Extraido de ElPaísBrasil

Nova Era do Gelo começa em 2014

Posted in AMBIENTALISMO, CIÊNCIA, GEOGRAFIA, MUNDO, RÚSSIA by dibarbosa on 28 de dezembro de 2013

O mundo provará seu próximo ciclo de arrefecimento a partir deste ano, disse Habibullo Abdusamatov – chefe do setor de Pesquisas Espaciais do Observatório de Pulkovo,Rússia

O Professor Abdusamatov,  lider do projeto “astrometria”, tem estudado o comportamento do sol a alguns anos e afirma que este possui vários ciclos, onde, em um deles, há o aparecimento de manchas solares incomuns que provocam uma diminuição acentuada de sua atividade. Ocorre, assim, uma redução de diâmetro do sol, o que é determinante para alterar a temperatura da Terra. A periodicidade destas alterações sugere as Eras do Gelo no passado, como já as conhecemos, e é capaz de prever quando haverá futuras mudanças do clima. Segundo o professor Abdusamatov, estamos quase no início de mais um período glacial, que atingirá seu pico em 2055.

A nova Era do Gelo vai durar pelo menos dois séculos e será o quinto ciclo gelado dos últimos 900 anos. Os anteriores ocorreram nos séculos XIII, XV, XVII e XIX. O Dr. Abdusamatov adverte que, normalmente, tais ciclos de resfriamento são acompanhados por epidemias , perda de colheitas e, como conseqüência, as migrações em massa de pessoas.

Fonte: pravda.ru

No fim da Era do Dólar dos EUA, vem aí uma nova moeda

Posted in ÍNDIA, BRASIL, BRICS, CHINA, ECONOMIA, EUA, GEOGRAFIA, MUNDO, POLÍTICA, RÚSSIA, SOUTH AFRICA by dibarbosa on 26 de outubro de 2013

Bloco econômico BRICS cria um novo sistema financiero mundial

Corbis / RT

O mundo precisa de um novo consenso. A nova era exige novas instituições que substituam o Banco Mundial, o FMI e a OMC. Os países que compõem o bloco econômico BRICS têm a responsabilidade de materializá-las.

Um artigo do diario RBC Daily destaca que a crise das antigas instituições financieras criadas no marco do sistema de Bretton Woods depois da Segunda Guerra Mundial permitiu que se intensificasse o protagonismo dos países BRICS que vão trocar toda arquitetura financieira global. Supunha-se que o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional e a Organização Internacional do Comércio iriam garantir a estabilidade econômica mundial.

Moeda chinesa YUAN já é uma das 10mais negociadas do mundo.
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 Porém, desde a década de 1970 estas instituições se inclinaram ideologicamente para uma política extremista de mercado e ordem neocolonial. De certa maneira, foram estas políticas fundamentalistas que propiciaram a crise d 2008.

Neste sentido, a nível internacional, ocorrerá uma reconfiguração da arquitetura financeira global que recairá nas mãos dos países que compõem o bloco BRICS. Sua influência irá crescer. Haverá, assim, a utilização da economia integrada em lugar de se seguir as políticas do consenso de Washington, de um fundamentalismo de mercado. E para consegui-lo, BRICS cumpre todos os requisitos. Os países alcançaram acordos comerciais bilaterais fora da OMC, estabelecendo os preços dos bens dentro dos limites dos cestos de moedas mixtas, o que faz um cambio radical da precepção da economia mundial. Agora os países BRICS estão preparando a criação de um novo banco de desenvolvimento, um fundo de estabilização e um mecanismo para a resolução de disputas comerciais que possam substituir as funções do Banco Mundial, do FMI e da OMC.

Para ter a possibilidade de influenciar nos assuntos econômicos globais, a China e outros países BRICS decidiram que é hora de criar um novo consenso global. Em março de 2012, BRICS emitiram a Declaração de Nova Delhi, dizendo que urge um novo sistema financiero. Em março de 2013, na África do Sul, BRICS sugeriu a criação do banco BRICS como alternativa ao Banco Mundial. Acordaram estabelecer um Conselho de Negócios BRICS que atuará como órgão de adminstração da zona de livre comércio, criado para trabalhar paralelamente com a OMC.

Pode-se esperar como alternativa que o banco BRICS oferecerá empréstimos não limitados por condições, mas a taxas de interesses mais altas com um enfoque mais empresarial. Ademais, poderá financiar projetos em setores que o Banco Mundial atualmente não trabalha, como por exemplo no campo dos biocombustíveis ou energia nuclear. O passo seguinte mais lógico seria a criação de um fundo de estabilização BRICS como uma alternativa ao FMI, o que pode requerer a criação de uma nova moeda de reserva global. É possível que se inclua na cesta o Real, o Rublo, a Rúpia, o Yuan e o Rand. Claro que BRICS se esforçam para ser menos dependentes do dólar dos EUA.

Ao converter-se numa alternativa viável ao FMI, o fundo de emergência será capaz de trocar o financiero global. O fundo de estabilização BRICS poderia alcançar 240 bilhões de dólares en moeda estrangeira, que é mais que o PIB combinado de 150 países. Isto aumentará o prestígio dos países BRICS não só como centro de poder regional, mas também como uma força para se distanciar do subdesenvolvimento.

fonte: rt.com

Falta de sexo no Japão pode gerar grave crise econômica global

Posted in ECONOMIA, GEOGRAFIA, MUNDO by dibarbosa on 25 de outubro de 2013

Japão atravessa declínio da população devido à sua cultura, o que representa um perigo para a economia mundial.

Os japoneses fazem cada vez menos sexo. O fenômeno é tão conhecido que existe um termo para isso: síndrome do ‘Sekkusu shinai shokogun’ (celibato). Mais da metade dos japoneses não são casados. Os 49% de mulheres solteiras e 61% dos homens solteiros entre 18 e 34 não tem nenhuma relação. Mais de 30% dos japoneses (homens e mulheres) entre 18 e 34 anos nunca fizeram sexo. E 45% das mulheres e 25% dos homens entre 16 e 24 anos não estão interessados em sexo. O problema tem a ver com o nascimento. O declínio da população é um fator importante para qualquer país, especialmente se o país é a terceira maior economia do mundo.

A população no Japão não só diminui (em 2012 registrou o  menor número de nascimentos  na história do país), mas ao mesmo tempo está envelhecendo rapidamente (este ano o número de pessoas idosas atingiu um recorde). Além de ser uma das maiores economias, o Japão é um dos maiores devedores. Sua dívida pública é equivalente a 200% do PIB: a correlação é maior do que na Grécia. Para o país sobreviver é necessário que a sua economia continue a crescer e que a correlação entre a dívida e o PIB não aumente. No entanto, se a tendência continuar, o país não será suficiente jovem para isso.

O Japão pode enfrentar uma crise mais forte do que a crise do euro e isso vai influenciar não só os inúmeros importadores de produtos japoneses, mas também as nações que fornecem matérias-primas e alimentos. Os EUA são um grande exportador e importador do Japão, e sua economia é particularmente suscetível. O maior parceiro comercial do Japão é a China, e é aí que as coisas podem dar muito errado. A China já está passando por uma crise econômica, mas o declínio gradual pode levar a uma queda grave. Tudo isso acarretará em outra crise econômica no Brasil, e na sequência sofrerão os outros países, como Coréia do Sul, Chile, Indonésia, Malásia e África do Sul. A Rússia será também afetada em algum nível não esclarecido.

Why Russia prefers BRICS to Europe

Posted in BRASIL, BRICS, CHINA, ECONOMIA, GEOGRAFIA, MUNDO, POLÍTICA by dibarbosa on 23 de outubro de 2013
PORTUGUESE     CHINESE     RUSSIAN     SPANISH
Europe has an irresistible appeal for many Russians but after repeated rebuffs by the West, Moscow is coming around to the view that BRICS makes a better bedfellow.
Why Russia prefers BRICS to EuropeIn 1989 when Mikhail Gorbachev propounded his “Common European Home,” German sociologist Ralf Dahrendorf was among those who shot down that idea. In his book Reflections on the Revolution in Europe, he writes: “If there is a common European house or home to aim for, it is not Gorbachev’s but one to the West of his and his successors’ crumbling empire. Europe ends at the Soviet border, wherever that may be.”

Dahrendorf defined Europe as a political community where “small and medium-sized countries try to determine their destiny together. A superpower has no place in their midst, even if it is not an economic and perhaps no longer a political giant”.

Europe and Russia

Is European rejection forcing Russia to turn eastwards? Worryingly for Europe, is Moscow using the BRICS group as a way to steer policy concerning the West?

According to Professor Tadeusz Iwinski of Poland, Europe isn’t doing enough to open up to Russia. “Finland issues more visas to Russians than all the 27 countries of the European Union combined,” he pointed out during a discussion on “Russia and the World of the 21st Century,” at the 23rdEconomic Forum held from September 3-5 in Krynica-Zdroy, Poland.

Clearly, Europe hasn’t quite figured out how to deal with the huge neighbour to its east. But one thing is abundantly clear – Russia’s relationship with the world is changing on a transcontinental scale.

Iwinski, who is the Deputy Chairman of Poland’s Parliamentary Committee on Foreign Affairs, says the geopolitical landscape has changed and the West now has to contend – and live – with powerful bodies such as BRICS and the Shanghai Cooperation Organisation.

European decline

Igor Belov of the Voice of Russia feels Europe’s charms are much diminished because of its concurrent demographic and economic decline.

For instance, the fertility rate in formerly buoyant countries such as Italy threatens to dip below 1. Put very crudely, not every couple in Europe is replacing itself. It portends a crisis in the future – by the middle of the 21stcentury Europe will have just 8 per cent of the world’s population.

Such an abysmal share of the global population pie translates into considerably less influence even if the continent remains technologically advanced.

Military manoeuvres

Perhaps the biggest joke of 2012 was the award of the Nobel Peace Prize to the European Union, despite the fact that Europe is relentlessly and recklessly moving towards an American-designed and built anti-ballistic missile defence (ABM) system that is likely to ratchet up tensions between Russia and Europe. In the view of Daniel Tarschys, Professor, Stockholm University, “We have replaced the Cold War with Cold Peace.”

Again, NATO’s expansion is unsettling Russia. “There is a huge divergence in how NATO and Russia perceive looming threats,” says Belov. “This makes it difficult for Russia and the West to arrive at a common ground in the area of security.”

Belov feels if NATO were only a military arm of the West, Russia could work with it but NATO has become a political entity with expansive aims. There can be lasting peace in Europe only if NATO draws a line across Europe and then declares it won’t move closer to Russia.

East or West? Easy choice

This European churn is happening in the backdrop of the rise of giants such as China and India. The International Monetary Fund (IMF) says 2013 is the first year in which emerging markets will account for more than half of world GDP on purchasing power parity. Just 13 years ago, they accounted for less than a third.

According to Arvind Subramanian and Martin Kessler of the Peterson Institute, China is the first “mega-trader” since colonial Britain. In the area of employment, the BRICS are far ahead. The McKinsey Global Institute says while emerging economies added 900 million non-farm jobs between 1980 and 2010, the advanced economies added just 160 million.

Wealth is inexorably shifting east to a narrow circle of countries in the region which includes China, India and South East Asia. More people live in this part of the world than outside it. It is easy to see which bloc Russia would prefer.

BRICS – a Russian proposal

However, it is not pure mercenary instinct that is nudging Russia east. Russia’s choice is primarily determined by an understanding in the Kremlin that the West cannot be trusted.

A little known fact about the BRICS is that it was Gorbachev – rather than former Goldman Sachs economist Jim O’Neill – who first proposed a union of the four major non-Western powers Russia, China, India and Brazil.

In 1989 Gorbachev, pioneered the idea of a “strategic triangle” that would bring together China, India and the Soviet Union. The concept behind the triangle was from the outset anti-American and one of Gorbachev’s early ideas for winning the Cold War.

Gorbachev told former Indian Prime Minister Rajiv Gandhi that the United States wished them all ill — something “even worse” than Tiananmen for the Soviet Union, India and China.

Says Sergey Radchenko in The Moscow Times: “Gorbachev peddled the idea with remarkable tenacity and by 1988 saw Brazil joining the programme in documents, which, if declassified earlier, would have given Gorbachev, rather than O’Neill, the authorship of the term BRIC.”

New World Order – III

Columnist Fyodor Lukyanov writes in theJournal of International Affairs, “The notion of multipolarity has shaped Russian foreign policy horizon since the mid-90s, when it became clear that Russian integration into Western system as an equal partner was not an option.”

While Gorbachev’s Common European Home never materialised, his other idea in 1988 of a “New World Order” was upended when the Soviet Union collapsed. In fact, it was the United States that inherited the new world order in which it became supreme and without a challenger.

However, the United States became so power drunk that it managed to do the undoable and ended up alienating almost every country in the world except the English speaking quarter.

The Syrian crisis has heralded yet another world order. Boosted in no small measure by multilateral forums such as the G20 and BRICS, Russia has once again assumed a leadership position – much to the chagrin of the West.

Clearly, all bets are off Russia moving West again.

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