Urbs Magna

TEMER: The Brazilian Godfather

Posted in #FORATEMER, BRASIL, POLÍTICA by dibarbosa on 17 de junho de 2017

M. Temer é o Poderoso Chefão, diz: Joesley

Joesley Batista afirmou que Michel Temer é o chefe da quadrilha mais perigosa do Brasil

Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente

A revista Época publicou uma entrevista com Joesley Batista da JBS onde ele afirma que Michel Temer é um homem perigoso.

LEIA O RESUMO:

Conheci Michel Temer através do ministro Wagner Rossi, em 2010 e foi logo me pedindo dinheiro. Passamos a nos falar muito via celular e começamos a nos encontrar em todos os lugares. Ficamos íntimos, mas era apenas uma relação institucional que favorecia a ambos. Fiz muitos esquemas com ele que renderiam propina.” 

“Michel Temer sempre me chamava para conversar e pedir dinheiro para ajudar pessoas ligadas a ele – os mensalinhos. Uma vez ele me chamou e me apresentou o Yunes me pedindo para ajudá-lo.
Temer era cara de pau. Ele até tentou fazer com que eu pagasse o aluguel do escritório dele na praça Pan-Americana, em São Paulo, mas o desconversei e ele se mancou. Uma vez, Michel Temer chegou dizendo: “Eu preciso viajar, você tem um avião, me empresta aí”.

“O peemedebista também brigava por causa de dinheiro. Quando descobria que alguém tinha ganho ele queria também. O Eduardo Cunha se referia a ele como seu superior hierárquico. Primeiro, se Lúcio Funaro não conseguia resolver algo, pedia para Cunha que por sua vez pedia para o Michel. Meu acerto era com Lúcio, o de Lúcio era com Eduardo e o do Eduardo era com o Michel. Mas depois comecei a tratar uns negócios direto com o Eduardo, em 2015 quando ele assumiu a presidência da Câmara.”

Eu morria de medo de eles encamparem o Ministério da Agricultura porque o achaque ia ser grande. Eles tentaram, mas graças a Deus mudou o governo e eles saíram. Quando Eduardo tomou a Câmara foi achaque pra todo lado em nome da Câmara e do próprio Michel com o estilo de entrar na vida de quem quer que fosse sem ser convidado. Essa era a lógica dessa Orcrim. Lúcio Funaro e Eduardo Cunha mentiam falando que surgiam CPI’s que iam me convocar e pediam dinheiro, de 1 a 5mi, para barrarem, mas eu  descobria que era algum deputado a mando deles. Eu tinha que tomar cuidado. Essa é a maior e mais perigosa organização criminosa deste país, liderada pelo presidente.”

“Temer é o chefe da Orcrim da Câmara. Temer, Eduardo, Geddel, Henrique, Padilha e Moreira. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles. Nunca tive coragem de brigar com eles. Por outro lado, se você baixar a guarda, eles não têm limites. Então meu convívio com eles foi sempre mantendo à meia distância: nem deixando eles aproximarem demais nem deixando eles longe demais. Para não armar alguma coisa contra mim. A realidade é que esse grupo é o de mais difícil convívio que já tive na minha vida. Daquele sujeito que nunca tive coragem de romper, mas também morria de medo de me abraçar com ele.”

“Virei refém. Combinei quando já estava claro que eles seriam presos, no ano passado. O Eduardo me pediu R$ 5 milhões. Disse que eu devia a ele. Não devia, mas como ia brigar com ele? Dez dias depois ele foi preso. Eu tinha perguntado para ele: “Se você for preso, quem é a pessoa que posso considerar seu mensageiro?”. Ele disse: “O Altair procura vocês. Qualquer outra pessoa não atenda”.  Passou um mês, veio o Altair. Meu Deus, como vou dar esse dinheiro para o cara que está preso? Aí o Altair disse que a família do Eduardo precisava e que ele estaria solto logo, logo. E que o dinheiro duraria até março deste ano. Fui pagando, em dinheiro vivo, ao longo de 2016. E eu sabia que, quando ele não saísse da cadeia, ia mandar recados.”

“Com o Funaro foi parecido. Perguntei para ele quem seria o mensageiro se ele fosse preso. Ele disse que seria um irmão dele, o Dante. Depois virou a irmã. Fomos pagando mesada. O Eduardo sempre dizia: “Joesley, estamos juntos, estamos juntos. Não te delato nunca. Eu confio em você. Sei que nunca vai me deixar na mão, vai cuidar da minha família”. Lúcio era a mesma coisa: “Confio em você, eu posso ir preso porque eu sei que você não vai deixar minha família mal. Não te delato”.

“Eles cumpriram o acerto sempre me mandando recados: “Você está cumprindo tudo direitinho. Não vão te delatar. Podem delatar todo mundo menos você”. Mas não era sustentável. Não tinha fim. E toda hora o mensageiro do presidente me procurando para garantir que eu estava mantendo esse sistema. Geddel era o mensageiro. De 15 em 15 dias era uma agonia terrível. Sempre querendo saber se estava tudo certo, se ia ter delação, se eu estava cuidando dos dois. O presidente estava preocupado. Quem estava incumbido de manter Eduardo e Lúcio calmos era eu.

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