Urbs Magna

Em tempos de crise, consumidores de notícias precisam estar mais dispostos à cura do que à enfermidade.

Posted in NEWS by dibarbosa on 11 de dezembro de 2016

A comunicação empresarial e a política recorrem com frequência a robôs que criam contas falsas e espalham conteúdo em escala industrial. Seja propaganda ou conteúdo enganoso sempre atendem a interesses financeirose,  políticos ou mesmo ou eleitotais.
Falsos perfis podem amplificar os seguidores de algum político ou inflar discussões a favor ou contra um dado tema. Os algoritmos das redes que define o que aparece na página de cada usuário dão preferência a temas que são comentados por muitas pessoas. Por isso, gasta-se dinheiro para obter o efeito manada no qual um empurra o post do outro sem nem saber porque o faz.

Em 29 de Novembro o jornal The New York Times mostrou que notícias falsas divulgadas online e pelas redes sociais tiveram um alcance maior nos meses finais da campanha presidencial dos Estados Unidos do que os artigos produzidos pelas principais organizações de notícias. O presidente Barack Obama reclamou do que chamou de nuvem de nonsense que paira sobre todos os gigantes da internet.

O Google anunciou que proibirá sites com notícias falsas de usarem seus serviços de anúncios online. O Facebook adotará medida semelhante ao prometer estudar formas de criar um e-mail onde suários hoje denunciariam conteúdo suspeito no Brasil.

Na última campanha eleitoral intensificou-se na internet a manipulação de ideias falsas e a proliferação de imagens de personagens políticos.  Essa manipulação estimula a psicologia do boato e se aproveita dela. Estudiosos já apontaram que os boatos multiplicam-se à partir de um tripé: medo / ódio / desejo.

Como recomendou um editorial do New York Times a cura para o falso jornalismo é uma dose esmagadora de bom jornalismo. Mas os consumidores de notícias precisam estar mais dispostos à cura do que à enfermidade.

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