Urbs Magna

Sobre o protesto sábado na Paulista

fora DilmaOs filhos da mídia foram neste sábado para as ruas protestar contra, bem, contra sei lá o quê. Contra terem perdido nas urnas e, portanto, contra a democracia. Disse “filhos”, mas poderia ter dito “vítimas”. Porque em sua louca cavalgada antidemocrática eles foram intoxicados mentalmente pelo que a mídia deu nestas últimas semanas. Eles pareciam saídos das páginas da Veja e dos comentários de gente como Jabor. Pediam o impeachment de Dilma pelo caso Petrobras. São os efeitos colaterais da capa criminosa que a Veja deu às vésperas das eleições. Os manifestantes fora dilmda Paulista tomaram aquilo como uma verdade indiscutível. Isso mostra que é necessário aplicar uma punição exemplar à Veja. É uma tentativa de golpe branco fazer o que a revista fez – sem uma única prova – em cima de uma eleição tão disputada. A Veja tem que enfrentar – rapidamente — as consequências do que fez. Ou vamos esperar que um lunático, inspirado pela revista, comece a matar petistas? A mídia está também por trás do disparatado pedido de auditoria de votos feito pelo PSDB. Os tucanos só fizeram isso por saberem que têm as costas quentes com a imprensa. Ou então se refreariam antes de atentar contra as instituições com um pedido tão esdrúxulo. As dúvidas fora dilnão resistem a um minuto de reflexão. Considere. O Datafolha deu, na véspera, 52% a 48% para Dilma. A diferença ficou nos decimais: 51,64% versus 48,36%. A desconfiança nasce também, assinale-se, de trapaças do PSDB não devidamente cobradas pela mídia. Aécio usou dados enganosos de uma pesquisa do instituto Veritás que lhe dava ampla vantagem em Minas, onde perdera no primeiro turno. O dono do Veritás avisou que era um erro, ou crime, utilizar os números que Aécio brandiu publicamente, nos debates, contra Dilma. O estatístico também. E mesmo assim Aécio não se deteve. O que pensa um fanático antipetista quando vê uma coisa dessas? Num dia, numa pesquisa, seu candidato está ganhando amplamente em Minas. No dia foradiseguinte, no mundo real, o candidato perde. Farsa, é a conclusão. E a frustração se converte em raiva depois que analistas afirmam que Aécio perdeu a presidência por causa dos votos que não teve em Minas. Manifestações como a de hoje mostram como a sociedade está sendo agredida por uma mídia interessada apenas na manutenção de seus formidáveis privilégios. Pensava-se que o ataque da mídia à democracia cessaria com as eleições. Não cessou. É hora de o Estado proteger a democracia, antes que seja tarde demais. 

fonte: diáriodocentrodomundo

 

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