Urbs Magna

Eleições Brasil: trocando o incerto pelo duvidoso

Karl Darwin e Charles Marx facebookA uma semana das eleições os brasileiros estão cada vez mais confusos. Os debates entre os presidenciáveis não apresentam mais nenhuma proposta significativa tendo se transformado em um palanque de troca de acusações. Revelações medonhas surgem na internet, mas assuntos do gênero sempre estiveram lá. Basta pesquisar.

O eleitor curioso irá encontrar uma infinidade de blogs que noticiam toda a imoralidade dos candidatos. É preciso muito cuidado na interpretação, uma vez que a imprensa oficial limita-se a apresentar apenas as resultantes do diálogo de ambos. É antiético publicar sobre alguém aquilo que não foi proferido por este alguém. Mas alguns políticos até tentam apagar o passado por meios judiciais e, em vista disso, devo ser solidário para com aqueles que temem pelo futuro do país e apresento meu manifesto de indignação e pavor. Há aproximadamente um ano, o gigante começou a se incomodar dando sinais de que seu sono não transcorria bem, se revirando na cama sem conseguir acordar de seu pesadelo. Mas não, o gigante ainda não acordou. O Brasil não acordou e a mudança está longe de chegar aos lares brasileiros. Não foi à toa que mais de 38 milhões de votos não foram computados positivamente no primeiro turno das eleições de 2014. Tais eleitores invalidaram seus votos pois sabem do tamanho do problema que enfrentamos: temos, por uma absurda obrigatoriedade, que participar da escolha de um presidente que irá nos conduzir para um futuro incógnito. Um tem propostas incertas, outro é duvidoso moralmente falando. Não podemos nos esquecer que questões morais de tal gênero já nos forçaram a legitimar um impeachment por aqui. Não vivemos mais em uma ditadura. Os mais jovens nem sabem o que isso significa. Os mais velhos conquistaram as Eleições Diretas e. por enquanto, a legislação ainda nos obriga à ser livres e ter essa liberdade de escolha nas eleições. Se estamos dentro desta lei, podemos estendê-la à todas as datas e não somente a cada quatro anos. Uma comissão popular, que indique os candidatos certos, é bem vinda. Pelo menos enquanto temos esta obrigação eleitoral e o facebook.

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