Urbs Magna

Filhos podem se parecer com parceiro anterior da mãe, sem infidelidade

Posted in CIÊNCIA, SAÚDE by dibarbosa on 1 de outubro de 2014

adc009b2eeb26d8ce879338353cespanholinglêsalemãoEstudo apoia esta antiga teoria denominada telegonia.

O biólogo alemão August Weissmann (1834-1914) batizou como telegonia a teoria, até recentemente desacreditada, que sustenta que a descendência pode herdar as características de um companheiro anterior da genitora. Isso implica, por exemplo, que uma mulher viúva que se casasse com um novo homem poderia gerar um filho com traços de seu falecido marido. Ou que uma mulher que se separasse e iniciasse uma nova relação com outro parceiro poderia ter um filho com o novo cônjuge com traços do ex-marido. Essa visão, apesar de popular no século 19, se tornou desde então incompatível com a nossa atual compreensão da hereditariedade genética.  Mesmo porque, após algum tempo, experimentos em várias espécies não conseguiram provar qualquer evidência de que a prole herdaria qualquer caractere de companheiros anteriores de sua mãe e a ideia acabou sendo rejeitada com base em uma investigação estatística da semelhança entre pais e filhos em famílias humanas. CAT DALMATASMas agora um estudo publicado na revista Ecology Letters demonstrou em moscas que esta forma de herança não-genética pode ocorrer realmente. Um grupo de cientistas australianos liderado por Angela Crean cruzou moscas imaturas, como sugerido por Weissmann, com machos grandes e pequenos. Quando as fêmeas se tornaram férteis os biólogos as cruzaram novamente e descobriram que embora o segundo macho tenha gerado os filhotes, seus tamanhos foram determinados pelo parceiro sexual anterior da mãe. Assim, ainda que o pai seja grande, porque havia sido muito bem alimentado com proteínas em sua fase de larva, as jovens moscas seriam de tamanho pequeno se o macho com que as fêmeas cruzaram da primeira etapa imatura tenha sido pequeno. A descoberta está de acordo com o que se supunha. yaicekletkaTambém em seres humanos, o esperma, depois de penetrar no útero, é absorvido pelo organismo feminino e exerce uma influência sobre os óvulos que ainda não estão maduros, como sugeria Weismann. Os descobrimentos recentes permitem considerar que a antiga teoria não é tão descabida assim. Por exemplo, o fato de que os genes do feto passem para o sangue da mãe, como publicou Bendich na Science de 1974, bem como o esperma que pode penetrar em outras células de organismos distintos dos óvulos. Outro argumento é a capacidade do RNA masculino presente nas grávidas provocando reordenamentos genéticos.

O RNA dos espermatozóides poderiam também alcançar os óvulos imaturos provocando tal impregnação. Pode-se imaginar que durante o coito milhões de DNA de espermatozoides se depositam no corpo da fêmea em um fenômeno conhecido por telegonia. 

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