Urbs Magna

Em agosto, IPCA-15 fica em 0,16%

Posted in ALIMENTAÇÃO, BRASIL, ECONOMIA, IBGE by dibarbosa on 21 de agosto de 2013


Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) teve variação de 0,16% em agosto e ficou acima do IPCA-15 de julho, cuja taxa foi 0,07%. Com isso, o acumulado no ano foi para 3,69%, acima da taxa de 3,32% relativa a igual período de 2012. Considerando os últimos 12 meses, o índice foi para 6,15%, situando-se abaixo dos 6,40% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em agosto de 2012, a taxa havia ficado em 0,39%.

O crescimento da taxa do IPCA 15 de agosto é explicada, em grande parte, pela menor queda dos gruposAlimentação e Bebidas (de -0,18% em julho para -0,09% em agosto) e Transporte (de -0,55% para -0,30%), aliada à alta de Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,20% para 0,45%) e Educação (de 0,11% para 0,68%). A seguir, encontram-se os resultados dos grupos de produtos e serviços pesquisados.

No grupo dos alimentos, o destaque ficou com o leite longa vida (5,46%), que liderou o ranking dos principais impactos individuais do mês, com 0,06 ponto percentual. Outros itens também se destacaram com resultados em alta, como: feijão preto (5,35%), cerveja consumida no domicílio (3,33%), cerveja consumida fora do domicílio (1,17%), lanche (de 0,96%) e refeição (0,36%). Vários alimentos, porém, continuaram a apresentar resultados em queda, com destaque para o tomate (-22,96%), cebola (–20,09%), feijão carioca (–6,03%),batata inglesa (-4,81%) e frutas (-1,99%).

Os ônibus urbanos (de -1,02% em julho para -1,69% em agosto), ônibus intermunicipais (de -0,91% para -0,70%), trem (de -1,15% para -1,96%) e metrô (de -2,02% para -2,24%), continuaram a refletir as desonerações iniciadas em junho; porém, a gasolina, ao passar de -0,69% para 0,03%, e o etanol, que passou de -3,71% para -0,22%, fizeram com que o grupo Transporte (de -0,55% para -0,30%) apresentasse queda menor de um mês para o outro.

O grupo Educação, que passou de 0,11% para 0,68%, refletiu os resultados apurados na coleta realizada no mês de agosto, a fim de obter a realidade do segundo semestre do ano letivo. Os cursos regulares variaram 0,56%, enquanto os cursos diversos (informática, idioma, etc.) apresentaram alta de 1,71%.

Quanto à Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,20% em julho para 0,45% em agosto), a alta foi decorrente dos resultados de serviços médicos e dentários (1,12%) e de produtos de higiene pessoal (0,42%). Os preços dos remédios, porém, continuam em queda (-0,21%).

Os Artigos de Residência (de -0,06% julho para 0,62% em agosto), também apresentaram taxa maior de um mês para o outro em virtude, principalmente dos eletrodomésticos (de -0,30% para 1,00%), TV, som e informática (de -0,54% para 0,77%) e mobiliário (de -0,22% para 0,46%).

O grupo Habitação (de 0,60% de julho para 0,56% em agosto) ficou com resultado um pouco mais baixo do que no mês anterior tendo em vista a desaceleração no crescimento da taxa de água e esgoto (de 0,94% para 0,16%) e aluguel residencial (de 0,83% para 0,74%).

Nas Despesas Pessoais, que também teve sua variação reduzida de 1,08% em julho para 0,51% em agosto, o destaque ficou com o item empregado doméstico, que foi de 1,45% para 0,53%. Cabeleireiro (de 1,24% para 0,62%) e manicure (de 0,53% para 0,37%) foram outros serviços que contribuíram para a redução do grupo.

Dentre os índices regionais, o maior foi o de Curitiba (0,51%) em virtude da energia elétrica (4,52%), que refletiu o reajuste de 8,64% em suas tarifas a partir de 9 de julho. A gasolina (4,82%) e o etanol (2,04%) também pressionaram o índice da região. O menor índice foi o de Salvador (-0,17%), onde os alimentosapresentaram queda de 1,23%. A seguir, tabela com resultados mensais por região pesquisada.

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 13 de julho a 13 de agosto e comparados com aqueles vigentes de 14 de junho a 12 de julho. O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA; a diferença está no período de coleta dos preços.

Comunicação Social
21 de agosto de 2013

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