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Produção industrial recua (-2,0%) em maio

Posted in BRASIL, ECONOMIA, GEOGRAFIA, IBGE by dibarbosa on 2 de julho de 2013

Produção industrial recua (-2,0%) em maio

Em maio de 2013, já descontadas as influências sazonais, a produção industrial apontou queda de 2,0% frente ao mês imediatamente anterior, eliminando, assim, parte da expansão de 2,6% acumulada nos meses de março e abril. Foi a queda mais elevada desde fevereiro deste ano (-2,3%).

No confronto com igual mês do ano anterior, o setor industrial apontou expansão na produção (1,4%),segunda taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação, mas bem menos intensa que a observada no mês anterior (8,4%).

Com isso, no índice acumulado para os primeiros cinco meses do ano, o setor industrial avançou 1,7% frente a igual período do ano anterior.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, ao recuar 0,5% em maio de 2013, mostrou clara redução no ritmo de queda frente às marcas registradas em março (-2,0%) e abril (-1,0%).

O índice de média móvel trimestral mostrou variação de 0,2%.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página
www.ibge.gov.br/home/estatistica/indicadores/industria/pimpfbr/default.shtm

A redução no ritmo da atividade industrial em maio de 2013 (-2,0%) se deu de forma generalizada, atingindo a maioria (20) dos 27 ramos industriais e as quatro categorias de uso. Vale ressaltar que a queda observada nesse mês para o total da indústria, além de eliminar parte importante do avanço de 2,6% acumulados nos meses de março e abril, é a mais elevada desde fevereiro último (-2,3%). Com o resultado desse mês, o total da indústria ficou 3,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Mesmo revertendo nesse mês o comportamento predominantemente positivo que marcava a indústria nos dois últimos meses, a evolução do índice de média móvel trimestral permaneceu com a trajetória ascendente iniciada em dezembro último.

Nas comparações com iguais períodos do ano anterior, a produção industrial apontou expansão, com o índice mensal de maio de 2013 assinalando a segunda taxa positiva consecutiva, mesmo com a influência do efeito calendário, uma vez que maio de 2013 teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior. No índice acumulado nos cinco primeiros meses de 2013, em que o total da indústria avançou 1,7% e intensificou o ritmo frente ao fechamento do primeiro trimestre do ano (-0,5%), também observou-se menor número de dias úteis esse ano (dois) na comparação com igual período de 2012. Entre as categorias de uso, os maiores ganhos de dinamismo foram verificados em bens de capital, sinalizando ampliação dos investimentos, que passou de 9,7% no primeiro trimestre do ano para 13,3% nos cinco primeiros meses de 2013, e em bens de consumo duráveis(de 1,3% para 4,6%), impulsionado em grande parte pela maior produção de automóveis. O segmento de bens intermediários (de -1,1% para 0,2%) também registrou taxa positiva no acumulado do período janeiro-maio, enquanto o setor produtor de bens de consumo semi e não duráveis (de -3,6% para -1,0%) mesmo reduzindo a intensidade da queda entre os dois períodos permaneceu com resultado negativo no índice acumulado no ano.

Dos 27 ramos pesquisados, 20 registram queda de abril para maio

A queda de 2,0% da atividade industrial na passagem de abril para maio teve perfil generalizado de redução, alcançando todas as categorias de uso e a maior parte (20) dos 27 ramos pesquisados. Entre as atividades, as principais influências negativas foram assinaladas por alimentos (-4,4%), máquinas e equipamentos (-5,0%) eveículos automotores (-2,9%). Com o resultado desse mês, o primeiro setor eliminou o avanço de 4,3% assinalado no mês anterior; o segundo apontou a primeira taxa negativa desde dezembro do ano passado, acumulando nesse período crescimento de 20,7%; e o terceiro interrompeu dois meses de expansão na produção, período em que acumulou ganho de 15,1%. Outras contribuições negativas relevantes sobre o total da indústria vieram de perfumaria, sabões, detergentes e produtos de limpeza (-8,2%), mobiliário (-11,4%),máquinas para escritório e equipamentos de informática (-9,0%), produtos de metal (-4,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-4,5%), minerais não-metálicos (-2,3%), outros equipamentos de transporte(-3,1%) e calçados e artigos de couro (-7,3%). Por outro lado, entre as seis atividades que ampliaram a produção, os desempenhos de maior importância para a média global foram registrados por bebidas (4,8%), que recuperou parte da perda de 5,9% assinalada no mês anterior, refino de petróleo e produção de álcool (1,6%) emetalurgia básica (1,1%).

Entre as categorias de uso, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de capital, ao recuar 3,5%, assinalou a queda mais acentuada em maio de 2013 e interrompeu quatro meses de resultados positivos consecutivos, período em que acumulou expansão de 15,3%. Os segmentos de bens de consumo duráveis (-1,2%), de bens intermediários (-1,1%) e de bens de consumo semi e não duráveis (-1,0%) também registraram taxas negativas nesse mês, com o primeiro interrompendo dois meses seguidos de crescimento na produção, período em que acumulou ganho de 5,8%; o segundo eliminando o avanço de 0,8% observado entre março e abril; e o último revertendo o acréscimo de 0,7% assinalado no mês anterior.

Média móvel trimestral varia 0,2% em maio

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria mostrou variação positiva de 0,2% no trimestre encerrado em maio frente ao nível do mês anterior, após também apontar taxas positivas em janeiro (0,4%), fevereiro (0,1%), março (0,4%) e abril (0,1%). Entre as categorias de uso, ainda em relação ao movimento deste índice na margem, bens de consumo duráveis, ao crescer 1,5%, assinalou o avanço mais intenso e interrompeu a sequência de resultados negativos presente desde fevereiro. O segmento de bens de capital (0,1%) também registrou índice positivo em maio e prosseguiu com a trajetória ascendente iniciada em dezembro último. Os setores produtores de bens de consumo semi e não duráveis(-0,3%) e de bens intermediários (-0,1%) assinalaram as taxas negativas nesse mês, com o primeiro mantendo a trajetória descendente iniciada em janeiro último, e o segundo permanecendo com o comportamento de estabilidade presente desde dezembro.

Produção industrial avança 1,4% na comparação com maio de 2012

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor industrial cresceu 1,4% em maio de 2013, com apenas 12 das 27 atividades investigadas apontando expansão na produção. Vale citar que maio de 2013 (21 dias) teve um dia útil a menos que igual mês do ano anterior (22). O ramo de veículos automotores, que avançou 11,7%, exerceu a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionado pelo crescimento na produção de aproximadamente 70% dos produtos investigados no setor, com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, caminhões e veículos para transporte de mercadorias. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram de refino de petróleo e produção de álcool (12,5%) e de máquinas e equipamentos (7,5%), influenciados principalmente pelos avanços na fabricação de gasolina automotiva, álcool etílico, óleo diesel e outros óleos combustíveis, no primeiro ramo, e de máquinas para o setor de celulose, rolamentos de esferas para equipamentos industriais, fornos de micro-ondas, aparelhos de ar-condicionado, empilhadeiras propulsoras, motoniveladores, máquinas para colheita e tratores agrícolas, no segundo. Por outro lado, ainda na comparação com maio de 2012, entre as 15 atividades que reduziram a produção, os principais impactos foram observados em indústrias extrativas (-9,1%), produtos de metal (-9,1%), edição, impressão e reprodução de gravações (-5,4%), farmacêutica (-4,3%) e produtos têxteis (-4,5%) pressionados, em grande parte, pelos itens minérios de ferro e óleos brutos de petróleopartes e peças de caldeiras geradoras de vaporrevistas, jornais e cadernosmedicamentos; e tecidos de malha de algodão e de filamentos sintéticos, respectivamente.

Nos índices por categorias de uso, ainda no confronto com igual mês do ano anterior, os resultados foram positivos para bens de capital (12,5%), que assinalou pelo segundo mês seguido expansão de dois dígitos,bens de consumo duráveis (4,1%), que também avançou acima da média nacional (1,4%), e bens de consumo semi e não duráveis (0,8%). Por outro lado, a produção de bens intermediários (-0,6%) apontou a única taxa negativa em maio de 2013.

O setor produtor de bens de capital, ao crescer 12,5% em maio de 2013, mostrou o quinto resultado positivo consecutivo na comparação com igual mês do ano anterior. Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelo crescimento na maior parte dos seus grupamentos, com claro destaque para o avanço de 20,2% assinalado por bens de capital para equipamentos de transporte, impulsionado em grande parte pela maior fabricação dos itens caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões, aviões e veículos para transporte de mercadorias. Os demais resultados positivos foram registrados por bens de capital para fins industriais (17,4%), segunda expansão de dois dígitos consecutiva, agrícola (21,0%), para uso misto (1,3%) epara construção (3,9%), enquanto o grupamento de bens de capital para energia elétrica (-4,0%) apontou a única taxa negativa.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, o segmento de bens de consumo duráveis (4,1%) assinalou o segundo resultado positivo consecutivo, impulsionado em grande parte pela maior fabricação de automóveis(7,6%) e, em menor escala, pelos avanços verificados em telefones celulares (1,8%) e eletrodomésticos (3,5%). Vale citar que nesse último grupamento, o destaque positivo foi registrado pelo subsetor de outros eletrodomésticos (30,8%), uma vez que a “linha marrom” (0,0%) repetiu o patamar de maio do ano passado e a “linha branca” recuou 9,7%. Nessa categoria de uso, também foram observados impactos negativos na produção de motocicletas (-11,3%) e de artigos do mobiliário (-10,4%).

O segmento de bens de consumo semi e não duráveis, ao avançar 0,8% no índice mensal de maio de 2013, também assinalou dois meses de taxas positivas consecutivas. O desempenho desse mês foi influenciado pela expansão registrada pelo grupamento de carburantes (22,2%), impulsionado não só pelos avanços na fabricação de gasolina automotiva e álcool, mas também pela baixa base de comparação, já que em maio do ano passado esse subsetor recuou 8,4%, por conta da paralisação para manutenção em importante unidade produtiva do setor. Os demais grupamentos apontaram queda na produção: alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-2,8%), outros não duráveis (-2,1%) e semiduráveis (-1,9%), pressionados principalmente pela redução na fabricação dos itens refrigerantes, cervejas e chope, no primeiro subsetor,medicamentos, revistas e jornais, no segundo, e vestidos e artigos de plástico para uso doméstico, no último.

O setor de bens intermediários (-0,6%), que após avançar 5,1% em abril voltou a mostrar queda na produção em maio, assinalou impactos negativos nos produtos associados às atividades de indústrias extrativas (-9,1%),produtos de metal (-10,7%), produtos têxteis (-5,1%), metalurgia básica (-1,3%), celulose, papel e produtos de papel (-1,8%), minerais não-metálicos (-1,4%) e veículos automotores (-0,8%), enquanto as influências positivas foram registradas por refino de petróleo e produção de álcool (7,1%), borracha e plástico (4,7%), alimentos(2,8%) e outros produtos químicos (0,2%). Ainda nessa categoria de uso, vale citar também os resultados negativos vindos dos grupamentos de insumos para construção civil (-0,4%), após crescer 9,7% em abril último, e de embalagens (-2,7%), que interrompeu quatro meses de taxas positivas consecutivas nesse tipo de comparação.

Índice acumulado nos primeiros cinco meses avança 1,7%

No índice acumulado para os cinco primeiros meses de 2013, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou crescimento de 1,7%, com taxas positivas em três das quatro categorias de uso, 12 dos 27 ramos, 45 dos 76 subsetores e 49,8% dos 755 produtos investigados. Entre as atividades, a de veículos automotores, que avançou 14,3%, permaneceu exercendo a maior influência positiva na formação da média da indústria, impulsionado em grande parte pelo crescimento na produção na maioria dos produtos pesquisados no setor (aproximadamente 75%), com destaque para a maior fabricação de caminhão-trator para reboques e semirreboques, automóveis, caminhões e veículos para transporte de mercadorias. Vale mencionar também a influência da baixa base de comparação, já que esse setor recuou 18,1% no índice acumulado do período janeiro-maio de 2012, em virtude das paralisações ocorridas por conta da concessão de férias coletivas em várias empresas do setor. Outras contribuições positivas relevantes sobre o total nacional vieram dos setores derefino de petróleo e produção de álcool (9,2%), máquinas e equipamentos (4,2%), outros equipamentos de transporte (7,7%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (7,3%) e borracha e plástico (4,9%). Em termos de produtos, as pressões positivas mais importantes nesses ramos foram, respectivamente, óleo diesel e outros óleos combustíveis, gasolina automotiva e álcool etílicomáquinas e equipamentos para o setor de celulose,rolamentos de esfera para equipamentos industriais e aparelhos de ar-condicionadoaviõesfios, cabos e condutores elétricos, transformadores e quadros, painéis, cabines e outros suportes; e tiras ou fitas autoadesivas de plásticos, peças e acessórios de plástico e de borracha para veículos automotores e pneus. Por outro lado, entre os 14 ramos que reduziram a produção, os principais impactos foram observados emindústrias extrativas (-7,2%), edição, impressão e reprodução de gravações (-9,1%), metalurgia básica (-4,8%),farmacêutica (-3,9%) e produtos têxteis (-4,6%). Nessas atividades sobressaíram a menor produção dos itensminérios de ferro e óleos brutos de petróleo, na primeira, revistas, livros e jornais, na segundaalumínio não ligado em formas brutas e lingotes, blocos, tarugos ou placas de aços ao carbono, na terceira, medicamentos, na quarta, e meias e meias-calças de fibra sintética, toalhas de banho, rosto e mãos de algodão e tecidos de malha de algodão, na última.

Entre as categorias de uso, o perfil dos resultados para o período janeiro-maio de 2013 mostrou maior dinamismo para bens de capital (13,3%), impulsionado especialmente pela maior fabricação de bens de capital para equipamentos de transporte (25,9%). O setor produtor de bens de consumo duráveis (4,6%) também apontou expansão acima da média nacional (1,7%) nos cinco primeiros meses do ano, influenciado em grande parte pela maior produção de automóveis (8,1%). Vale destacar que essas duas categorias de uso, além do aumento no ritmo da atividade industrial ao longo desse ano, também foram influenciadas pela baixa base de comparação, uma vez que no período janeiro-maio de 2012 registraram quedas de 11,9% e de 9,9%, respectivamente. A produção de bens intermediários (0,2%) apontou ligeira variação positiva, enquanto a debens de consumo semi e não duráveis, com redução de 1,0%, assinalou o único resultado negativo no índice acumulado dos cinco primeiros meses do ano.

 

Comunicação Social
02 de julho de 2013

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